terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Boquetes em nome de Deus...

 


E os padres, desde suas alcovas sagradas e por debaixo de seus arreios sacerdotais, continuam escrevendo uma história meia estranha, quase macabra e recheada de aventuras clandestinas com seus sacristãos e coroinhas. 

A velhinha que costumo encontrar no mercado, hoje estava indignada com as noticias que viu na TV e leu nos jornais, sobre um arcebispo que está sendo denunciado por meia dúzia de beatos, de ter abusado sexualmente deles. Em outras palavras, que gostava de fazer boquete em crianças/adolescentes, e que, em seguida, os obrigava a praticar com eles, algumas posições do KamaSutra... tudo, evidentemente, em nome da cura de todos os males; da iluminação; das chaves do paraíso e, finalmente, de Deus.

Enquanto selecionava um meio quilo de inhame, aquela senhora, que transpira fé e devoção por todos os poros, chegou a citar um filósofo alemão: O que diria Nietzsche, de toda essa putaria? Ele que acusava essa seita de ser uma religião de mendigos? E seguiu resmungando outras indignações, mas em voz muito baixa, me impossibilitando de entender. Perguntei-lhe, por fim, o que se poderia fazer para evitar que eles continuassem "comendo criancinhas", e ela me respondeu a queima-roupa: ora, que as paróquias usem o dízimo também para pagar umas putas para esses porcos de batina!

Quando ela falou em batina, lembrei imediatamente de Vargas Vila, que escreveu em algum lugar de sua vasta obra:  "O misticismo é um fenômeno de degeneração individual; o clericalismo, de degeneração social. A patologia do misticismo só tem em comum com a patologia do clericanismo o fato das duas serem uma aberração..."

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