sábado, 22 de agosto de 2026

O logos epistêmico do sigilo contábil, judiciário... e do sigilo da fonte...





A propósito, como escreveu Walter Benjamim:

["Pobreza não é desonra". Muito bem. 
No entanto, desonram os pobres. Fazem isso e os consolam com o provérbio. 
Este é daqueles que antigamente se podiam admitir como válidos, mas cuja data de vencimento já chegou há muito tempo. Do mesmo modo como aquele brutal "Quem não trabalha não come"...]
IN: Rua de mão única, p. 46














 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Maravilhas das maravilhas... para você que vive reclamando que a vida está muito monótona...


















Várias...






1
. Depois da discussão acalorada (e também mística) sobre o tal "sigilo da fonte", agora não param de falar sobre os tais "vazamentos". Caso Lulinha, caso Bolsonaro e muitíssimos outros casos... Para nós, dizia o Mendigo K, todo sigilo é, além de canalhice, um sintoma de desonestidade, e, ainda pior quando se trata de uma desonestidade institucionalizada e respaldada por uma Constituição. É o resultado de um mundo ocultista, infiel, cheio de alcaguetes, de palhaços complacentes, e de espias... gente de caráter duvidoso, infectado por cretinizes, por silêncios, e por mentiras... Gente com dificuldades para migrar da fase ficcional para a fase real. (entenda-se da fase anal para a genital). Sim, preste atenção: uma sociedade sigilosa é sempre abominável, porque precisa estruturar-se sobre álibis, trapaças, subornos, mascaramentos, elogios mútuos, enganos e auto-enganos... no qual se é obrigado a viver num lugar, como diria João do Rio, comandado por refinadíssimos malandrins onde, quando não nos esganamos fisicamente, nos esfaqueamos e nos assassinamos moral e monetariamente a cada instante e onde o mais bandido, o mais cruel e o mais patife é sempre quem vence... 

2. E os terremotos recentes estão reativando as paranóias primitivas e esotéricas. O de ontem, no Peru e o de anteontem, na Espanha, turbinaram o imaginário popular e engendraram relatos e fantasias que são de tirar o fôlego. Segundo as testemunhas apocalípticas, além dos tremores (semelhantes aos da labirintite), ouviram sons terríficos e sobrenaturais de trombetas (seriam as de Jericó?) oriundos do fundo da terra e ao mesmo tempo da imensidão do espaço... E viram as montanhas se desfazendo sob uma chuva de raios... ah! a eletricidade! Ah! Os espíritos sagrados das montanhas! Onde está Pachamama e Viracocha! A terra se abrindo, Ah! Machu picchu! Ah Málaga! E o mar, (mesmo o Pacífico, pero no mucho!), ameaçando sair de seu leito e as espécies, uma mais miserável do que a outra, se fodendo em desespero... O fim do mundo! A vingança do criador! O resultado da putaria planetária. Um novo dilúvio. Cacarejam os milenaristas de plantão e de sempre! A arca contemporânea. Noé! Os transatlânticos! O submarino brasileiro enferrujado e os destróieres movidos à energia nuclear. Com os deuses e os demônios, desde o alto, e de dentro de seus discos voadores sagrados e hipersônicos... gargalhando e consolando a piolhada humana: No sean idiotas, es solo la tierra la que ruge...(ver a discussão surreal ocorrida em Lisboa, entre os beatos e os laicos, depois do imenso terremoto (9.0), de 1755).

3.       

















Piazzolla - Oblivion... (esquecimento...)