sábado, 9 de maio de 2026

NEO INQUISIÇÃO - EDUARDO BUENO, os pastores & a polícia...

 




Ninguém tem duvidas de que o Eduardo Bueno é um dos jornalistas, historiadores e comunicadores mais brilhantes do país.

Cada um de seus livros e videos impressiona. Não só pela qualidade da documentação mas por sua memória.

Mesmo assim, mandaram-me notícias de que os pastores e a polícia do Rio Grande do Sul, estão querendo mordaça-lo, calar-lhe a boca. Motivo: opinou que os evangélicos não deveriam imiscuir-se em política e nem votar. Ora! Qual é o problema dessa fala? 

A acusação de intolerância religiosa é reacionária, doentia e ridícula! 

Eu, diria até mais: considerando os 500 anos de surrealismo político nacional (sem falar do caso MASTER), para que não acabemos no horror patético de um Estado teocrático, não apenas os evangélicos, mas os católicos, os budistas, os hinduístas, os mórmons, os militantes do Ku Klux Klan, os agnósticos, os cidadãos comuns, os ateus e qualquer pessoa que conheça a história, que tenha amor próprio e respeito por si mesmo deveria abster-se desse circo mambembe. Não é possível que depois de seis mil anos, ainda não se tenha encontrado uma forma, mais decente de escolher os administradores das loucuras, dos instintos malignos e do mau caratismo da espécie...


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Enquanto isso, o vendedor de pamonhas passa lá embaixo, quase indiferente, ouvindo Adágio, de Albinoni. Prestem atenção: com esse Adágio, Albinoni fez mais pela fé do que todos os energúmenos e fanáticos religiosos juntos.











quinta-feira, 7 de maio de 2026

E na Amérika... MENDICÂNCIA DISFARÇADA DE SOBERANIA...

 


O empoderamento feminino e a delinquência...

 




Nestes dias de maio, mês das Noivas, das Mães, das Flores e da Virgem Maria, o astral feminino parece não estar lá muito favorável.

No Maranhão, todo mundo viu aquela mulher que torturou, humilhou e quase matou sua empregada doméstica, por suspeita de que ela lhe teria roubado um anel;

Aqui em Brasília, uma companheira foi presa por tentar envenenar o marido que estava internado num hospital;

Também aqui na Capital da República, uma funcionária da ONU (antes de ontem), foi filmada batendo na cara de uma funcionária do MacDonalds. Motivo? Colocaram cebola em seu Big Mac.

Ali em frente ao mercado, lá pelas cinco da tarde, uma mãe dava safanões em seu filho de uns 8 anos enquanto resmungava: tenho vontade de matar-te!

Em São Paulo, uma outra mulher, depois de sair de um salão de beleza, chegar em casa e conferir o corte, volta ao salão e esfaqueia o cabeleireiro.

Etc, etc, etc...

O que estaria acontecendo?

Seriam efeitos tardios da pandemia de COVID? Como se suspeita? Ou um sintoma do tal empoderamento? 

O Mendigo K, que assessorava a famosa psiquiatra Nise da Silveira (Discípula de Jung), lá no no Hospital Psiquiátrico Pedro II, no Rio de Janeiro, analisando estes fatos impressionantes, gosta de repetir a frase daquela psiquiatra: "O homem é mau, mas a mulher é perversa. A mulher sabe ser ruim como o demônio. Uma mulher engana o diabo. Duas enganam o inferno inteiro..."








O afiador de facas e as tramóias do DESENROLA...





Nesta quinta-feira quase radiante, o afiador de facas acaba de fazer-se ouvir lá pelos estreitos caminhos do jardim. Olha o afiador! Olha o afiador!
Enquanto passava uma espécie de lima em duas daquelas famosas facas japonesas, ia ouvindo de seu pequeno gravador: Petite fleur. Percebi que, com seu ajudante, ironizavam a tramóia do Desenrola, como sendo mais um truque entre comerciantes e o Estado para explorar e iludir o rebanho. Gesticulando com certa agressividade ele explicava a seu auxiliar: Nós te falamos em progresso, em emancipação, em igualdade e te empurramos para o consumo e para o endividamento. Você compra um monte de merdas (que a televisão, as rádios e os camelôs quase te obrigam) merdas que não servem para nada. Você, então, que vive na indigência, como 70% da população, não pode pagar. Aí, nós aplicamos taxas e mais taxas, juros e mais juros além de outras trapaças sobre tua dívida. Seis meses, um ano, dois anos... até que o Estado, em cumplicidade com os credores, resolve pagar por você. Entende como funciona a coisa? Os comerciantes conseguiram desovar suas porcarias por preços absurdos, nós passamos meses e anos acossados, humilhados e angustiados pela dívida, eles superfaturam tudo, sem controle algum, e o Estado, para fazer demagogia social e política vem e quita tudo. E, pior: tanto essa enrolação como esse ciclo se repetem, porque a indigência é sistêmica e porque estas são funções básicas dos comerciantes e também dos Estados. 

Vão foder outro!

 




sexta-feira, 1 de maio de 2026

Banksy! (Nos muros e praças de Londres...)

 























O discurso do Lula visto pelas feministas...





Duas mulheres bem jovens, uma com a cabeleira vermelha e a outra com o cabelinho curto e de cor lilás, criticavam o discurso do Lula de ontem à noite, sobre o dia do trabalho, sobre o fim da Escala 6X1, sobre a quitação de dívidas com descontos, sobre o saque do FGTS e sobre as apostas nas bets, considerando-o reacionário, machista e até misógino.

Diziam: Para o presidente, trabalhar ao invés de seis, cinco dias da semana, dará às mulheres tempo para, chegando em casa, cuidar da família, colocar a roupa em ordem, lavar os banheiros, preparar a janta e a marmita para o dia seguinte, lavar a louça, limpar o fogão e, além dos filhos, cuidar do marido e ir à igreja. E mais: aqueles maridos que aderirem ao saque do FGTS, deverão comprometer-se a, durante um ano (sobre supervisão delas), a abster-se de fazer apostas on-line, nas tais bets. Mas por que só eles? Como se elas próprias, portadoras de algum deficit cognitivo, não soubessem, não desejassem e não pretendessem de vez em quando, fazer uma apostazinha?

Caralho! Resmungavam. Mas isto, ao invés de dar-lhes liberdade, agravará ainda mais a escravidão em que vivem! Por que, além de tudo, teriam que cuidar e zelar, além dos filhos, de seus maridos, como se fossem suas mães? (sem falar de quando, elas, estendendo a roupa no varal, são agarradas por trás e ouvem o resmungo deles, já com uma garrafa de vinho nas tripas: vamos, amor!).

As duas mocinhas estão visivelmente incomodadas e citam a Ataulfo Alves:

Laranja madura, na beira da estrada ou tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé...

Enfim, estavam furiosas e, admitamos, com uma certa razão! 

Não adianta fingir: o conceito machista e misógino está estruturalmente introjetado nos homens e até mesmo nas mulheres, sejam eles déspotas esclarecidos ou simples beócios.. E quem ainda duvida, que dedique umas quantas horas na leitura dos três ou quatro principais livros "sagrados" que foram, durante séculos, a base da formação afetiva, intelectual e moral do rebanho.