quinta-feira, 18 de junho de 2026

LA DOLCE VITA... & os apartamentos de 3,4,5 milhões?



Moral cristã e da história:

"Bom é ter amigos ainda que seja no inferno...




Aqui no coração da República, nesta mixuruca quinta-feira de junho, não se fala em outra coisa além da panturrilha direita do Neymar e da bolada que outro Senador teria recebido do Banco Master, por favores prestados. Um singelo presentinho imobiliário (este, não em São Paulo, mas lá na terra do Gregório de Mattos), no valor de quase 3 milhões. Valor, é verdade, um pouco inferior aos que (segundo a mídia) recebeu aquele outro, também dedicado "servidor da pátria", que chegaram a 4, 5 milhões... 

Que curiosidade!

Que estranho fascínio dessa gente pela moradia e pelo lar! Lar, doce lar!

Será que teria sido de uma paixão como esta que surgiu o Slogan Minha casa minha vida?

Tramóias à parte, filosófica e socialmente falando esse tipo de transações deveriam até ser interpretadas, ao invés de corrupção, como ações sociais. Pormenores do iluminismo e da renascença... Qual é a esposa, quais os filhos, quais as famílias que não anseiam e que não merecem habitar num desses estupendos shangri-las verticais?

O problema e que agrava ainda mais a situação, é o que se ouve pela rua: Bazzo, como ficamos nós, que sobrevivemos quase sem ar em nossos cortiços parecidos à jaulas, construídos ainda pelo inesquecível P. Naya (lembram?) que substituiu o cimento por areia e que, cheios de desníveis e de rachaduras, ameaçam desabar até sob o badalar dos sinos e dos trovões destas noites juninas???

Ouvindo as notícias vindas do cárcere e do banqueiro Vorcaro, não apenas sobre os apartamentos, mas principalmente sobre os banquetes, as gueixas, as garrafas de vinho e as diárias dos hotéis, mundo afora (aliás, não lhes parece que um hotel cuja diária chega a 20 mil, deveria ser implodido?), como controlar uma certa melancolia? Mesmo tendo lido a Cabala do Dinheiro e da Inveja, do rabino Nilton Bondi, como controlar a nossa, esse sintoma mesquinho herdado ainda de Cain e que, há décadas, tem congestionado os consultórios e os hospícios?

E o mais transcendente desta, e de todas as outras roubalheiras semelhantes é que o suposto e aparentemente autor, arquiteto e designer principal, dessa roubalheira, está tendo tempo suficiente para, atrás das grades, com sua lucidez, organizar a derrubada total e completa dos alicerces dessa dissimulada e falaciosa monarquia, travestida de república.

Mesmo que o Haiti, amanhã, (com Vodu ou sem Vodu) nos dê uma exemplar goleada, é preciso demolir até os escombros! Um chefete hoje, outros amanhã, outros depois de amanhã... Um partido e uma confraria endogâmica atrás da outra! Mas... sem perder a ternura e sem ilusões. Porque até os coroinhas e os mendigos já ouviram falar daquela bendita frase do Marx de que a história se repete, primeiro como tragédia, depois como farsa e por fim, como suruba....



domingo, 14 de junho de 2026

Depois do vexame do Paraguay e da vitória do Marrocos... A memória e as lições invejáveis de Eduardo Bueno...



"... Em verdade, e não tenho medo de confessar, eu facilmente acenderia, se fosse preciso, uma vela a São Miguel e outra à sua serpente..."

IN: Montaigne 
(ENSAIOS, Tomo III, p. 626)




















sábado, 13 de junho de 2026

HADDAD e os Ferreiros...






Minha correspondente libanesa, que acaba de ler meu livro DA FORJA À BIGORNA (Ou a canção dos ferreiros), me envia (ainda antes das seis da manhã deste dia chuvoso) uma mensagem lamentando que eu, que falei dos Ferrari (da Itália), dos Ferreiras (do Brasil), dos ferreiros do mundo inteiro e (inclusive dos de Luanda), que visitei o souk EL Haddadine, no interior da Medina de Marrakech, e que citei até a OGUM, (o ferreiro do universo) e o persa Omar Khayyan (Além da terra, além dos céus mais distantes, tento encontrar o Céu e o Inferno. Então, ouço uma voz solene que diz: 'O Céu e o Inferno estão dentro de você'), não tenha mencionado o Haddad, o nome do ministro Haddad (ferreiro em árabe) e que remete a uma família imensa de ferreiros no Libano...

E também fez outras observações, mas todas simpáticas. 

Temi que fosse citar a frase de Machado de Assis, lá em seu Fanqueiros literários: "Que espetáculo não seria ver evaporar-se em uma fogueira inquisitorial tanto ópio encadernado que por aí anda enchendo as livrarias"


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Pedidos do livro pelo: eziofb@gmail.com 

($:59.00)