sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Várias...






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. Depois da discussão acalorada (e também mística) sobre o tal "sigilo da fonte", agora não param de falar sobre os tais "vazamentos". Caso Lulinha, caso Bolsonaro e muitíssimos outros casos... Para nós, dizia o Mendigo K, todo sigilo é, além de canalhice um sintoma de desonestidade, e, ainda pior: quando se trata de uma desonestidade institucionalizada. Respaldada por uma Constituição. É o resultado de um mundo ocultista, infiel, cheio de alcaguetes, de palhaços complacentes, e de espias... gente de caráter duvidoso, infectado por cretinizes, por silêncios, e por mentiras... Gente com dificuldades para migrar da fase ficcional para a fase real. (entenda-se da fase anal para a genital). Uma sociedade sigilosa é sempre abominável, porque precisa estruturar-se sobre álibis, trapaças, subornos, mascaramentos, enganos e auto-enganos... Viver num lugar, como diria João do Rio, comandado por refinadíssimos malandrins onde, quando não nos esganamos fisicamente, nos esfaqueamos e nos assassinamos moral e monetariamente a cada instante e onde o mais bandido, o mais cruel e o mais patife é sempre quem vence... 

2. E os terremotos recentes estão reativando as paranóias primitivas e esotéricas. O de ontem, no Peru e o de anteontem, na Espanha, turbinaram o imaginário popular e engendraram relatos e fantasias que são de tirar o fôlego. Segundo as testemunhas apocalípticas, além dos tremores (semelhantes aos da labirintite), ouviram sons sobrenaturais e terríficos oriundos do fundo da terra e ao mesmo tempo do espaço... E viram as montanhas se desfazendo sob uma chuva de raios... ah! a eletricidade! Ah! Os espíritos sagrados das montanhas! Onde está Pachamama e Viracocha! A terra se abrindo, Ah! Machu picchu! Ah Málaga! E o mar, (mesmo o Pacífico, pero no mucho!), ameaçando sair de seu leito e as espécies, uma mais miserável do que a outra, se fodendo em desespero... O fim do mundo! A vingança do criador! O resultado da putaria planetária. Um novo dilúvio. Cacarejam os milenaristas de sempre! A arca contemporânea. Noé! Os transatlânticos! O submarino brasileiro enferrujado e os destróieres movidos à energia nuclear. Com os deuses e os demônios, desde o alto, e de dentro de seus discos voadores sagrados e hipersônicos... gargalhando e consolando a piolhada humana: No sean idiotas, es solo la tierra la que ruge...(ver a discussão surreal ocorrida em Lisboa, entre os beatos e os laicos, depois do imenso terremoto (9.0), de 1755).

3.       

















Piazzolla - Oblivion... (esquecimento...)




terça-feira, 18 de agosto de 2026

Lauryn Hill... Recordando a Frantz Fanon e os condenados da terra...


















Antes de ontem e ontem, a conhecida turma dos 30 partidos saiu eufórica e a campo em busca de votos e torrando os 5 bi do Fundo Eleitoral...


"Anjo - Fase inicial da megera".
George Auriol






E os shows foram, como já se previa: melancólicos!
Melancólicos e inacreditáveis!
Apesar de que o populacho sempre comparece... com suas emoções descompensadas, com suas camisetas, bandeiras e slogans de cores diferentes.., mas comparece...
Como é possível que esse círculo vicioso, esse tabuleiro de puzzle e essa bet continue sendo jogada?
Segurança...
Saúde...
Educação... 
Trabalho e moradia... 
Sempre & sempre a mesma pobreza e a mesma filosofia da miséria!
Não nego que há uma novidade: Agora, praticamente todos, resolveram bater na tecla da soberania... Soberania! Soberania para todos! Sim, mas isso já se ouve há, pelo menos, uns quinhentos anos. Desde quando os portugueses e os espanhóis lançavam por aí, seus ferozes cachorros sobre os povos nativos... A propósito, soberania não se dá... como seria possível "dar soberania a alguém?"
Nada revolucionário! Nada transcendente! Nada fora dessa cartilha de hipocrisias, de subdesenvolvimento e de transações endogâmicas...! Só a pobreza mental falando da pobreza física e gerando mais pobreza!
O Mendigo K, ali nas escadas rolantes da rodoviária (interditadas há uns 50 anos), discursava: Qualquer candidato que omita o problema do saneamento básico e das estradas de ferro, é um canalha! Sem saneamento básico e sem estradas de ferro qualquer tipo de soberania é inútil e impossível. 
Queremos saneamento básico! 
Queremos estradas de ferro! 
E mais: se deve exigir garantias de que, a partir de agora, o próximo governante e o Estado passarão a incluir na cesta básica, com prioridade para os que vão passando dos setenta, meia dúzia de baseados mensais...