sábado, 7 de fevereiro de 2026

O caso do juíz e da adolescente... Como dizem os ciganos: acender o fogo é fácil, o problema é protegê-lo do vento...





Uma aconchegante manhã de sol nos 'verdes e contaminados mares' de Camboriú, depois de um breakfast magistral e de 100 miligramas de tadalafila... pode até ser idílico e inspirador, mas... mas... e se o mar não estiver pra peixe?

E agora, as hienas de plantão, estão querendo empurrar o Ministro, primeiro para um confessionário e, em seguida, para o cadafalso ou para a fogueira...

- Onde é que já se viu um velho desses (68 anos) querer trepar com uma menina de 18 e que já tem uma namorada? Exclamam. E ainda mais: filha de um amigo? E no mar. Dentro do mar! No interior do mar... Maré baixa e maré alta... As delícias do gozo de imersão! E aquele chiado que parece vir do infinito e que induz qualquer um ao famoso Sentimento oceânico descrito por Romain Roland e analisado por Freud... Com aquelas águas mornas e luxuriosas indo e vindo, entrando pelos interstícios das cuecas dele e das calcinha dela? E o sol. E as contas bancárias recheadas. E o Porsche Cayenne com as rodas metálicas e brilhantes por detrás dos muros da mansão... que quase lembra a do Epstein lá nas Ilhas Virgens do Caribe. Ah! A vida! Essa maravilha! E o sol... O cheiro erótico do protetor solar e a leveza que as ondas provocam, enquanto, lá na areia, o populacho vende (para o próprio populacho), limonada, amendoins, pamonhas empadinhas... Cartões postais...  Com Carlinhos Braun numa radiola... cervejinhas... camarões... Camarões que, todo mundo sabe, apesar de serem animais nojentos, urubus dos mares, são afrodisíacos... e a cerveja, pressionando a bexiga dá a ilusão de um aumento da libido... E o juíz e a mocinha estão lá subindo e baixando nas verdes ondas do mar, inebriados pelo Sentimento oceânico! Ela, pensando na amiguinha, ele com medo que sua velha apareça de súbito lá na areia... Quem é que não se lembra daquela frase banal atribuída a Shakespeare. Ah! Como é doce morrer nas verdes ondas do mar?

E eis que o demônio, que é o Cara, começa a manifestar-se. A conta bancária recheada, o porsche lá na garagem da mansão, a vida ganha... Não lhe falta nada. 68 anos, mas jovial... e com milhares de juízes comparsas, conhecidos, de todas as laias e instâncias, país a fora... O efeito do viagra no auge... e o sol na cabeça... Ela, com aquele ar típico das mocinhas do colégio Sacre coeur de Marie e o biquíni cor de rosa, que lembrava as lolitas do Epstein... Ah! As águas mornas de Camboriú batendo nas moles nádegas e no mastro levantado... Por infelicidade ouve o badalar de um sino que o lembra do assassinato do Cão Orelha e da comunhão na missa de ontem... olha para os edifícios da cidade e identifica o prédio onde, não faz muito, prenderam o mafioso italiano Maurizio Lolacono, filho de um chefão lá na Sicilia... Pensamentos intrusos. Ah! mas a vida é tão breve! Na Corte, já fiz tanto bem para a sociedade! Já tive filhos, plantei uma árvore, tenho um Porsche e ainda pretendo escrever um livro, mesmo que seja, como o do Gramsci: Diário da prisão. Ah! mas ela tem uma namorada!!! O que será que fazem entre elas que um homem de 68 não possa fazer? Se não fosse filha da mulher do amigo!!! Mesmo assim, quanto estará cobrando? O porsche na garagem. A conta recheada... o viagra em ação e o sol. Ah o sol. Esse maldito sol...  E a velha em casa, ruminando uns biscoitinhos suíços, intuindo alguma desgraça no mar, resmungando e dando água para as begônias... Arriscou! Quiz foder e se fodeu. Depois de ridicularizá-lo, vão demiti-lo da magistratura, com salário e tudo... A próxima ereção, só deus sabe quando... Que furada e que tragédia...


 












segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

E o CÃO ORELHA faz mais sucesso na avenida do que todos os nossos candidatos à Presidência, juntos...














O que diria o tal CÃO ORELHA se baixasse aqui entre nós, à media luz de uma sessão espírita? Ele, que passou a vida inteira recebendo chutes, maldições e pauladas pelos becos de Florianópolis, dormindo, às vezes sozinho, às vezes com sua cadela, às margens daquele "pântano" da Avenida Beira Mar e refugiando-se, quando ainda tinha forças, sob a Hercílio Luz? 
Acreditaria em todo esse frenesi zoophilo? 
Em todo esse louvor póstumo em homenagem à sua "passagem"??? E que, com certeza, ainda farão um filme sobre ele ou, pelo menos, uma marchinha de carnaval? E o que pensarão aqueles asiáticos que já comeram quase todos os seus?
Quem de nós terá o privilégio de uma eutanásia e de uma manifestação tão afetiva como aquela que lhe dedicaram lá na Avenida Paulista, com crianças, adolescentes, balzaquianas e velhinhas vertendo lágrimas e réquiens? 
E os estatísticos da USP, como é que não apareceram por lá para falsificar o número de militantes?
Por falar em Cão, você que não sai de casa sem reler tua Bíblia (principalmente o realismo fantástico do Gênesis), deves lembrar que um dos principais filhos de Noé, o cara que praticamente reiniciou o povoamento da terra, se chamava Cão...

O mendigo K, que assistia a toda aquela maravilha animal e teológica do alto de um janelão do MASP, mais lúcido do que uma serpente, me previne: Bazzo, não esqueça que o cão volta sempre ao local do vômito!