"Pero el simbolismo animal no desapareció. Los sacerdotes, en ocasiones, llevaban puestas las máscaras de los animales. El tótem animal - el toro, el cerdo, la cabra, o la serpiente - permaneció como algo sagrado...
Pennethorne Hughes
(IN: La brujería, p. 26)
A mídia está radiante e excitada com a programação dos próximos dois meses, quando irá turbinar suas publicidades e seus anunciantes promovendo nos palanques (outra vez), as inúteis e fúteis discussões entre os cinco ou seis candidatos à Presidência da República.
As promessas e os programas dos tais candidatos, são domésticas, patéticas e risíveis. A típica discussão entre palhaços!
Um horror!
Um bla bla blá que ronda à demência.
E, o mais curioso dessa epopéia, é que na prática, depois de eleitos, em seus quatro ou cinco anos de "governo" (veja-se a história), não pretendem ou não conseguem mudar o telhado de um pronto-socorro; substituir o diretor corrupto de um hospital ou de uma escola; treinar os funcionários de uma garagem; tapar os buracos de uma vía; ordenar o trânsito; disponibilizar o Canabidiol, evitar que os esgotos deslizem a céu aberto; controlar a proliferação canalha de farmácias e de igrejas... Nada! E sempre com suas madames, gorduchinhas e felizes, passeando no natal e no fim de ano lá pelas boutiques da Champs Élisées...
Enfim, quem está no poder há mais de trinta anos, obviamente, não quer entregar os cartões corporativos e nem as chaves dos cofres e quem pretende obtê-las, jura que dará até sua mãe, filhas e filhos por amor à pátria, a deus à família e, claro, pela liberdade... Balelas. Meio século de mentiras. E, pior: das mesmas mentiras. Sempre com a mesma e teatral obsessão por: segurança, saúde, moradia, compaixão para com os fodidos e para com os aposentados, saneamento básico e repartição das riquezas.
Segurança? Ora! Não sejamos cretinos! Apesar do blábláblá de sempre, sair de casa e voltar vivo é quase um milagre!
Saúde? Ora! O país continua sendo uma imensa enfermaria! Cada casa um mini ambulatório... E com as multinacionais dos medicamentos e seus lacaios locais, fazendo a festa...
Moradia? Com exceção de meia dúzia de ladrões, o restante segue se amontoando e se trucidando em cortiços.
Repartir riquezas????
Saneamento básico? Ora! Como se atrevem a falar sobre saneamento básico?, quando 80% do país ainda vive à l'intérieur et en bordure des égouts? (Dentro e à margem dos esgotos?)... a propósito, lembrem-se das exuberantes espumas ali do exuberante Rio Tietê... E do rio Iguaçu, lá no Paraná; e do rio Ipojuca, em Pernambuco; e, se preferirem, pensem no rio Guandu, lá no Rio de Janeiro para onde desemboca grande parte da merda da urbe e para onde, na década de 60 os governantes jogavam os moradores de rua... Lembrem-se também dos venenos embutidos no pimentão, nos tomates, nos brócolis, nas maçãs e nos legumes em geral e também nos hormônios injetados nos frangos, nas vacas e até nos peixes... Nos cigarros, nas bebidas e nos medicamentos falsificados... Pensem na dificuldade de fazer os enfermeiros e os cozinheiros se lavarem as mãos (com sabão), durante o trabalho... Pensem nos matrimônios neuróticos e ridículos, que vão acabar em feminicídios... ou em homicídios...Tudo fora de controle...Tudo patogênico e iatrogênico! Uma cultura verborréica, que, secreta e misteriosamente, se odeia, que age contra si-mesma e que está domada e rendida pela obesidade e pelo cinismo.
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EM TEMPO
Prova de que propaganda é tudo: O populacho está mobilizado. Todo mundo, além de atualizar o título de eleitor, quer ir ao cinema, neste final de semana, ver a badalada Odisséia... e vão com o mesmo entusiasmo da vez em que foram ver OS DEZ MANDAMENTOS e A PAIXÃO DE CRISTO.
E nas livrarias, os livreiros acordaram mais cedo para colocar nas vitrines a famosa obra de Homero, e bem ao lado da bíblia e do Antigo Testamento...
E la nave va...