A propaganda, a publicidade, a teatralidade e a manipulação das massas que vem sendo feita a respeito do debate televisivo dos próximos dias entre os candidatos é mais uma atuação dos vivaldinos e mais um Ato e sintoma da malandragem, da pobreza e da pequenez em que estamos metidos...
Debater? Ou divertir e entusiasmar o rebanho?
Debater o quê?
Réplicas, tréplicas, silêncios, pedidos de respostas. Interferência dos monitores. O efeito dos ansiolíticos. E a gestalt - observem - é copiada das sacristias... Ora! Os papos, as propostas, as bravatas, as coreografias, as promessas, as armadilhas mútuas e os "heroísmos" atuados lá naquele picadeiro são mais do que periféricas e de conhecimento de absolutamente todo mundo... E não só os papos, mas inclusive as publicidades que aparecerão nos intervalos... E o Vorcaro (depois que apareceram + os nomes de dois ou três pilantras da mídia em seus repasses), vai virando tabu. Tudo está planejado e previsto sob o manto cretino da democracia... Porque o populacho precisa acreditar que sua opinião e seu voto tem algum valor e porque a mídia precisa faturar e garantir que o "vencedor" continue despachando dinheiro para suas contas... Caralho! Quem é que não está de saco cheio com essa mania pelas frases feitas e com esse espetáculo de aleivosia e de hipocrisia? Segundo a velhinha armênia: com esse sarcasmo celestial...
- Candidato, se o senhor for eleito o que o senhor propõe para a segurança? E para a saúde? E para a moradia? E para o custo de vida? E para a Educação? E para os velhinhos aposentados? E para a bolsa família? E para a cesta básica? E para os transportes e para a moradia? E para os banqueiros e a dívida do Estado? E para o tráfico de cocaína, de chicletes e de fuzis? E para o desemprego? E para as farmácias? E para a violência contra as mulheres? As crianças? Os cachorros e outros seres viventes em geral? E a respeito dos cassinos? Do bacará e do Poker?E da padroeira do país? Do subsolo das florestas? Do pudim com espaguete e guaraná? E da obesidade? E a respeito das canetas emagrecedoras? E do preço dos picolés e do pão de queijo? E do judiciário, canoniza-se ou não aqueles senhores? E se o senhor não for eleito?
Como se o mundo não necessitasse coisa melhor (e como se o uísque guardasse rancor do alambique), nem os entrevistadores se atrevem a indagar sobre as ferrovias, as estradas de ferro, os rios, o tratamento dos esgotos, a laicidade no estado e nas alcovas, a eutanásia, as transações oficiais e endogâmicas (pensar nas emendas secretas), o envenenamento e a promiscuidade de seitas e muito menos sobre o adoecimento social e mental...
Um horror de perfídias e de frivolidades! Um show ordinário! Duas ou três horas perdidas, onde cada pretendente atua como pode, sabendo que em cada cortiço, os seus correligionários e torcedores se espremem, interpretam tudo errado, distorcem, rezam, gemem, gritam nas varandas e regridem aos anos escolares e até da creche... batem panelas, exibem as pesquisas, apostam, juram que serão vitoriosos, que os dez reais a menos na conta de luz e o bujão de gás gratuito os fará felizes e que o porvir será de esplendor... E na rua, as bandeirolas tremulam na janela dos carros, a maioria sucateada, mas há também na janela das BMW... Prova de que o dinheiro é apenas o dinheiro e que a prisão mental é a mesma......



