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domingo, 27 de fevereiro de 2011

MÃE É MÃE... VACA É VACA...

Depois de terem enlouquecido suas vacas (lembram das vacas loucas?) agora os ingleses inauguram uma sorveteria a base de leite materno. Como aqui no Brasil onde lá pelos anos 70/80 os mendigos faziam fila diante dos bancos de sangue para trocarem um ou dois litros de plasma por cachaça, muitas mulheres de lá, para ganhar uns trocados, estão esvaziando suas tetas nas geladeiras do The Icecreamists ali pelos lados do Covent Garden. É natural que os moralistas fiquem chocados com esse tipo de negócio, mas é só até lembrarem que os miseráveis sempre venderam e os mercenários sempre compraram de tudo por aí e a preços módicos: córneas, himens, rins, sêmen, cabelos, óvulos, órgãos, corações, medula, ossos, habeas corpus, cordão umbilical, crianças e até mesmo a "alma". Você que não foi amamentado na infância e que costuma passear por lá, tem agora a chance de compensar e até mesmo de ressignificar essa falta. Por umas dez Libras uma garçonete fantasiada de Lady Gaga lhe servirá uma taça na cor e no sabor desejado. Veja o video abaixo produzido pelos sempre melodramáticos descendentes de Dante...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

domingo, 30 de janeiro de 2011

L'Itália non é il vostro bordello!!!

As grandes cidades italianas foram tomadas ontem por manifestações de mulheres que querem a todo custo a cabeça de Berlusconi, a cabeça de cima - bem entendido - e numa baixela de prata ao estilo da de São João Batista. Estão furiosas com a putaria que o velho Berlusco tem conduzido sua vida de Primeiro Ministro e de putanheiro. São convincentes seus argumentos e seus slogans idem, alguns, claro, contaminados pelo anti-sexualismo que às portas do Vaticano não dá para evitar. (Sono bella ma non sono troia!)

É de duvidar que depois dos últimos escândalos o velho "comedor" tenha tido alguma ereção satisfatória. Mas tudo passará. É provável que não sobreviva a essas manifestações. Quando as mulheres vão às ruas - lembram da grande passeata das senhoras católicas aqui no Brasil? - as bases do circo masculino sempre se abalam. Vedaremo!!!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A IRANIANA E AS NOSSAS MULHERES...

O mundo é realmente uma piada, um lugar repleto de contradições, bizarrices e desgraças. A condenação da iraniana Sakineh Ashtiani é um dos mais truculentos exemplos. Ah, mas é a cultura! Cultura? Em nome da cultura, do sexo e da fé é que se tem cometido os crimes mais estúpidos. E é importante lembrar que muitos dos humanistas de plantão que hoje se dizem indignados e fazem alarde com o trágico destino daquela mulher nunca se atreveram a abrir a boca para mencionar as centenas de milhares que aqui, ao nosso redor e sob nossas barbas também são cotidianamente "enforcadas"... Pense em quem você quiser, na mãe, na irmã, na tia, na serva, na vizinha, na amante, na filha, na neta... Apesar do silêncio e da ignorância generalizada, o universo feminino ainda constitui uma legião de condenadas, mesmo quando a maquiagem civilizatória e a demagogia vigente perpetuem o atual disfarce. 

Na semana passada quem é que não ouviu a história da defunta que, aqui entre nós, foi arrancada da tumba e estuprada? Necrofilia! Alguém consegue imaginar o clima durante a consumação do ato? Eis aí o homem, o pobre homem com seu pobre pau, esse ser sem porvir que insiste em permanecer nas entranhas da hiena...

Ezio Flavio Bazzo

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Charles Chaplin e a Décima Primeira Conferência sobre a mulher latino-americana e caribeña

Começou ontem aqui em BsB a Décima Primeira Conferência sobre a mulher latino-americana e caribeña. Umas 300 delegadas (não poderiam ter arranjado uma denominação menos policialesca?) de trinta e tantas nações fazem parte do evento. Pelo que tenho visto, os papos trazem a mesma melancolia dos anos 60: a “igualdade de gênero”, a "padronização dos salários", "soberania" sobre o corpo e sobre a natalidade, uma "melhor divisão de trabalho" controle da violência doméstica etc, etc. Tudo isso, e o bem estar em geral - segundo essas idealistas companheiras – poderia e deveria estar sob a responsabilidade do Estado, do Mercado e da Família. Ora, isto é uma visão servil e antihistórica. Só podem ter enlouquecido de vez, pois está mais do que claro que foi exatamente o Estado, o Mercado e a Família (com orientação da igreja) que ao longo da história e durante séculos as mantiveram infantilizadas, frigidas, subjugadas e de joelhos como escravas...

Bem que suas reivindicações poderiam ser mais ou menos assim:

1. Não nos falem mais em "igualdade de gênero". Odiamos essa idiotice cult. Não queremos ser iguais a ninguém e a nada. Pelo contrário, lutaremos cada vez mais pela incrementação da desigualdade e da diferença, não apenas com relação aos homens, mas entre nós mesmas...

2. Também é estúpida a reivindicação de “padronização de salários”. Queremos ganhar muito mais. Se os homens aceitaram a miséria que ganham e o desespero em que vivem, isso é problema deles. Nossa mão de obra e nosso saber não podem ser trocados pela misericórdia nem de um patrão e muito menos de um Estado... Aliás, nossa meta verdadeira é ver-nos livres do trabalho, dessa escravidão mesquinha o mais rápido possível... Uma civilização que em vinte e um séculos ainda não se livrou do trabalho tem que questionar seriamente o sentido de sua própria permanência...

3. Ficar resmungando sobre “soberania” a respeito de nosso próprio corpo é pura demagogia. Sempre fomos soberanas nesse particular. O homem, mesmo que quisesse, não poderia e não saberia como sufocar-nos. Para que tenham uma idéia, só descobriram que tinhamos um clitóris há menos de um século! É ridícula a idéia de que precisamos de leis e da polícia para defender-nos. Qualquer uma de nós sabe que poderemos livrar-nos de eventuais bandidos, de nossos tiranos e de nossos verdugos com a maior facilidade... E a respeito da maternidade, aquelas que não quiserem ter filhos que não os tenham em definitivo, ou então que tenham um ou dois, no máximo, mas chega de parir como vacas e de passar o resto da vida resmungando que foi pressão do companheiro, dos espíritos ou do Papa. Do contrário, os homens e até algumas mulheres seguirão pensando e sentindo por nós o que sentia e pensava o genial Charles Chaplin: "Amo, tenho tesão pelas mulheres, mas não as admiro".

4. Enfim, que seja Mesalina ou Joana D’Arc e não Madre Teresa de Calcutá nossa heroína. Chega desse papo idiota a respeito da incompatibilidade, da disputa, da exploração sexual, da divisão de trabalho, etc. E que a sociedade organizada saiba, de uma vez por todas, que muito mais que a pílula ou que a máquina de lavar, o que realmente foi revolucionário em nossa existência foi a invenção do vibrador.

Ezio Flavio Bazzo

quinta-feira, 11 de março de 2010

A MÃE QUE MUITA GENTE GOSTARIA DE TER TIDO...


Era austríaca e chamava-se Linda K. Trabalhava num circo, teve uma filha de forma “independente” e, para preservar suas viagens, os encantos e o gozo do picadeiro livrou-se dela o mais rápido possível, deixando-a com as freiras de um orfanato na Escócia, onde o uísque, pelo menos, estaria garantido. Quando se cansou dos trapézios, dos malabares, das acrobacias, do mastro chinês, da báscula, da cama elástica e da fantasia de voar, abriu algo parecido, tanto ao circo como ao convento: um bordel. E mais, na terra de Freud. Ao morrer, recentemente, deixou à filha, agora freira em Glasgow, não apenas o bordel, mas também uma significativa fortuna. Não adianta negar, algumas pessoas são realmente predestinadas...

domingo, 7 de março de 2010

"FELIZ" DIA INTERNACIONAL DA MULHER...

Às negras, brancas, amarelas, indias e incolores. Às sóbrias, burras, desvairadas, e inteligentes, sexis, indiferentes e supra-encrenqueiras. Às peludas e às depiladas...

Às lésbicas, às taradas, às frigidas, timidas, às esposas submissas  e às livre-atiradoras...

Às santas, às piranhas, fiéis e traidoras, beatas e interesseiras... Às "amantes argentinas"...

Às gringas, às tupiniquins, às asiáticas, às européias, às africanas... 

Às autoritárias, às boazinhas, às tiranas, carinhosas e generosas... Às pistoleiras e às mocorongas, às hipomaníacas e às deprimidas... Às que apanham e às que batem...

Às nobres e às plebéias, às lolitas e às senhoras, às anoréxicas, às histéricas, às gordas, às siliconadas e às sedutoras. Às linguarudas e as catatônicas, às que têm uma língua igual às mariposas de Madagascar e às que são silenciosas e mudas como as estátuas da Ilha de Páscoa...

Às do dia e às da noite, às de vinte e às de quatrocentos reais, às perversas da zona e às perversas do lar e do claustro, às empresarias, às da cozinha e às dos michês, às médicas, às intelectuais e às bruxas... 

A todas, enfim, depois de tanto tempo e de tantas e perdidas batalhas eróticas, um autêntico e  "feliz" DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

DEPOIS DA EFICIENTE LEI MARIA DA PENHA, QUE TAL CRIAR A LEI ZÉ DA BANANA?

A Lei Maria da Penha criada em 2006 para proteger mulheres de agressão no âmbito doméstico, está naturalmente evoluindo, aumentando seu raio de ação, reprimindo o punho violento dos brutamontes dentro de casa e, para surpresa, servindo inclusive para punir aquelas mulheres (e não são poucas) que agridem sistematicamente seus filhos e/ou seus companheiros. Ótimo! Assim imparciais devem ser todas as leis. Segundo notícias deste final de semana, umas vinte já foram trancafiadas pelo Brasil a fora. Não é novidade que de todas as desgraças humanas, talvez a pior seja a que se configura e se estabelece no momento da briga e da agressividade entre os casais, já que a passagem da condição de amantes para a de inimigos é sempre turbinada pelo pior dos ódios! E agressão – é importante lembrar - não é apenas física. Ninguém é santo numa relação. Ir à Delegacia mais próxima exibir hematomas ou um braço quebrado é muito mais fácil que ir lá mostrar os estragos do Bullying cotidiano, de décadas, por exemplo. Apesar de existir um preconceito tendencioso em defesa das mulheres, muitas vezes o massacre que elas (de todas as classes sociais) administram sobre seus maridos, amantes, namorados, filhos etc., é verdadeiramente poderoso e destrutivo. Quem é que não conhece, convive ou tem notícias de homens que são verdadeiros “bananas” nas mãos de suas companheiras? Homens que são maltratados, chantageados, caluniados, subjugados, humilhados, desqualificados, explorados e até mesmo espancados por suas megeras, e que não as denunciam por vergonha social ou por medo tanto delas como da própria justiça? Se a Lei Maria da Penha não deve ser usada para proteger também homens e muito menos para punir mulheres – como querem algumas das mais engajadas – então que se crie a Lei Zé da Banana. 
http://www.youtube.com/watch?v=7tqtVKL-XQk&feature=related

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

"Yo seré tu espejo" no significa "Yo seré tu reflejo" sino "Yo seré tu ilusión" (J. Baudrillard)

Sempre que podem os jornais e a Interpol voltam a repetir as mesmas e macabras manchetes a respeito das meninas “goianas” que vão prostituir-se na Europa e na América. Falam em milhares...

- Quê luxo! Pena que não possam exercer sua profissão com dignidade aqui entre nós! – ironizam descaradamente os cabotinos. E depois completam: se os jogadores de futebol podem, por que elas não?
E é natural que o mundo leigo se identifique e se compadeça delas, mas talvez nem seja necessário. Quem conhece a sexualidade masculina sabe que não deve ser lá muito complicada essa atividade. Três ou quatro minutos de “sacrifício” e pronto. Um lenço absorvente, uma nova gota de perfume atrás das orelhas, os cinqüenta Euros na bolsa y todo está hecho!.
- Ah, mas vivem pisoteadas por cafetões! Ah, mas estão com os passaportes retidos nas mãos de uma máfia de psicopatas espanhóis ou italianos! Ah, mas devem “fazer o serviço” a dezenas de clientes por noite! Ah, mas corre o risco de serem assassinadas!
Tudo bem, mas o fato de estarem no exterior é o de menos. Visitem nossas beiras de estrada, nossas zonas ou nossos bordéis por aí, para verem a estrutura violenta e criminosa que ainda existe em sua retaguarda. E se for o caso, nem precisam ir aos bordéis, visitem as chamadas famílias no interior e nas periferias de nossas cidades para verem o que acontece verdadeiramente no cotidiano dessas meninas ou mulheres. E se não quiserem visitar as famílias, observem, de longe, as escolas. Visitem as fazendas, os garimpos, as fábricas, o mundo do subemprego em geral. E se nada disso lhes convencer, vão às prisões, às clínicas infanto-juvenis e aos hospitais psiquiátricos e ouçam, por primeira vez, o que elas têm a dizer-lhes. Não é por acaso e nem por ingenuidade que alguém opta por vender o rabo com a ilusão de preservar a alma.
E depois, apesar de todo o blábláblá pastoral e intelectual vigente a respeito do universo feminino, no real, as sociedades ainda continuam dando à grande maioria das mulheres apenas duas únicas alternativas: serem putas de apenas um, para sempre, ou putas de vários, por instantes.

Ezio Flavio Bazzo

terça-feira, 1 de setembro de 2009

E a esposa de LÓ foi tranformada em uma pedra de sal... (Genesis, 19.26)

O delírio e a teatrada relacionada ao tal do pré-sal foi tão evidente hoje a tarde aqui na capital, que as ações da Petrobras ao invés de subirem, cairam. Os mais velhos não se esquecem que o mesmo teatro foi encenado na época do “Petróleo é nosso”. Lá também quatro ou cinco “estadistas” delirantes juraram de pés juntos que se estava às portas do paraíso e que, dali para diante, seria fácil, com os dividendos provenientes dos poços de petróleo emancipar as escorias e os indigentes. Neste meio século alguém testemunhou alguma mudança? E depois, não precisa nem ser um adivinho para saber que o petróleo - já usado pelos bárbaros há quatro mil anos antes de Cristo - e mesmo os biocombustíveis, são recursos energéticos arcáicos e obsoletos, combustíveis sujos, incompatíveis com nossos alvéolos pulmonares e com a atualidade tecnológica. Não é preciso nem ser um profeta para saber que quando as bombas, os canos e aquelas parafernálias todas, finalmente, forem instaladas lá nas profundezas do mar para sugar para a superfície aquele “ouro negro” e aquela porcaria fóssil e poluente o mundo todo já estará sendo movido a células de hidrogênio ou a baterias elétricas. Quatro ou cinco países – confessadamente - já estão com tudo disponível. Portanto, ao invés de se investir em plataformas, em refinarias, em postos de gasolina, em frentistas e em castelos de fumaça bem que se poderia investir em inteligências, em cérebros e em pensadores. Qualquer eletricista de fundo de quintal sabe que daqui para diante os carros, os trens, os navios e os aviões funcionarão meses inteiros movidos apenas por uma única bateria do tamanho de uma caixa de fósforos. Para estancar as lamurias dos ufanistas, quem sabe, se aproveite o sal?

Ezio Flavio Bazzo