sexta-feira, 1 de maio de 2026
O discurso do Lula visto pelas feministas...

Duas mulheres bem jovens, uma com a cabeleira vermelha e a outra com o cabelinho curto e de cor lilás, criticavam o discurso do Lula de ontem à noite, sobre o dia do trabalho, sobre o fim da Escala 6X1, sobre a quitação de dívidas com descontos, sobre o saque do FGTS e sobre as apostas nas bets, considerando-o reacionário, machista e até misógino.
Diziam: Para o presidente, trabalhar ao invés de seis, cinco dias da semana, dará às mulheres tempo para, chegando em casa, cuidar da família, colocar a roupa em ordem, lavar os banheiros, preparar a janta e a marmita para o dia seguinte, lavar a louça, limpar o fogão e, além dos filhos, cuidar do marido e ir à igreja. E mais: aqueles maridos que aderirem ao saque do FGTS, deverão comprometer-se a, durante um ano (sobre supervisão delas), a abster-se de fazer apostas on-line, nas tais bets. Mas por que só eles? Como se elas próprias, portadoras de algum deficit cognitivo, não soubessem, não desejassem e não pretendessem de vez em quando, fazer uma apostazinha?
Caralho! Resmungavam. Mas isto, ao invés de dar-lhes liberdade, agravará ainda mais a escravidão em que vivem! Por que, além de tudo, teriam que cuidar e zelar, além dos filhos, de seus maridos, como se fossem suas mães? (sem falar de quando, elas, estendendo a roupa no varal, são agarradas por trás e ouvem o resmungo deles, já com uma garrafa de vinho nas tripas: vamos, amor!).
As duas mocinhas estão visivelmente incomodadas e citam a Ataulfo Alves:
Laranja madura, na beira da estrada ou tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé...
Enfim, estavam furiosas e, admitamos, com uma certa razão!
Não adianta fingir: o conceito machista e misógino está estruturalmente introjetado nos homens e até mesmo nas mulheres, sejam eles déspotas esclarecidos ou simples beócios.. E quem ainda duvida, que dedique umas quantas horas na leitura dos três ou quatro principais livros "sagrados" que foram, durante séculos, a base da formação afetiva, intelectual e moral do rebanho.
Várias... "E no inverno, ao drenares o vinho, que haja em vosso coração uma Ode a cada cálice"
1. Nesta sexta-feira, com os periquitos em cio rondando minha varanda, ouvi o afiador de facas, que passava cantarolando lá pelos jardins, confessando a um colega de ofício: a cidade inteira está numa dúvida atroz: não sabe se vai ver a Shakira, se compra o álbum de figurinhas da Copa (mesmo sem o Neymar) ou se compra um presentinho para o dia das mães. Seu colega (de infortúnio) ouviu-o atenta e silenciosamente e depois murmurou: que dúvida e que alienação miserável!
2. ESCRAVOS - E hoje, mesmo você que está em greve desde que nasceu, é bom lembrar que é dia Primeiro de maio, dia em que os patrões e os escravocratas comemoram o dia do Trabalho. Apesar do papo dos padres, dos políticos e das cortesãs, e apesar dos comícios, meetings e das passeatas, de 1888 para cá, só houve mudança de estilo. Lembram da Neurose de repetição, descrita por Freud? Aqueles que se sentiram rejeitados e escravizados quando crianças, (inconscientemente), fazem de tudo para que a rejeição e a escravidão caiam novamente sobre eles...
3. E, por aí, se continua falando obsessivamente do tal Messias! Como interditaram seu entronamento na Suprema Corte, agora pretendem entronizá-lo num Ministério. (Uma curiosidade: tanto Suprema Corte, como Ministério, são expressões plagiadas dos relicários e das sacristias medievais). Mas, e o Estado laico propalado pela revolução Francesa?).
4. E lá no Oriente Médio, com o pretexto de estar lutando contra o Hezbollah, Israel, depois de ter devastado a Palestina, agora com suas bombas, está devastando também o Libano. Enquanto a comunidade libanesa no Brasil (13 milhões de pessoas), segue assistindo aquele horror, passiva e praticamente em silêncio, comendo quibes e bebericando Arak... Bem que os doutores do Sírio Libanês poderiam mudar-se para lá, temporariamente, para aplacar o sofrimento de seus ancestrais.
5. E por falar em Libano, a velhinha armênia que estava ali na feira comprando um ramalhete de rúcula, abordou-me para exibir o livro que ela, que é da elite do Lectorium Rosicrucianum, considera o melhor que há na literatura libanesa e árabe: O LIVRO DE MIRDAD, de Mikhail Naimy. Para provocá-la, contrapus Gibran Khalil a Naymi, ao que ela, rindo, recitou uma das frases mais conhecidas de Gibran, principalmente pelos bêbados: E no inverno, ao drenardes o vinho, que haja em vosso coração uma ode a cada cálice...
quinta-feira, 30 de abril de 2026
AS VINDAS E IDAS DOS MESSIAS...
Acreditem: é a função que cria o órgão!
Aqui na capital da República, nesta quinta-feira, não se fala em outra coisa a não ser no MESSIAS. Não no Messias que está preso e nem no Messias palestino que, (segundo a velhinha armênia), há uns dois mil anos, foi torturado, humilhado e crucificado pelo Império Romano, lá no Horto das Oliveiras. Me refiro ao Messias que pretendia ocupar uma vaga na SUPREMA CORTE, mas que foi rejeitado pelos ilustres senadores.
O que teria acontecido?
E por que esse bafafá todo?
Qual é a lógica dessa pantomima? A turma das rádios, das televisões e dos jornais escritos, não falam em outra coisa. É Messias pra cá e Messias pra lá! Como se se tratasse de um evento transcendente. Mas não aconteceu nada. Agora mesmo, aqui no restaurante onde escrevo, em menos de meia hora já passaram por entre as mesas, uns cinco mendigos, um mais desgraçado do que o outro. O que essa tal Suprema Corte poderia fazer por eles, que não fez por seus bisavós, avós, pais e parentes?
Todos em estado lastimável, em farrapos e com mau cheiro.
Um, trazia uma criança no colo e três de arrasto, que o seguiam. Um prato de comida! Uma moeda! Dinheiro para comprar leite, pelo amor de Deus!
Outro, de uns cinquenta anos, completamente descarnado, falando sozinho e com uma capa de plástico amarela sobre os ombros. Nem pedia nada, só estendia a mão, parecida a uma garra de crocodilo.
Depois passou outro. Só ossos e parecia embriagado, mas não estava.
Até um com os olhos de um azul intenso, como se tivesse pertencido ao Terceiro Reich.
Depois outro, este, com os olhos injetados de fúria, dizendo que estava em 'liberdade condicional' e que tinha família para criar e alimentar.
Depois uma moça de uns 30 anos, com sinais evidentes de psicopatia e de estar medicada. Não pronunciava nenhuma palavra, só estendia a mão, às vezes uma e às vezes as duas aos clientes, enquanto emitia um resmungo.
E, por fim, uma velhinha esquelética e simpática conhecida por todos e que sempre leva atrás de si meia dúzia de guapecas.
Os garçons se agitavam, mas, como o restaurante ocupa de forma irregular uma área pública, reprimiam seus instintos mais primitivos.
Nenhum pio sobre o Master, nem sobre os Messias. Nem o do Calvário, nem o da Papuda e nem o candidato à SUPREMA CORTE...
Era a Idade Média! O horror de uma civilização narcisista e despirocada, cuja única preocupação não vai além das próprias tripas...
domingo, 26 de abril de 2026
O Mendigo K e a simulação de ataque contra o Trump...

Por mais que me critiquem, continuo tendo uma certa simpatia pelo Trump. Ele que, em dois três anos, através de uma espécie de 'teatro do absurdo', vem descortinando a idiotice, a credulidade e a imbecilidade estrutural do mundo, tanto econômica, como militar, como religiosa, como jornalística, como patriótica, moral e etc. Ele que veio cuspindo sobre as míticas Organizações Mundiais de Segurança; de Saúde; do Trabalho; da Infância; da Democracia, etc, etc, etc. E que até se exibiu vestido de Cristo e curando doentes...
Ele que tem tomado decisões que o mundo, e precisamente suas colônias, precisarão de mais uns bons séculos para esquecer. Que retirou o estigma que pesava tanto sobre os transtornos psíquicos, como sobre a pirataria e que tornou visível a pobreza mental e a alienação tanto daqueles de seu país que o elegeram, como daqueles rebanhos europeus, latino americanos, africanos e asiáticos que ficam de quatro para seus surtos.
Inacreditável!
E a pantomima de ontem, no Hotel Hilton, lá em Washington, durante a Congregação anual de Jornalistas da Casa Branca, foi a coroação de todas as dessacralizações, trapaças e façanhas anteriores. Uma tentativa de atentado? Ora! Apesar do fingimento e da encenação comercial da mídia lacaia, nem os velhinhos do asilo ali da esquina, acreditam.
Segundo o Mendigo K, tudo não passou de um show, bem mais fajuto e infantil do que se espera de um império. Um show com a conivência da mídia, onde o suposto "terrorista" dispara três ou quatro tiros nas paredes luxuosas do Hilton (num andar acima de onde acontecia o banquete), o Trump cai ao sair correndo, as madames (já com pedaços de crustáceos nos dentes e nas tripas) engatinham, o atirador/ator (um teacher da California) é detido, e algumas jornalistas aproveitam para colocar nos bolsos e sob os casacões uma ou outra pata de lagosta e as valiosas garrafas de vinho e de Champagne que, ainda estavam lacradas sobre as mesas. Momentos depois, tudo volta a ficar Zen e todo mundo (em homenagem a Pantagruel), retoma o suculento Cocktail, enquanto os títeres dos governos planetários se apressam em mandar beijinhos e mensagens de apoio ao Camarada Trump que, novamente, sobreviveu. Hollywood já deve estar organizando as imagens e agregando-lhes trilhas sonoras. Segundo os animistas católicos, tratou-se, como aquele da orelha, de um milagre, já, os outros pelegos, prometem que amanhã organizarão uma nova pesquisa de intenção de votos por lá...
E, como hoje é domingo, não faltarão missas aqui pela colônia, em homenagem ao grande farsante e benfeitor do mundo...
sábado, 25 de abril de 2026
AS AUXILIARES, FREI GILSON & AS MULHERES...
Flechas de todas as cores e tamanhos estão sendo lançadas contra o Frei Gilson depois que ele, citando a Bíblia, declarou que "Deus fez a mulher para ser auxiliar do homem". O declarante, para defender-se dos mísseis e dos tacapes, já citou várias vezes a fonte: Genesis, Capítulo II, versículo 18.
É natural que no auge de uma matança absurda de mulheres; logo depois daquele Conselheiro do governo Trump ter falado a merda que falou a respeito das mulheres brasileiras, no meio de uma guerra estúpida entre sexos, e da falência da heterossexualidade, é natural que não apenas as mulheres fiquem indignadas com a fala do frei celibatário. Mas, o que é mais uma idiotice, é! Trata-se de mais uma bobagem! Como pretender interpretar anedotas do Criacionismo através de sociologismos? E, depois, a possibilidade das traduções que os gregos (bêbados) fizeram dos textos em hebraico, estarem absolutamente falsificadas, é enorme. Auxiliar! Qual é o problema se esses dois náufragos tenham sido engendrados para que UM auxilie o OUTRO nesse mar revolto e nesta imensa enfermaria que é o mundo?
E depois, o que se vê, na realidade, é que a grande maioria dos homens (dos que conheço) mesmo contra os desígnios celestes, é que são auxiliares de suas companheiras, mães, tias, filhas, amantes etc, e até mesmo sem reclamar... Qual é então, o problema, no fato de que a escravidão e as algemas sejam compartilhadas? Principalmente para aqueles que acreditam na declaração de Aristoteles de que 'a mulher é um macho imperfeito'?
Puro teatro! Pura pantomima! Teatralidade!
Puras balelas linguisticas! Papo furado de gente despirocada. Fruto e confusão de exegetas delirantes! Parábolas bíblicas e parábolas sociológicas mal interpretadas! Traduções de meia dúzia de livros sagrados feitas por bebuns vingativos! Fake news! Pretextos para justificar outros desvarios...
Portanto: Viva o desvario do frei Gilson (ele que deve ter três ou quatro auxiliares em sua paróquia), e Viva o desvario das auxiliares que idealizam enquadrá-lo.
Toda polêmica é importante num mundo cada dia mais monótono, patético e medíocre.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Várias - Do policial alemão, ao conselheiro do Trump e ao Mendigo K...

quarta-feira, 22 de abril de 2026
sábado, 18 de abril de 2026
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Melancolia afetiva... Chico Buarque em Cuba...
quarta-feira, 15 de abril de 2026
DA GUERRA. Islamabad é poesia pura! O estreito de Ormuz & a Vulva Mítica...

Se a nós que estamos aqui do outro lado do mundo a guerra ao redor do Estreito de Ormuz já está nos enchendo o saco, imaginem aos grupos mergulhados no meio daquela mentirada toda, e daquele tiroteio sem fim e sem sentido.
Inacreditável!
E o mundo, de um extremo a outro, da esquerda e da direita, do centro e da periferia, entre os tapados e entre os vivaldinos, de entre os loucos para lamber umas botas e os apocalípticos de turno, só se vê o escancaramento da vassalagem e da indiferença. Gente sem atributos, cacarejando, aqui e ali, algumas pretensas verdades e outras meias verdades, pensando só no próprio estômago, nas próprias tripas e, obsessivamente, cacarejando sobre Ormuz, sobre o estreito de Ormuz! Ah! O Estreito de Ormuz! Frase que já está ganhando um não sei quê de erotismo, a ponto de algumas pessoas até trocarem 'estreito' por brecha! Abrir e adentrar pela brecha de Ormuz! Deixar o petróleo passar pelo estreito! Cobrar pedágio! Quanto se tem que pagar para penetrar nele e como interditar o ingresso a forasteiros?! etc, etc. Quem é que ouvindo há meses esse blá,blá,blá místico religioso e canalha não se lembra da "coisa obscura", da Ligia Bellini e da "vulva mítica", do Georges Devereux?
Ainda bem que, de vez em quando alguém, entre um míssil e outro, menciona o vocábulo mais musical e mais poético do dicionário paquistanês: ISLAMABAD. Que só perde para PESHAWAR...
Mas não adianta espernear e nem idealizar. Agora é demasiado tarde! A gerontocracia que, desde seus escritórios e alcovas vem administrando esse desvario e esse massacre mútuo, está cagando para a opinião do rebanho, talvez, quem sabe, por saber que - como dizia J. Cocteau "tudo o que fazemos na vida, mesmo o amor, fazemo-lo no comboio expresso que rola para a morte..."
domingo, 12 de abril de 2026
Surrealismo, ingenuidade e vassalagem...
No exato momento em que (por razões óbvias), grande parte dos países que ainda têm alguma auto-estima e algum amor próprio tentam manter distância dos Estados Unidos, o Brasil firma contrato com eles, com o pretexto fajuto e esdrúxulo de combater, aqui na volta da esquina de nossas casas o "crime organizado". Ora! Além de ser um atestado de incompetência, (já que somos um país com espias, alcagüetes e polícias por todos os lados), esse tipo de parceria caracteriza também uma traição até mesmo para com nossas facções criminosas, para com nossos marginais, excluídos e bandidos de meia tigela que o Trump quer, a todo custo, transformar em terroristas.
Enfim, agora que a merda já está feita, que ninguém se assuste se o próximo passo desse acordo será a instalação de uma base militar americana ali na Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguay e Argentina) e outra lá no meio da Selva Amazônica. (como as que os USA têm nos países vassalos e decadentes da Europa e do Oriente Médio).
Ridículo! Mentalidade doméstica, suburbana e de colonizados!
Se nossos burocratas, executivos, diplomatas e outras gangues nacionais traidoras e fingidoras já tivessem lido a J.L.Borges saberiam, duas coisas: 1. Que o cão volta sempre ao lugar do vômito, e 2. que Aquilo que foi uma vez volta a ser infinitamente.
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Conflito entre religiões e impérios: Agora o desvario do Trump chegou ao Papa! Vamos ver como será o desfecho da guerra entre o Exército das hamburguesas e o Exército de Cristo Rey. O primeiro, todos sabemos, tem em sua retaguarda os crimes monstruosos no Vietnã e na Palestina; já, o segundo, tem toda a expertise dos horrores da Inquisição...
terça-feira, 7 de abril de 2026
domingo, 5 de abril de 2026
Do feriado pagão, da "moça de programa" e da Praga Emocional da humanidade...

Apesar de estarmos numa semana de sobriedade e de "temperança", quando um terço da humanidade, fingindo melancolia, em jejum e se abstendo das escatológicas churrascadas, relembra e comemora as sessões de tortura e o assassinato de Cristo... o caso do conflito ocorrido na semana passada entre um ilustre deputado e uma senhora de programa (cujo preço, sua excelência achou absurdo), continua repercutindo. Segundo o noticiário, depois que os feriados da Semana Santa passarem, ela estará indo ao Conselho de Ética da Câmara denunciar o cliente por acosso moral, inadimplência e agressão, fatos que - segundo ela - podem até comprometê-la diante da comunidade cada vez maior de concorrentes e da própria sociedade, enquanto ele continua jurando, perante os Homens da Lei, que o preço era realmente exorbitante, mas que não tocou nela, 'nem sequer com um dedo'. Sempre os dedos! Que cômico e que gozado! E o mundo? Como fica o mundo? Esse simplório covil, que veio pelos séculos afora achando que os dedos só serviam para apalpar as folhas da bíblia e tocar violino? Por precaução, não diz nada e só acompanha o caso boquiaberto.
$ 3.000,00!
Três mil? É muito? Pouco? Ou um preço justo para o bolso de um parlamentar? Depende. Seria até importante voltar a Marx e ver lá no Tomo III "como o valor e o preço da força de trabalho se converte em salário". E analisar o caso, tanto do ponto de vista da qualidade do produto isto é: do cardápio, como da oferta. E claro, do cliente, do contracheque, dos penduricalhos, do mercado financeiro, do investimento daquele dia no overnight e, inclusive, de como andam as coisas lá pelo Estreito de Ormuz: O petróleo passará ou não passará?
Segundo os persas: No pasaram!
A não ser que o Trump, antes que lhe metam num manicômio, (ele que, como o ilustre deputado, também tem uma longa ficha corrida com essa categoria de trabalhadoras) resolva ir pessoalmente, para o golfo Pérsico, abrir o estreito de Ormuz na marra. O problema é que há duas pedras no meio e nos lados do caminho: uma são os camaradas do Iêmen, e a outra, os mísseis hiper-sônicos dos camaradas iranianos...
Enfim, como hoje se comemora a Páscoa, ritual supostamente judaico, mas que na verdade foi plagiado de tribos pagãs de 1500 aC, e como ninguém é de ferro, os mendigos que estavam ali em frente ao mercado dividindo um ovo de chocolate e já com meia garrafa de cachaça nas tripas, se abraçavam, vertiam até algumas lágrimas sobre os trapos (os próprios e o dos colegas) e se desejavam, ardente e repetidamente, uma Feliz Páscoa! Curiosamente, um deles, o que tinha mais pinta de ter sido um comportado coroinha, mutilado pela culpa, e que bebia num copo de papel, a cada vez que levava a cachaça à boca, pronunciava: "persisti em fazer isto, todas as vezes que a beberdes, em memória de mim..."
Uma mini orquestra, não muito afinada, ilustrava a manhã com Carinhoso, do Pixinguinha:
sexta-feira, 3 de abril de 2026
quinta-feira, 2 de abril de 2026
Schopenhauer e o desentupidor de pias (o spülkolben).
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Lástima grande que sea verdad tanta miseria...

segunda-feira, 30 de março de 2026
A proibição da missa na Igreja do Santo Sepulcro... e a cristandade em fúria contra Netanyahu...
Como todo mundo já leu nos jornais, viu nas televisões, ouviu nos botecos e nos sermões de ontem, o Netanyahu (num dia de intensos bombardeios), proibiu que o cardeal Pierbattista Pizzaballa (que nome!?) rezasse a missa do Domingo de Ramos, na Igreja do Santo Sepulcro, lá em Jerusalém. E isso causou e está causando um terremoto nas paróquias, nas sacristias, entre os coroinhas e as beatas do universo cristão inteiro. Mesmo aqueles que assistiram indiferentes e calados, durante meses, os bombardeios de Israel contra Gaza, agora estão injuriados, indignados e resmungam: Isto é uma heresia! Uma provocação! Um pecado capital! Um ato do anticristo! Deus não aceitará as rezas daqueles que fazem guerra, veio proferir em público o papa peruano.
Como se vê, tanto o enriquecimento de urânio como as fontes de petróleo parecem ser apenas pretextos e que o que está verdadeiramente em jogo, na essência dessa guerra animista, estúpida e sanguinária dos EEUU e de Israel contra o Irã, é a religião e a fé. Um conflito mais bem para decidir o verdadeiro status e a verdadeira identidade do demiurgo/arquitecto que, por descuido, teria engendrado esse pobre hospício... e questa, como diria minha bisavó, povera gente...
domingo, 29 de março de 2026
VÁRIAS... Da guerra & da misoginia...
2. No Irã, Estados Unidos e Israel depois de terem explodido uma escola primária e matado a uma centena de alunos, agora bombardearam duas das principais universidades de Teerã. Está cada vez mais evidente qual sempre foi e é o objetivo do imperialismo e do colonialismo. O Irã, com razão, exige que os agressores, no mínimo, se desculpem, caso contrário, acionarão seus mísseis e detonarão sete ou oito instituições de ensino gringas espalhadas pelo Golfo Pérsico. E assim, o planeta voltará mais rápido ainda para a Idade da Pedra Lascada...
3. Mas, a maior aberração dos últimos dias e tempos é a lei que, em parte, já foi aprovada, a respeito da misoginia. É importante que as mulheres se voltem imediatamente contra essa insanidade, se não quiserem ser acusadas de estar colaborando com um desvario e uma solidão ainda maior do que a que já conhecem, tanto para seus companheiros como para si mesmas. É inacreditável que alguém - com seu desejo e seu gozo em dia -, tenha idealizado essa barbaridade que, além de lotar caoticamente as cadeias, transformará a mulher numa espécie de alcaguete subnormal e num ser abominável. Qual é o homem que conseguirá relacionar-se de forma natural com elas? E não apenas amorosa mas inclusive, amigavelmente, a não ser os tartufos e as outras mulheres? A propósito, será que estamos diante de um projeto tirano, opressor e universalizador da homossexualidade? Tudo bem, mas qualquer um sabe que a misoginia, ao invés de ser um transtorno maldito e exclusivamente masculino, às vezes, entre elas, é até igual ou maior que entre o dos homens. Sem falar da misoginia que saltita de uma página a outra da Bíblia e de outros livros sagrados (inclusive no Popol Vuh). Deem uma olhadinha nos discursos vingativos do tal Paulo. Irão censurá-lo e prendê-lo? E a Bíblia, será confiscada ou reescrita?
De onde teria surgido essa ideia de jerico? Essa desconfiança, essa repressão sexual e esse ódio pelos genitais entre aqueles que, pelo contrário, poderiam estabelecer entre si uma cumplicidade, até subversiva, diante das balelas e dos horrores da existência?
A velhinha armênia, por exemplo, sempre que me encontra gosta de previnir-me: Bazzo, não esqueça que quando duas mulheres estão rezando, o fazem sempre implorando pela desgraça de uma terceira.
sábado, 28 de março de 2026
sexta-feira, 27 de março de 2026
E Brasília continua uma festa (parte 2)
Voltei ao Aurélio que, na página 230, um pouco antes de barangandã, dá a seguinte definição: (baranga - de má qualidade; de pouco ou nenhum valor).
Além disso outros trechos da matéria, que ontem me passaram desapercebidos, agora, me parecem relevantes. Por exemplo: o fato de ter sido a assessora do parlamentar a acusar aquela fulana de ser uma puta de "buceta laceada". Mas então, o tamanho e o laceado importam, inclusive para elas? Um trecho do vídeo que é espetacular, é quando, no meio da discussão salarial, se pode ouvir a assessora, em defesa de seu chefe, dizendo à suposta puta: O que você está fazendo aqui? Se não quer dar, pegue sua bucetinha e vá embora. (Bucetinha? Mas não era laceada?)
Segundo dizem, o parlamentar, em outras ocasiões (especulando sobre a prostituição) afirmava que aquilo que as mulheres não têm em casa, vão buscar na rua. Tudo bem, pode até ser verossímil, mas estaria ele se referindo a sexo ou a dinheiro? Ou às duas coisas juntas? Ou, quem sabe, até a Engels, (o amigo de K. Marx) quando ele afirmava que a diferença entre a puta e a esposa é que uma se paga por instantes e a outra por toda a vida?
O Mendigo K, que habita sob um viaduto, com sua esposa e filhos, não muito longe do Palácio do Governo, e que circula à noite por uma região perigosa onde as mulheres não cobram mais do que 70 reais, estava abismado com o preço da tal laceada, que, segundo as notícias, ia de 1000 a três mil por umas horas. Antes de sair do boteco onde nos encontramos, fez questão de, em defesa de todas as putas do mundo, recitar este trecho, do filosofo romeno: "Carecer de convicções a respeito dos homens e de si mesmo, esse é o elevado ensinamento da prostituição, essa academia ambulante de lucidez, à margem da sociedade como a filosofia..."
Enfim, essa noite ficará para sempre na história e no imaginário de Brasília.
E como estamos no outono, o afiador de facas passou lá embaixo, com suas tralhas e seu chapéu, assobiando uma canção dos puteiros andinos:
quinta-feira, 26 de março de 2026
E Brasília continua uma festa! Mas por que o Aurélio não deu importância à palavra laceada???
Minha correspondente acaba de enviar-me a notícia publicada num jornal local sobre um conflito acontecido ontem à noite aqui na cidade, (num dos tais bairros nobres????) entre um deputado federal, sua assessora e uma 'profissional do sexo'.
Tudo teria acontecido num desses restaurantes onde por 7 centímetros de carne, uma colher de purê e meia cenoura se tem que pagar 480 reais. Diz a notícia que o deputado, abordou uma dessas prostitutas chiques que, nas noites de quarta-feira, adoram ciscar ao redor dos três poderes e que estava caçando por lá. Minutos depois da abordagem do excelentíssimo parlamentar, por questões de preço, surgiu um conflito entre eles. Uma ida à alcova com aquela beldade flutuava entre 1000 e 3000 reais. Como o Dom Juan entendeu que havia plusvalia demais naquele valor, já que o STF, horas antes, havia cortado parte dos penduricalhos, e como a moça se mantinha resiliente, não demorou muito para que a discussão saísse de controle, com ela o mandando 'arrumar os dentes', e ele a chamando de baranga.
Até aí, + ou - normal.
Mas, com a discussão se prolongando e saindo de controle, a assessora achou conveniente intervir, primeiro, lançando um copo de cerveja na tal 'pistoleira' e, em seguida, indignada, acossando a seu chefe: Deputado, você vai seguir perdendo tempo com puta? De buceta laceada?
A polícia apareceu, etc, etc, etc.
Buceta laceada!? Laceada? Que bizarro! Nunca me deparei com uma frase tão impactante destas. Corri ao dicionário. Nada! Exatamente na página 1000, do Aurélio, pode-se ver:
- laceira,
-laceração, -
-lacedemônio, -
-lacerante,
- lacha, e até lacerdinha, mas nenhuma menção a laceada.
Apelei para a IA e para o google: laceada, - diz o Google - é o particípio do verbo lacear. Palavra que antigamente se usava para referir-se a algo que havia recebido laços. E que agora, na pós modernidade, se usa para designar, vestimentas, sapatos, roupas, chapéus e etc, que com o uso foi se alargando e se afrouxando...
Ah, bom!
Quem é que não gostaria de ter uma assessora dessas?






























