mais do que suficientes para provar a tese de que não conhecer os autores das obras que admiramos é uma precaução necessária.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Humberto Eco (autor do livro O nome da rosa) discursando numa manifestação contra Berlusconi em Milão...
mais do que suficientes para provar a tese de que não conhecer os autores das obras que admiramos é uma precaução necessária.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
ESCRITOR CHILENO MIJA SOBRE A COVA DE BORGES...
Na página 273, Vol. II de suas Obras Completas, pode-se ler:
Ya puedes ver el trágico escenario / Y cada cosa en el lugar debido; La espada y la ceniza para Dido / Y la moneda para Belisario. A que sigues buscando en el brumoso / Bronce de los hexâmetros la guerra / Si están aqui los siete pies de tierra, / La brusca sangre y el abierto foso? Aquí te ececha el insondable espejo / Que soñará y olvidará el reflejo / De tus postrimerías y agonías. / Ya te cerca lo último. Es la casa / Donde tu lenta y breve tarde pasa / Y la calle que ves todos los días.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
PAULO COELHO, LULA & ZOROASTRO...
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Ao leitor.... As flores do mal...
sábado, 4 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Mañana es siempre otro dia... (O es siempre y siempre lo mismo?) III.
“No Brasil, um aviso que circule por escrito não surte efeito: é preciso repeti-lo em voz alta. O escrito não tem persuasividade, seu conteúdo parece vago e distante porque, sem a estimulação auditiva, o corpo não é sacudido o bastante para dar à inteligência entorpecida um sentimento de realidade”.
“A decadência do jornalismo brasileiro após vinte anos de estupidez direitista e quinze de besteirol esquerdista, reduzido enfim a uma pasta verbal insossa, onde a menor reação pessoal, mesmo humorística, soa como um tiro num corredor de hospital”.
“O espiritismo tornou-se entre nós quase uma religião nacional décadas depois de o prestígio de Allan Kardec e das irmãs Fox ter-se eclipsado no mundo”.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
E assim as vacas e as vidas vão pro brejo...
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
QUEDA PROHIBIDO... Teria escrito Pablo Neruda.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Mario Quintana & a preguiça como método de trabalho...
sábado, 19 de junho de 2010
Boa viagem camarada Saramago...
terça-feira, 27 de abril de 2010
Michel Onfray pisoteia a Freud e aos psicanalistas...
Independente de seus pontos de vista sobre Freud e sobre a psicanálise, os livros de Onfray são sempre preciosidades, sempre impregnados de novidades e de olhares novos sobre os seres e as coisas.
Quanto a Freud, depois de balançar as cinzas de seu charuto sobre as páginas do livro em questão, resmungaria: - Ora, monsieur Onfray, o senhor sabe, e muito bem, que na essência todos somos fracassados, que no íntimo, todos somos mais ou menos fascistas, mais ou menos perversos sexuais e que, inclusive, qualquer um de nós enrabaria descaradamente a cunhada... A respeito do fato da psicanálise não curar nada ou coisa nenhuma, isto se deve a que os verdadeiros males deste mundo são incuráveis...
quarta-feira, 31 de março de 2010
INTRIGAS, INVEJAS E NARCISISMOS ENTRE PENSADORES...
quarta-feira, 24 de março de 2010
CINCO FRASES QUE JAMAIS SERÃO ESCRITAS NA TRASEIRA DOS CAMINHÕES...
II. Todas as esperanças estão permitidas ao homem, inclusive a de desaparecer (Jean Rostand)
III. Quando o populacho se mete a filosofar, tudo está perdido (Voltaire)
IV. "SER". De onde veio esse verbo nulo, que fez carreira tão vertiginosa no vazio? (Paul Valéry)
V. Se existisse um Deus, eu não gostaria de ser esse Deus, a miséria do mundo me destroçaria o coração... (Schopenhauer)
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
A orquídea (A. sesquipedale) em Madagascar e suas mariposas...
Além de conduzir os leitores de forma lúdica pelos estupendos caminhos da evolução das espécies e de esclarecer porque demorou tanto para aparecer um Darwin, o livro vai proporcionando tanto informações preciosas sobre a dinâmica da vida como saberes que são fundamentais para nossa compreensão da existência e, inclusive, para nossa cada vez mais precária saúde mental.
domingo, 22 de novembro de 2009
Fernando Pessoa & o mendigo em linha reta

“Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, eu tantas vezes irresponsavelmente parasita, indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o ideal, se os ouço e me falam,
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza”.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Sou um demônio! Sempre fui um demônio!!!
Quando tenho algum tempo livre gosto de dar uma revisada nas conferências de Rajneesh, aquele charlatão indiano, tão lúcido que, em pouquissimo tempo fez muito mais sucesso que Cristo. Dizia:
-A música é bela, mas você tem de cessá-la. Maomé não gostava de música, porque a própria beleza da música pode manter alguém enraizado.
-Não tente me enganar. Eu próprio sou um enganador tão grande... você não pode me enganar.
-Não sou democrata. Sou ditador; é por isso que tantos alemães vêm a mim. Na verdade, eles vêm porque não conseguem encontrar ninguém na Alemanha. É por isso que eles vêm a mim. Sou um ditador com uma diferença: um ditador com o coração de democrata.
-Não seja covarde, esse é o único obstáculo para conhecer a verdade. É necessário ousar para conhecer; é preciso entrar no perigo.
-A vida é simplesmente uma canção que não tem sentido.
-Estar perto da beleza é estar perto da morte.
-E eu não sou um pregador. Pregar é sujo. Eu sou um amante.
-O idiota é duro, muito duro. É impossível que qualquer coisa penetre na cabeça de um idiota. A cabeça de um idiota está coberta com aço, nada pode penetrar nela.
-Sou um fim... Fim no sentido de que depois de mim não pode haver nenhum cristianismo, judaísmo, hinduismo, maometismo. Depois de mim não há possibilidade de nenhuma ideologia.
-Sou um trapaceiro. Você não pode me trapacear. Eu trapaceei tantos trapaceiros!
-Se houver um Deus, e eu tiver de encará-lo, Ele terá de me responder, e não eu responder a Ele.
-Eu não ensino outra coisa a não ser o destemor.
-A vida não é nada mais do que vinho e, em tais alturas, eu sei que sou um beberrão. Conheço as alturas supremas do Ser e nada pode ser mais alto que isso, eu sei.
-Sou um demônio! Sempre fui um demônio!
Ezio Flavio Bazzo
domingo, 2 de agosto de 2009
Jorge Luis Borges e mi hermano simius
Confesso que depois de longas e frustradas tentativas, entre os de minha espécie, elegi esse personagem como um de meus melhores e mais atentos interlocutores na cidade. Sempre que me aproximo de seu calabouço ele vem a meu encontro, me acena, se move e gesticula como se estivesse me relatando o odioso dia-a-dia de seu confinamento. Neste sábado, já com o sol se pondo, tive a nítida impressão que enquanto fazia pose para minha câmera, recitava com melancolia (mas também com um certo ar de vingânça) este texto de Jorge Luis Borges.No quedará la noche.
Moriré y conmigo la suma
Del intolerable Universo.
Borraré las pirámides, las medallas,
Los continentes y las caras.
Borraré la acumulación del pasado.
Haré polvo la historia, polvo el polvo.
Estoy mirando el último poniente.
Oigo el ultimo pájaro.
Lego la nada a nadie".
Ezio Flavio Bazzo
terça-feira, 21 de julho de 2009
Livres de Paulo Coelho e de Machado de Assis, viva LES CHANTS DE MALDOROR

Oh piolho de pupila contraída! Enquanto os rios derramem o declive de suas águas nos abismos do mar, enquanto os astros persistam na trajetória de suas órbitas, enquanto o mundo vazio não tenha limites, enquanto a humanidade desgarre seus próprios membros em guerras funestas, enquanto a justiça divina envie seus raios vingadores sobre este globo egoísta, enquanto o homem desconheça seu criador e se burle dele — e com razão — incluindo na burla uma pitada de desprezo, teu reino estará garantido sobre este universo e tua dinastia mostrará suas garras de século em século.
Se a terra estivesse coberta de piolhos como de grãos de areia a beira do mar, a raça humana seria aniquilada, tomada de terríveis dores! Que espetáculo! E eu, com asas de anjo, planando nos ares para presenciá-lo!
Pirâmides do Egito: formigueiros levantados pela estupidez e pela escravidão!
Aquele que não viu um barco despedaçar-se no meio de um furacão, na alternância dos relâmpagos e na mais profunda escuridão, enquanto os que viajam nele estão tomados pelo desespero que já conheceis, aquele, digo, não sabe o que são desgraças na vida.
A consciência julga severamente nossos pensamentos e nossos atos mais secretos e não se equivoca. Como ela é freqüentemente impotente para previnir o mal não se cansa de acossar o homem, como se fosse uma raposa, sobretudo na escuridão.
O crocodilo não mudará uma só palavra do vomito saído do interior de seu crânio.
Recebi a vida como uma ferida, e proibi o suicídio que faria desaparecer essa cicatriz. Quero que o criador contemple hora após hora, durante toda eternidade, esse tacho aberto. É o castigo que lhe inflijo.
Deste modo, vossos filhos se criarão lindos e reverenciarão a seus pais com agradecimento. De outro modo, doentes e encolhidos como o pergaminho das bibliotecas, avançarão a grandes passos, encabeçados pela rebeldia, contra o dia de seu nascimento e o clitóris de sua mãe impura.
Oh, execrável envilecimento! Como nos assemelhamos às cabras quando rimos!
Quem não sabe que quando se prolonga a luta entre o Ego, pleno de altivez e a magnitude terrivelmente crescente da Catalepsia, o espírito alucinado perde o juízo?
Ezio Flavi Bazzo
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Anna Mahler e Karl Marx no Cemitério High Gate
“(1). A sociedade não será livre enquanto o último capitalista não tenha sido enforcado com as tripas do último burocrata(. 2). Quanto mais faço amor, mais revolucionário me torno; quanto mais revolucionário me torno mais faço amor(. 3). Estamos inventando um mundo novo e original. A imaginação é um poder que captura.”
É curioso que se naquele tempo a juventude, os hippies, os políticos e os professores tinham a ilusão até mesmo de desmontarem o universo, hoje, toda essa canalha institucionalizada não sabe o que fazer para livrar-nos a todos, sequer, da máfia dos flanelinhas.
Ezio Flavio Bazzo




