quinta-feira, 3 de setembro de 2015
"Por orientação de meus advogados, permanecerei em silêncio"... Ou: a cópia do lixo do Direito Romano...
Mesmo sendo radicalmente contra a cadeia, os presídios, as
penitenciárias e outras sádicas anomalias sociais, estou convicto de que não existe nada mais cretino do que essa história de, num tribunal, por "orientação" de um bacharelzinho, o suspeito ficar em silêncio. Dá até para dizer que foram essas canalhas "orientações" que forjaram todos os tipos de tortura e até mesmo a inesquecível inquisição. Se tivéssemos um Ministério pensante de verdade e se fossemos realmente uma pátria educadora, hoje pela manhã essas escolinhas de Direito seriam todas lacradas e esse tipo de advogado banido do mapa.
Mas não sou ingênuo e nem romântico a tal ponto. Já ouvi por aí até o mendigo K. extremamente indignado, lembrando a máxima, segundo a qual, "pelas leis naturais, todo ser já nasce sob segredo de justiça e sentenciado à pena de morte"...
Enfim: que cretinice abominável a do demiurgo! (as ilustrações são todas do genial Daumier)
Brasília: Umidade do ar 17%...
Ter escolhido este lugar para ser a capital do país (uma espécie de Tehuacán) foi uma sacanagem e uma vingança dos canalhas e dos gatunos da época.
No máximo, isto aqui deveria ter sido destinado ao esconderijo de alguns beduínos (nômades), à criação de cactos espinhosos, de pedras e de serpentes.
"Cuando la luna nuevamente nace, parece como un arquito de alambre delgado, aún no resplandece, y poco a poco va creciendo..." p. 114 La filosofia Nahuatl (Miguel León Portilla).
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
terça-feira, 1 de setembro de 2015
As pedaladas fiscais e o "café da amanhã"...
Nos últimos meses aqui em Brasília as tais "pedaladas fiscais" têm sido assunto diário até dos porteiros de prédios e dos açougueiros da esquina. O mendigo K. chegou a questionar-me se a expressão é um neologismo ou uma metáfora. Como também não sei, as coisas ficaram como estavam.
Independente de metáfora ou de neologismo, o que importa mesmo, é que há pedaladas "fiscais"por todos os lados. Nos bancos, na bolsa de valores, nos sindicatos, nos programas sociais, na contabilidade dos cabarés, nas prestações de contas das sacristias, etc, etc. Enfim, que no mundo do dinheiro (que é um puteiro irrecuperável) não há contador que consiga harmonizar a "receita" com as despesas. Enquanto isto, como já estamos em setembro, vamos nos preparando para, no "café da amanhã", tomar um saboroso capuccino.
Independente de metáfora ou de neologismo, o que importa mesmo, é que há pedaladas "fiscais"por todos os lados. Nos bancos, na bolsa de valores, nos sindicatos, nos programas sociais, na contabilidade dos cabarés, nas prestações de contas das sacristias, etc, etc. Enfim, que no mundo do dinheiro (que é um puteiro irrecuperável) não há contador que consiga harmonizar a "receita" com as despesas. Enquanto isto, como já estamos em setembro, vamos nos preparando para, no "café da amanhã", tomar um saboroso capuccino.
sábado, 29 de agosto de 2015
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Coisas da pós-modernidade... Ou desse grande e patético circo...
"Es demasiado tarde para que la humanidad
se emancipe de la ilusión del acto, es sobretodo
se emancipe de la ilusión del acto, es sobretodo
demasiado
tarde para que se eleve a la santidad del ocio..." (Cioran)
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