terça-feira, 4 de abril de 2017

Stradivarius...

Buda, a embaixatriz e o mendigo K...

A morte da conhecida e respeitada embaixatriz, ocorrida nesta semana, não causou  desolação e tristeza apenas entre as elites, abateu e foi motivo de lamentação inclusive entre os mendigos: como é possível que uma mulher como aquela possa ter morrido? De que lhe serviu toda aquela elegância, aquele sorriso, e suas estadias em Paris, Londres, Roma? Discutiam os indigentes ao redor de uma fogueira num terreno baldio da universidade. E mais, adentraram até no campo da metafísica tentando esclarecer a questão da existência ou não do que os esotéricos chamam "alma", "auras interiores", vida após a morte e para onde vai a pessoa depois que morre? 
Quando coube ao mendigo K. opinar sobre tal assunto, o fez repetindo a sutil e malandra resposta/pergunta que já Buda, há milhares de anos atrás, lá nos cafundós do Nepal, havia feito a um discípulo que lhe havia apresentado indagação semelhante: Para onde vai a chama quando a vela acaba?

domingo, 2 de abril de 2017

O mendigo K. e seus delírios...

Hoje, domingo, o primeiro domingo de abril, avistei logo de manhã o mendigo K descendo os degraus de uma igreja que existe aqui a uns 500 metros de minha casa. Uma das tantas que há na cidade e que fica quase em frente a um puteiro disfarçado onde a escória vai todas as tardes para beber cerveja e para se friccionar as mucosas e as membranas.
Fiquei surpreso ao vê-lo saindo de uma igreja. Teria se convertido? Foi lá roubar o dízimo? Está com alzheimer? 
Foi cobrar alguma dívida de alguma beata? Está tendo algum affair amoroso com o pároco? 
Nada disso. Contou-me que estava passando por ali e ouviu o padre dizendo este texto no meio de sua prédica: "É o louco que existe em nós quem nos obriga à aventura, se nos abandona, estamos perdidos. Tudo depende dele, inclusive nossa vida vegetativa: é ele quem nos convida a respirar, quem nos obriga a tal, e é também ele quem empurra o sangue por nossas veias. Se ele se retirasse, ficaríamos sós! Não se pode ser normal e vivo ao mesmo tempo...". Não acreditei, mas... como hoje é domingo...

Justin Bieber e as menininhas do Brasil...

Mais do que com os rumos e com futuro de nossa economia e de nossa política, os gerentes do Bem Estar Social deveriam estar preocupados com a saúde mental, com a soberania e com o porvir de nossas crianças e adolescentes. A histeria precoce, o sem sentido, a imaturidade e a burrice que se viu naquele rebanho de crianças que esperavam para assistir ao show do cantor canadense conhecido por Justin Bieber é mais do que suficiente para se elaborar um diagnóstico e um prognóstico negativo. É impressionante o desamparo, a alienação e o disturbio emocional daquelas meninas e daqueles meninos. (bem como de seus acompanhantes). E não o digo por moralismo, mas por vergonha! Onde estão os "gestores da pátria"? Os "pedagogos e os pediatras cristãos"? Os "psicólogos piagetianos"? Os "doutores da escola de Francfort"? Os "assistentes sociais da congregação de Madre Teresa"?