segunda-feira, 6 de março de 2017

Entre os bororos também... Ver: (baimana gejewu). - A casa dos homens...

Au Népal, des femmes forcées à un exil menstruel



Nous sommes le 3 février 2017 et Tum Kumari Giri, Népalaise, a ses règles. Elle contemple une hutte Chaupadi dans le district de Surkhet, à 520 kilomètres de Katmandou.
Nous sommes le 3 février 2017 et Tum Kumari Giri, Népalaise, a ses règles. Elle contemple une hutte Chaupadi dans le district de Surkhet, à 520 kilomètres de Katmandou. AFP

Pratique liée à l'hindouisme, la «chhaupadi» bannit les femmes du foyer le temps de leurs règles, lorsqu'elles sont alors considérées comme impures. Elles n'ont pas le droit de toucher la nourriture destinée aux autres, ni les icônes religieuses, le bétail ou les hommes.

  • Au Népal, des femmes forcées à un exil menstruel
La petite hutte au toit de chaume dans l'ouest du Népal ne protège guère du froid. Et pourtant Pabrita Giri doit s'y exiler à chaque cycle menstruel en vertu d'un rituel hindou vieux de plusieurs siècles. «Maintenant, j'y suis habituée. Au début, j'étais effrayée car j'étais loin de ma famille durant des nuits sombres», raconte à l'AFP la jeune femme de 23 ans. Pratique liée à l'hindouisme, la «chhaupadi» bannit les femmes du foyer le temps de leurs règles, lorsqu'elles sont alors considérées comme impures. Elles n'ont pas le droit de toucher la nourriture destinée aux autres, ni les icônes religieuses, le bétail ou les hommes. «Nous pensons que si nous ne suivons pas la chhaupadi, des malheurs nous arriveront, alors que dans le cas inverse, (les dieux) nous seront favorables», explique Pabrita.
Dans certaines régions du Népal, les femmes venant tout juste d'accoucher doivent passer jusqu'à un mois dans la hutte bâtie à l'extérieur de la maison, aussi appelée «chhau goth». Mais deux décès récents liés à cette pratique ancestrale - une femme morte asphyxiée par la fumée du feu qu'elle avait allumée dans sa hutte pour se réchauffer; l'autre décès inexpliqué - ont relancé les appels à y mettre fin. Officiellement, la chhaupadi est interdite depuis une décennie, mais la pratique perdure au nez et à la barbe des autorités. Une proposition de loi actuellement examinée au Parlement népalais compte aller plus loin (au moins sur le papier) en prévoyant une peine de prison pour toute personne qui forcerait une femme à se conformer à cette pratique.

Trois foyers sur quatre à Katmandou

Mais des tentatives similaires par le passé se sont déjà heurtées aux profondes superstitions qui entourent ce rituel. Dans un village à quelques kilomètres de celui de Pabrita, Khagisara Regmi réfléchit à se construire sa propre hutte. Après la mort de son mari il y a huit ans, cette femme de 40 ans trouvait trop difficile de suivre cette pratique tout en élevant quatre jeunes enfants. Mais son unique fils a commencé à avoir des crises, vraisemblablement épileptiques. L'hôpital local n'arrivant à les guérir, elle s'est tournée vers un chaman local qui a attribué la condition de son fils au non-respect de la chhaupadi par la mère. «Parce que je n'ai pas respecté le principe de pureté, les dieux étaient mécontents. Ce n'était pas bon pour mon fils», dit-elle.
Dans le Népal rural, les chamans de village, qui occupent le vide laissé par des services de santé déficients, et les personnes âgées s'érigent en gardiens de la tradition. Sabitra Giri, 70 ans, se souvient avec colère de la tentative de la rébellion maoïste contre la monarchie, pendant la brutale guerre civile de 1996-2006, de mettre fin à la chhaupadi dans le cadre d'une campagne contre la religion. «Tant que je serai vivante, cette pratique continuera !», lance-t-elle.
Même dans la capitale Katmandou, trois foyers sur quatre pratiquent une forme de bannissement pendant les règles, en leur interdisant généralement l'accès à la cuisine et à la salle de prières, selon Pema Lhaki, une militante pour les droits des femmes. La plupart des tentatives qui ont eu lieu dans le passé pour combattre cette tradition ont privilégié la destruction des huttes. Mais cela n'a pas empêché les femmes d'être expulsées de leur foyer, les forçant parfois à dormir dans des cabanes plus rudimentaires ou même dehors. Pour Pema Lhaki, détruire ou non les huttes menstruelles n'est pas le sujet: le succès, ce sera quand les femmes ne se rendront plus dans ces huttes même si celles-ci continuent d'exister. 
LIBERATION avec AFP

domingo, 5 de março de 2017

O mendigo K. e a metamorfose da idade...

Para ouvir a música clicar no canto esquerdo da faixa (melhor ouvir depois de ler o texto)






"Mais vouloir imposer sa verité aux autres, voilà le despotisme!"
T. Szasz


Hoje, domingo, 05 de março (dia em que nascia Rosa Luxemburgo)  encontrei o mendigo K. procurando moedas ali num parque onde ainda ontem um bando de bobalhões passou a noite pulando, se apalpando e gritando sob a neurastenia carnavalesca... Quando me viu ficou visivelmente intimidado, retirou compulsivamente do bolso dois pedaços de jornal onde num estava a foto de B.C. quando ainda tinha uns 30 anos e no outro, também referente a ela, uma foto bem mais recente. Exibiu-me as duas, uma ao lado da outra e vociferou com raiva: Veja que desgraça! Que desgraça que é a velhice!
Tomado de surpresa prestei atenção nas duas fotos: numa delas B.C. aparecia linda, sorridente, os olhos encantadores, a pele exuberante, as tetas querendo escapar pelas brechas da camisa, os lábios tentadores, os cabelos trêmulos ao sol e ao vento que parecia surgir do mar... A outra se tratava dela já na atualidade. Já sem atributos, com toda aquela beleza desfeita, as bochechas e a papada visivelmente afetadas pela força da gravidade, as pálpebras tapando pelo menos a metade da córnea, os lábios tortos, o olhar obscurecido por uma raiva ancestral... como duas fontes vazias... e a pele... Bem,... um horror...
Balançava as fotos diante de meus olhos esbravejando cada vez com mais fúria: Veja que desgraça! Veja que desgraça! Deus? Ateísmo? Não basta ser ateu. É preciso ser antiteísta!
E concluiu: entre as três principais desgraças da vida: (envelhecer, adoecer e morrer,) a primeira é a mais vil, vingativa e canalha de todas...

sábado, 4 de março de 2017

Sutilezas da cultura...

"O homem é um animal sociável. Entretanto, ele tem igualmente necessidade de solitude... Alguns, inclusive, se sentem melhor nela do que em sociedade..."
Thomas S. Szasz

Um sujeito brasileiro que acaba de regressar ao país depois de uma longa viagem, me contava com uma certa curiosidade antropológica que no aeroporto do Rio de Janeiro (ala internacional) o moço que lhe servia um café, ao depositar a xícara sobre a mesa lhe fez a seguinte observação: "cuidado que está quente pra cacete!"
Depois, no avião que o conduziu até seu estado, na hora de decolar ouviu da aeromoça: "preocupados com a pontualidade, queremos informar-lhes que estamos decolando 5 minutos adiantados!" E depois, na hora de pousar: "preocupados com a pontualidade, informamos que estamos pousando cinco minutos antes do previsto!"
 ... E que ao chegar no estacionamento de sua casa foi abordado por uma trupe de mendigos: uma senhora em farrapos que não tinha a mão esquerda; um homem tipo poltrão, que devia ser ser marido, que se movia de maneira mambembe sobre duas velhas muletas, e um terceiro, mais jovem, que amparava duas crianças e que o abordou pedindo alguma ajuda para comemorar seu aniversário que seria no dia seguinte: 35 anos!
Que tal? Existe ou não existe na essência da "máquina do  mundo"  (ver Lusíadas, Canto VI, est. 76) e claro, entre nós, um transtorno surrealista generalizado?

sexta-feira, 3 de março de 2017

quinta-feira, 2 de março de 2017

Construí vossas cidades perto do Vesúvio...


“Creia-me! O segredo para colher uma existência mais fecunda e uma maior fruição da vida é viver perigosamente! Construí vossas cidades perto do Vesúvio! Enviai vossas naus aos mares inexplorados! Vivei em guerras com vossos semelhantes e convosco mesmos! Sede saqueadores e conquistadores, enquanto não puderdes ser dominadores e proprietarios, vós que procurais o conhecimento! Logo passará o tempo em que vos satisfareis em viver escondidos nas florestas como veados apavorados!” F.N



A irresponsabilidade e a idiotice da liberdade de culto...

Nicarágua: mulher ‘possuída’ morre após ser queimada por religiosos... (E la nave va...)



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A sociedade (esse ghetto de malandrins e de ignorantes) ainda pagará caro por demagógica e idiotamente defender e garantir o direito ao culto, às religiões, aos mais miseráveis e messianicos agrupamentos de crápulas.
Veja-se esse caso ocorrido recentemente na Nicaragua, que se repete quase que diariamente no mundo, e aqui no Brasil...
Ah!, mas a Constituição permite que esses idiotas acreditem naquilo que bem entenderem e mais, que inclusive abram igrejas e pressionem seus filhinhos e outros idiotas a crer com eles!
SIM!!! Mas então que se mude a Constituição! 
Com todos os ASPONES que o Congresso Nacional dispõe é possível, em duas horas, varrer essa excrescência para a rede de esgotos. 
Liberdade de pensamento, de crença, de imaginação é uma coisa... Agora... Coerção social, bullying e assassinatos em nome de um deus e de um diabo imaginários é uma vergonha, uma psicopatologia e uma indecência...
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Em tempo: E escrevo isso sabendo que não apenas o avestruz, mas até mesmo os cegos em uma situação de medo ou de pavor se tapam os olhos...





Por Da redação
access_time 1 mar 2017, 13h21 - Atualizado em 1 mar 2017, 13h27 

Caso de mulher 'possuída' queimada em fogueira em igreja evangélica na Nicarágua (Polícia Nacional da Nicarágua/Reprodução)
O caso da mulher que morreu após ser jogada em uma fogueira por grupo religioso por estar “possuída” revoltou a população da Nicarágua. Vilma Trujillo García, de 25 anos, sofreu queimaduras em quase todo o corpo em um ritual da igreja Assembleia de Deus realizado na quinta-feira passada, e morreu ontem.
Segundo Reynaldo Peralta, marido da vítima, Vilma foi despida antes de ser amarrada e jogada no fogo.
A Polícia Nacional prendeu o pastor Juan Gregorio Rocha Romero e quatro supostos cúmplices, que são apontados como responsáveis pelo crime.
O incidente aconteceu na comunidade rural de El Cortezal, no município de Rosita, na Região Autônoma Caribe Norte (RACN), no nordeste da Nicarágua.
Com queimaduras em 80% do corpo, a mulher chegou a ser transferida para um hospital na capital Manágua, mas com poucas chances de continuar viva, afirmou Peralta. Vilma era mãe de duas meninas.
(Com EFE)