segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

ALEMANHA - De Frederich Nietzsche... a Frederich Merz...


"Há um sinal infalível para identificar um gênio: todos os idiotas se lhe atravessam no caminho..."

Jonathan Swift


Os plantonistas da mídia política simulam estar em polvorosa com o resultado das eleições na Alemanha... 
Ah!, a ascensão da Afd, da ultra direita, da Alice Weidel (seria a mesma Alice do país das maravilhas?), do neonazismo, da suástica, das sinfonias de Wagner; do III Reich; dos caras que acenderam os fornos crematórios... Se nos EEUU o slogan do Trump foi TUDO PELA AMÉRICA, na Alemanha do Merz está sendo Alles für Deutschland!  Enfim: como o Bolsonaro, que disse 'cagar para a cadeia', os eleitores de lá cagaram para o Brecht, para o Heinrich Böll e para o incensado Fassbinder...
E foram de Friederich Nietzsche a Friederich Merz. Dois Fredericos. (!) O que diria Zaratustra? Os místicos das margens do Reno e o velho Fuhrer?
Ao lado de meu teclado, A Genealogia da moral, escrito pelo primeiro, em cujo prefácio se pode ler: "Assim como um homem distraído e absorto acorda sobressaltado, quando o despertador  dá a hora, assim nós, depois dos acontecimentos, perguntamos entre admirados e surpresos: O que há? O que somos nós? E depois contamos as horas do nosso passado, da nossa vida, do nosso ser, e, ai de nós! Enganamo-nos na conta... E é que somos fatalmente estranhos a nós mesmos, não nos compreendemos, temos que confundir-nos com os outros, estamos eternamente condenados a esta lei: 'não há ninguém que não seja estranho a si mesmo; nem a respeito de nós mesmos procuramos o conhecimento..."

E aquela doceteria de esquina, na Berlin Ocidental, próxima ao muro, que, acompanhando um café das arábias, com a Quinta Sinfonia de Beethoven ao fundo, oferecia o melhor Strudel do Reich?

Notícias e mais notícias. E os plantonistas, dispersos pelo mundo, quase perdem o fôlego para não perderem os empregos. Sabem, pela experiência, que tudo não passa do mesmo e repetitivo teatro eleitoral dos povos e de uma Europa moribunda... mas são atores, 'focas' de um redator chefe que os patrulha pela câmera do celular... e, como o redator chefe, precisam viver, trabalhar, bancar a família, alimentar os periódicos que lhes pagam e seguir entretendo a turba de sedentários que, pelas manhãs, não sabe fazer outra coisa além de acompanhar as mentiras... e seguir o jogo obsessivo-compulsivo da direita/esquerda. 

Ah! A Extrema Direita cresceu enormemente, mas... a Esquerda também... Não desistam! Percebem o Jogo? É necessário dar continuidade à pedagogia da alienação, não destruir as ficções e dar igualmente pasto ilusório aos dois bandos... Aos Ultra conservadores e aos Ultra libertários? Balelas. 

Na página 53, Nietzsche nos lembra: "A letra com sangue entra, é um dos axiomas da velha pedagogia, e, por desgraça, a que mais durou..." E que ainda resiste...















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