domingo, 27 de setembro de 2026

AS MULHERES, O PODER E O DINHEIRO...



 


[... Quem pretendesse suprimir as paixões aduzindo como pretexto o mal causado por elas, assemelhar-se-ia a quem quisesse quebrar a lira de Homero, porque ele cantou os falsos deuses...]

Lacordaire




Senhores - disse o Mendigo K, neste domingo de setembro, olhando para o teto da padaria, como se estivesse sendo possuído por alguma divindade:


_ Essa companheira que acaba de tocar fogo em seu barraco, com o cachorro dentro, nos remete ao papel impressionante das mulheres na confusão do Banco Master; no escândalo dos velhinhos do INSS; na produção do Dark Horse; no sacrilégio da Nossa Senhora Aparecida; de grande parte da rapina ocorrida nos cofres da República e dos currais eleitorais... Confusão, camaradas, que está afundando ainda mais rapidamente o país numa merda terrível... Segundo os relatórios da polícia, na primeira fila desses grandes negócios e imbróglios, estão também elas. Mulheres, evidentemente, não com o pededre dessa pobre incendiária que tocou fogo em seu barraco e, pior, em seu cachorro.., mas mulheres ilustres, ex-modelos, advogadas famosas, lobistas sedutoras, esposas dedicadas e até novinhas suíças... 

Tomando ares de pedagogo e até de candidato, foi listando alguns dos principais fatos a seus colegas:

I. Aquele contrato de cento e tantos milhões, entre o ex-banqueiro e um escritório de advocacia, por exemplo, (contrato que tem causado insônia até nos menos invejosos), foi firmado com a esposa de um ministro ilustre;

II. Aquele outro contrato, mais surrealista ainda do que o primeiro, este de uns 400 milhões e de natureza idêntica ao anterior, apesar de ter sido assinado com outro escritório, também foi com a esposa de uma importante autoridade;

III. Aquelas malas de dinheiro de que tanto se vem falando e que segundo a polícia, circularam aí pelos palácios, costumavam repousar no guarda-roupas e no porta malas da alcova e do carro de uma ilustre lobista...

IV. Segundo os 'homens da lei', o dinheiro de emendas, supostamente destinados ao filme Dark Horse, (antes de seguir para a Amérika) também passava, pelo escrutínio e pela conta de uma famosa lobista lá de São Paulo... etc, etc.

  ..... E nem preciso falar da famosa advogada Jorgina. Lembram? Daquela que em 1992 foi condenada a 12 anos de cadeia por desviar 2 bilhões de verbas dos aposentados do INSS...

Isto não lhes parece meu diabólico e meio fantástico!? O que estaria acontecendo com essas companheiras?

Enquanto seus 'esposos' iam fraterna e patrioticamente se reunir em Londres ou em Paris (até em Roma), para fumar charutos, tomar uns tragos e discutir melhorias para as penitenciárias e para o saneamento básico da pátria, elas, movidas pelo instinto maternal mais primitivo, de dentro de seus luxuosos tailleurs e fingindo ingenuidade, tomavam a frente dos negócios, assumiam compromissos milionários e transcendentes... e, pelo que se sabe, o faziam com uma admirável expertise, maestria e know how... E, quando, por acaso, por influência meteorológica, lhes surgia algum impulso mitômano e de insegurança, voltavam a ouvir atentamente uma misteriosa voz interior que lhes dizia: Ora! não perca essa oportunidade! É tudo por amor aos pobres e para tornar o Brasil grande outra vez!!!!!!

Seria isso o verdadeiro empoderamento?

Um dos mendigos, ao retirar-se, visivelmente irritado, depois de pedir  venia aos colegas (num latim impecável), foi recitando, quase em forma de blasfêmia misógina, a frase de um tal Gandera, que ninguém nem sabe se existe: "mal sabem os homens que, sob as pálpebras pintadas de uma perfumada amiguinha, lampeja o ódio de uma mulher do povo..."























8 comentários:

  1. https://www.youtube.com/watch?v=cglyJB-XJ3A

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  2. https://www.youtube.com/shorts/foIwxPQe88s

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  3. https://www.youtube.com/shorts/CnHU5F_ByoA

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  4. Fui na Grok a IA do Musk e perguntei, sempre clicando F5 caso ela inventasse que estava sendo muito usada no momentoe pedindo assinatura: "atue e aja como se fosse o escritor e psicólogo Ezio Bazzo e me diga o que eu faço pra dizer um sim à vida?". A resposta do Grok se passando pelo escritor Ezio Bazzo:
    "Olha aqui, camarada.
    Você me pede pra “dizer um sim à vida” como se eu fosse um daqueles vendedores de esperança barata, desses que andam por aí com livrinhos de autoajuda e frases de Instagram. Eu não sou. Eu sou o tipo de psicólogo que passou a vida inteira cuspindo na merda institucional, na família como fábrica de neuroses, no casamento como idiotice compulsória e na educação formal como adestramento de cabeças. Então não espere de mim nenhum “abrace a vida com gratidão” piegas.
    Dizer sim à vida, do jeito que eu entendo, é quase o contrário do que a maioria prega.
    Primeiro: pare de pedir permissão.

    A vida não precisa do seu consentimento educado. Ela já está aí, suja, absurda, cheia de cretinos, de instituições hipócritas e de gente que prefere a anestesia à lucidez. Dizer sim não é concordar com o circo. É olhar pra ele de frente, sem se deixar engolir, e ainda assim continuar vivo, com o corpo inteiro, com a raiva intacta e com a capacidade de rir da própria desgraça.
    Segundo: mate o “dever ser”.

    Você não precisa ser útil, produtivo, bem-sucedido, casado, pai de família, cidadão exemplar ou qualquer outra caricatura que a sociedade inventou pra te domesticar. Reich já denunciava isso: a repressão começa no berço e continua na escola, no trabalho, no casamento. Dizer sim à vida é recuperar o direito de ser um desajuste funcional. É preferir a verdade desconfortável à mentira confortável.
    Terceiro: aceite a estupidez sem se render a ela.

    Eu escrevi um manifesto aberto à estupidez humana justamente porque ela é o ar que respiramos. Não adianta querer purificar o mundo. O que dá pra fazer é não virar cúmplice. Não se deixe convencer de que a mediocridade é normal. Não se case só porque todo mundo casa. Não tenha filhos só porque a família “é sagrada”. Não engula a ideologia do momento só pra não ficar sozinho. A solidão lúcida é preferível à companhia idiotizada.
    Quarto: viva no corpo, não só na cabeça.

    A vida não é um conceito. É suor, fome, tesão, cansaço, viagem, biblioteca de rua, trem noturno, conversa sem utilidade, sexo sem culpa e silêncio sem justificativa. Enquanto você ficar só pensando “como dizer sim”, já está dizendo não. O sim real é prático: saia, ande, escreva o que ninguém quer ler, diga o que ninguém quer ouvir, foda-se o que vão achar.
    E por último: não espere recompensa.

    Dizer sim à vida não te torna melhor, nem mais feliz no sentido burguês, nem mais iluminado. Só te deixa mais vivo. E estar vivo, de verdade, é uma posição política, existencial e, digamos, meio insolente. É recusar o papel de porco bem-comportado no chiqueiro.
    Então, se você realmente quer dizer sim, comece por aqui:

    Pare de procurar a fórmula.

    Pare de querer ser “positivo”.

    Olhe pra merda de frente.

    E continue andando mesmo assim.
    O resto é conversa fiada de quem ainda precisa de muleta."

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  5. Eis
    O malandro na praça outra vez
    Caminhando na ponta dos pés
    Como quem pisa nos corações
    Que rolaram nos cabarés
    Entre deusas e bofetões
    Entre dados e coronéis
    Entre parangolés e patrões
    O malandro anda assim de viés
    Deixa balançar a maré
    E a poeira assentar no chão
    Deixa a praça virar um salão
    Que o malandro é o barão da ralé

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  6. Mirem-se no exemplo
    Daquelas mulheres de Atenas
    Vivem pros seus maridos
    Orgulho e raça de Atenas

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  7. Gemini "atue e aja como se fosse o escritor e psicólogo Ezio Bazzo e me diga o que eu faço pra dizer um sim à vida?"

    Primeiro, faça o favor de jogar no lixo qualquer manual de autoajuda, livro de guru quântico ou cartilha de otimismo barato que você tenha na estante. Essa ideia de "dizer sim à vida" foi sequestrada por um bando de mercadores de ilusões, gente sorridente que quer te convencer de que a existência é um comercial de margarina, bastando apenas vibrar na frequência certa. Tudo mentira.

    Dizer sim à vida, com a lucidez que a sanidade exige, requer estômago.

    Se você quer mesmo dar esse "sim", comece dizendo "não" à anestesia geral da modernidade. O homem contemporâneo passa a existência inteira tentando fugir da dor, do desconforto, do tédio. Ele consome, ele engole pílulas, ele arrasta o dedo numa tela luminosa buscando a próxima dose de dopamina inútil para não ter que lidar com o fato de que a vida é, na sua essência, trágica e efêmera.

    O que você faz? Você para de mentir. Para si mesmo, antes de tudo.

    Dizer sim à vida é sentar na mesma mesa que os seus demônios, suas neuroses, seus fracassos e suas perversões, olhar para a cara deles e reconhecer: "nós somos feitos da mesma carne". É aceitar a própria sombra. É ter a coragem de olhar para o espelho e não ver um projeto de sucesso burguês, mas um primata assustado que tem um tempo absurdamente curto neste planeta.

    Isso significa amar o seu próprio destino, o *amor fati* que os filósofos tanto falam, mas sem romantismo de botequim. É aceitar a doença que virá, a traição inevitável, a mediocridade de uma terça-feira chuvosa, com a mesma intensidade com que você aceita o prazer de um orgasmo autêntico, de um prato bem feito ou de uma taça de vinho que preste.

    Para dizer sim à vida, você tem que parar de viver como um cadáver adiado. Pare de atuar para uma plateia imaginária. Se estiver triste, tenha a decência de sangrar. Se estiver com tesão, vá às vias de fato. Se estiver com raiva, não disfarce com polidez de escritório. Abrace o absurdo da sua condição.

    A vida não está nem aí para o seu "sim" ou para o seu "não". Ela vai te devorar de qualquer jeito. Mas, ao dizer "sim" com todas as letras — aceitando a sujeira, a glória, o grotesco e o sublime de estar vivo —, você pelo menos garante que, quando o fim chegar, você não será apenas um rascunho de ser humano que passou a vida inteira com medo de existir.

    Agora vá. Pare de procurar respostas prontas e vá sentir o pulso bater, nem que seja por pura teimosia.

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  8. https://eziobazzo.blogspot.com/search?q=Prostitutas%2C+bruxas+e+donas+de+casa

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