"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O pipocar de uma interminável ilusão...


Na entrada do cinema que fica no Shopping Iguatemi aqui em Brasília, o preço da pipoca é mais abusivo e imoral que qualquer tipo de assalto a mão armada. Pacote pequeno: R$: 12,00; pacote médio R$: 17:00, pacote grande R$: 19,00. Dezenove reais! O dobro do preço do bilhete para quem é estudante. Liguei para duas ou três cerealistas e me informaram que o preço da pipoca argentina, de primeira qualidade é R$: 1,80. Um real e oitenta o QUILO. Como no pacote grande do Iguatemi não deve haver nem cinquenta gramas de grãos, significa que um quilo rende, no mínimo, vinte pacotes de R$: 19,00, e que isto significa um faturamento de R$: 380,00 reais. Que tal? E os responsáveis estão soltos!!! E a filharada da burguesia e dos novos ricos cujos rendimentos clandestinos não minguam, já que a corrupção por aqui é regra e que nossa justiça é um circo, estão sempre lá em fila, com aquelas carinhas de dementes e com vestidinhos ou calcinhas compradas ali mesmo por dois três mil (quando na realidade não valem mais do que R$: 100,00). As luzes se apagam e cada um daqueles espantalhos pósmodernos, com seus pacotões de pipoca e com suas roupinhas superfaturadas somem na penumbra para ver filmes também quase sempre vagabundos e vão ruminando semelhante aos bufalos, como se adivinhassem por intuição, que não adianta se estressar já que a vida é essa mixórdia incurável de larápios e essa mísera ficção…

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