segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
sábado, 6 de janeiro de 2018
A mistificação da maconha numa civilização cretina e patética...
"Nenhuma droga pode enriquecer nossa lucidez; As drogas só enriquecem a conta bancária dos laboratórios e dos traficantes..."
T. Szasz
Hoje, sexto dia do ano, encontrei o mendigo K lá pelos lados de uma igreja grega que não sei se ainda funciona ou se já está desativada. Relatou-me que tem um sobrinho adolescente mais do que alienado que anda meio embasbacado e que lhe confessava estar feliz porque "legalizaram a maconha na Califórnia".
Ouviu com pena, mas atentamente aquele sujeito fazendo um discurso quase romântico sobre aquela erva e sem querer o comparou com seu cachorro que quando o leva para passear, acredita que são seus latidos que fazem a porta do elevador se abrir.
O que pensará essa mísera plantinha a respeito dessa civilização patética e idiota? - me perguntava. E os guaranis e nossos ancestrais que enchiam a cara todos os dias com cauim? Com Uasca ou com outra merda qualquer disponível na selva que nos cerca?
Fez uma longa pausa e continuou: Desde que nasci ouço as famílias e a policia cochichando a respeito dessa erva. Basta um adolescente idiota desses ser pego com um baseado no bolso para o mundo desabar sobre ele. Drogado! bandido! pré-psicótico! candidato à esquizofrenia! Suicida em potencial! Traficante!Vagabundo! irresponsável!!! Mesmo quando os familiares e a policia que o flagram estão peidando de bêbados... Quê miséria!
E a erva, danada, cresce desafiadoramente por todos os lados. Basta jogar uma semente pela janela para que duas semanas depois ela surja arrogante e esplendorosa no meio dos girassois. E quando passa um cão de guarda do estado, da família, da escola ou da igreja ou da saúde ela sabiamente se encolhe para não ser pisoteada ou arrancada. Se oculta para que não chamem os bundões das rádios e para que não convoquem o exército pretoriano, a mulher do governador ou as beatas que massageiam as costelas dos bispos nos domingos à tarde para registrar o escândalo... Para que não convoquem até mesmo um pai-de-santo para fazer uma limpeza nos xacras ou nos subterrâneos espirituais de quem semeou aquela "erva do diabo". Do diabo? Para os mendigos é uma erva divina!
Quê idiotice! Passaram mais de meio século atrás de um fantasma e agora os comerciantes cretinos disputam como hienas o seu comércio!
E a erva, danada, cresce desafiadoramente por todos os lados. Basta jogar uma semente pela janela para que duas semanas depois ela surja arrogante e esplendorosa no meio dos girassois. E quando passa um cão de guarda do estado, da família, da escola ou da igreja ou da saúde ela sabiamente se encolhe para não ser pisoteada ou arrancada. Se oculta para que não chamem os bundões das rádios e para que não convoquem o exército pretoriano, a mulher do governador ou as beatas que massageiam as costelas dos bispos nos domingos à tarde para registrar o escândalo... Para que não convoquem até mesmo um pai-de-santo para fazer uma limpeza nos xacras ou nos subterrâneos espirituais de quem semeou aquela "erva do diabo". Do diabo? Para os mendigos é uma erva divina!
Quê idiotice! Passaram mais de meio século atrás de um fantasma e agora os comerciantes cretinos disputam como hienas o seu comércio!
Preste atenção: - falou com ar de professor e de astrólogo - no momento que for economicamente mais rentável que a soja e que o milho, a máfia instituída legalizará e justificará seu plantio por todos os ilegítimos, criminosos e intermináveis latifúndios da "pátria". Dirão que fará bem para os ossos, para a memória, para as ereções e até para a transcendência da alma... Todo mundo sabe que o demônio é capaz de citar até trechos do evangelho quando lhe convém...
As adolescentes & os velhos... Legalizaram a maconha, mas não sabem o que fazer com o desejo, a libido, a tara e a sexualidade da senectude...
Ele diz que leu de cabo a rabo o arquivo do cineasta Woody Allen: 56 caixas cheias de roteiros, sketches eliminados, cadernos e anotações pessoais guardadas pela Universidade de Princeton (EUA). E, após essa maratona, o jornalista Richard Morgan, do Washington Post, tira uma conclusão que usa como título de seu artigo: “Woody Allen é obcecado por adolescentes”. “Sei disso porque vi toda a sua carreira de perto, seus roteiros, esboços e cenas não utilizadas em seus filmes – físicas e mentais – que se encontram em 57 anos de arquivos que ele reúne desde 1980”, explica Morgan, a primeira pessoa a analisar todos esses documentos, segundo informou a própria Universidade de Princeton.
É preciso chegar até o final do artigo para achar um esclarecimento que talvez valha a pena adiantar. “Não há nada de criminoso na fixação de um homem de 82 com pessoas de 18, e não é tão ruim quanto ‘tirar o pênis de repente’. Mas é profunda e anacronicamente repugnante. Além disso, Allen não parece preocupado em melhorar ou mudar de forma alguma. Vive, pensa e cria do mesmo jeito que nos anos setenta, há quase meio século”, é uma das conclusões de Morgan. O jornalista fala ainda que Allen é célebre por seu humor e que algumas de suas frases podem ser irônicas, mas isso não muda, para ele, a essência do assunto. Afirma que entrou em contato várias vezes com Leslee Dart, agente do diretor, para que comentasse o artigo, mas ela nunca lhe respondeu.
Morgan diz que a leitura do arquivo “revela uma repetida misoginia” e inclusive questiona a trajetória criativa de Allen. “Ele foi indicado 24 vezes ao Oscar e nunca precisou de ideias além do homem lascivo e sua bela conquista, um conceito em torno do qual fez filmes sobre Roma, Paris, Manhattan, Barcelona, o jornalismo, as viagens no tempo, a revolução comunista, o assassinato, Hollywood e muitas outras coisas”. O autor também destaca que a obsessão pelas meninas permeia “insistentemente” todas as caixas do material.
Morgan então parte para os exemplos concretos. Num texto para um programa de TV jamais realizado, Allen descreve uma “loira sexy e corpulenta de 16 anos num vestido vermelho longo e decotado, com uma ampla abertura num dos lados.” No relato Consider Kaplan, um homem de 53 anos se apaixona por sua vizinha de 17, enquanto sobe com ela no elevador. Em Rainy Day, Allen descreve uma estudante que “não deve ter 20 ou 21, mais parece ter 18, ou até mesmo 17, embora 18 pareça melhor”, ao passo que não esclarece a idade do personagem masculino do texto. E, no rascunho de uma história de 1977 intitulada The Kugelmass Episode, o cineasta fala de um homem de 45 anos fascinado com “as alunas” de um colégio de Nova York. “Ao lado de um dos diálogos desse personagem, Allen anota, e depois apaga, ‘c’est moi’ [sou eu]”, diz Morgan. “A ciência nos decepcionou. É certo que derrotou muitas doenças, quebrou o código genético e inclusive levou os humanos à Lua. No entanto, quando um homem de 80 se encontra sozinho num quarto com duas garçonetes de 18, nada acontece”, reflete Allen em outro rascunho, My Speech to the Graduates.
Além dos textos, o arquivo revela também o comportamento de Allen com algumas de suas intérpretes. Numa entrevista fictícia, o diretor se refere assim à atriz Janet Margolin, que colaborou com ele em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa e Um Assaltante Bem Trapalhão: “De vez em quando, fui obrigado a fazer amor com ela para obter uma performance decente. Fiz o que tive de fazer, mas de maneira comercial.” A intérprete morreu em 1993. E sobre a modelo espanhola Nati Abascal, que trabalhou com Allen em Bananas, ele diz: “Podia atuar? Sim, descobri, sobretudo em sua defesa. Ela bloqueou minha [mão] quando eu ia tocar sua coxa e colocou seu joelho na minha virilha enquanto discutíamos sobre o show business. Tirei um contrato do bolso que ambos assinamos, mas só depois de eu lhe explicar sobre a obrigação sexual que fazia parte do trabalho das atrizes que colaboram comigo”. O redator do The Washington Post tentou falar, em vão, com um representante de Abascal. Tampouco questiona o fato de que dezenas de atrizes mais ou menos célebres quiseram trabalhar com Allen ao longo de todas essas décadas – a última delas, Kate Winslet, em Roda Gigante, em cartaz no Brasil – e foram indicadas em diversas ocasiões aos principais prêmios de Hollywood por seus papéis. Para Morgan, trata-se de um “jogo de bonecas russas” que resume assim: “Seus troféus continham troféus”. O jornalista também considera que o sucesso de suas atrizes servia para afastar a “escuridão” de Allen dos holofotes.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
E... naquela Paris de 1460...
No livro de Andrew Hussey A HISTÓRIA SECRETA DE PARIS (como ladrões, vigaristas, cruzados, santas, prostitutas, déspotas, anarquistas, poetas e sonhadores transformaram um povoado gaulês na cidade
luz da Europa), livro que todo sujeito (mesmo os burros incuráveis que pensam que saber a história de Paris é conhecer a história do croissant) tem obrigação de ler, há
luz da Europa), livro que todo sujeito (mesmo os burros incuráveis que pensam que saber a história de Paris é conhecer a história do croissant) tem obrigação de ler, há
em uma de suas 580 páginas, uma citação atribuída a François Villon que é estupenda e que, com um pouco de ceticismo e de imaginação, pode até ser adaptada para nossos dias. Diz ele: "Paris é a cidade da alegria, onde os ingênuos são agarrados pelo pescoço e queimados no cadafalso e onde vilões dominam tudo. Afaste-se dos grossos muros da cidade o mais rápido que puder! Cortadores de bolsas e homens com facas o espreitam no escuro. Cuidado com a forca!"
http://www.revistaprosaversoearte.com/francois-villon-poemas/
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