Atriz é adepta de prática chamada 'plantar a lua', que defende a 'devolução' do sangue para a terra (revista veja)
Por Da redação
access_time3 jan 2018, 18h57 - Publicado em 3 jan 2018, 18h27
Bianca Bin como Clara em ‘O Outro Lado do Paraíso’ (Marília Cabral/TV Globo)
Bianca Bin publicou uma série de imagens em seu Instagram, na seção stories (com fotos e vídeos curtos que desaparecem após 24 horas), que falam sobre o ritual de jogar sangue menstrual em plantas. “Mulher, devolve seu sangue para a terra. Além de ser um momento único de entrega e libertação de paradigmas, é o seu momento de honrar tudo o que a terra te forneceu de alimento e energia para a tua caminhada entre cada ciclo”, diz uma das imagens publicadas em um perfil na rede social e repostada pela mocinha de O Outro Lado do Paraíso.
O ritual, chamado de “plantar a lua”, consiste na coleta do sangue menstrual – com o uso de coletores ou absorventes ecológicos, reutilizáveis – e no depósito do líquido em vasos de plantas e jardins. Algumas mulheres também escolhem sangrar direto na terra.
(Reprodução/Instagram)
(Reprodução/Instagram)
Bianca também publicou imagens que tratam da aceitação da menstruação pelas mulheres. “Como pode uma mulher dizer que se ama, se não ama algo tão parte de si quanto seu próprio sangue? Como uma mulher pode querer ser amada e respeitada se não honra a si mesma, completa e integralmente?”, diz um dos textos republicados pela atriz.
Em entrevista à edição de janeiro da revista Glamour, Bianca afirmou que pratica o ritual. “Sempre agradeço por esse sagrado feminino e planto a minha lua. Plantar a lua é devolver o sangue para a terra”, disse. “Uso o coletor menstrual e coloco o sangue nas plantas, diluído em água. É uma forma de fechar o ciclo. Isso mudou minha relação com meu corpo e com me entender mulher. O universo é uma grande potência feminina e é com essa força que busco me conectar sempre.”
O que fazer quando sua mulher quer transar com outras mulheres? (Revista VEJA)
Por da Redação
access_time21 dez 2017, 16h41
(reprodução/Divulgação)
Era para ter sido outro encontro da Luluzinha, como acontece todas as semanas. Mas, aquele dia, foi diferente. Formamos um grupo com seis garotas: duas casadas e quatro solteiras.
À tarde, as desistências chegaram via WhatsApp – reunião de trabalho, jantar com um peguete, ida emergencial ao dentista etc. Em um chat paralelo, Simone*, a outra casada da trupe, aproveitou a desistência das demais e me chamou para um sushi. A intenção era me contar uma história que aconteceu com ela e saber minha opinião.
“Há dois anos, o Felipe* me propôs um ménage à trois com outra garota. Faz um mês que topei a experiência e digo que foi uma das melhores transas da minha vida. O problema é que, desde então, quero transar com outras mulheres. Eu amo meu marido e não quero me separar. Só quero me divertir, mas sem a presença dele”, disse Simone enquanto manuseava com destreza os hashis.
“Isso é comum, é normal?”, completou. Fiquei muda. Minha única reação foi balançar a cabeça em sinal afirmativo. Só não é habitual revelarem peripécias desse tipo para mim. Confesso que fiquei intrigada com a aventura sexual da minha amiga – e com uma curiosidade absurda sobre as sensações que ela vivenciava.
Encare as novas descobertas
De uns tempos para cá, blogs eróticos, colunas de jornais, seriados de TV e até a minha amiga estão mergulhando nessa vibe. Quando essa onda bissexual começou?
Talvez não exista um marco histórico, mas é certo que a partir da década de 1960, quando muitos padrões de comportamento foram pro espaço e tudo ficou mais solto. A partir daí, a mulher foi atrás do próprio prazer de várias formas.
“Nos anos 1990, o trabalho de orientação sexual contra a aids cresceu e muitos mitos caíram por terra. A internet deu acesso às informações, assim como tornou os relacionamentos mais desinibidos. Essa foi a semente da procura feminina por novas experiências sexuais”, afirma Maria Cristina Romualdo Galati, psicóloga do Centro de Intervenção e Estudos em Sexualidade Humana da Unifesp.
A pergunta: 25 anos mais tarde, ainda existem novidades? “Sim, as moças estão em busca de surpresa, de uma nova emoção e sensação. Elas querem satisfazer uma atração ou um desejo, mesmo que seja transitório”, explica Carlos Eduardo Carrion, psiquiatra em Porto Alegre, especialista em sexualidade e coautor do livro O Sexo Como o Sexo É (Ed. Sulina).
“Quando assisto a filmes pornôs com meu namorado, as cenas que mais me deixam excitada são as lésbicas. As transas têm mais envolvimento, são mais erotizadas. Diferente do bate-estaca quando há um pênis envolvido”, diz Camila Basques, 33 anos, analista de marketing. “Enlouqueci com a bunda da Paolla Oliveira, naquela cena clássica atrás das cortinas. Eu queria tê-la na minha cama.”
Entenda a sexualidade delas
A preferência não muda, só agrega. Essas garotas apenas abriram um cardápio sexual e, a partir de agora, têm mais uma opção para degustar. Isso não significa que você e, consequentemente, seu amigão estejam descartados. Neste caso, o valor é agregado.
Você também deve estar se perguntando: então por que aquela amiga quer ter outra experiência com uma mulher, mas sem o marido?
“Porque essa aventura ela já conhece. Agora, ela procura o inédito ou algo que, por melhor que seja a relação com o homem, ela não vai encontrar com o parceiro: o tipo de toque e de abordagem, o prazer de beijar, lamber e chupar seios e vagina…”, diz Carrion.
A prova das novas
Fomos tirar a prova. Em uma pesquisa da VIP com 238 mulheres, perguntamos por que transar com outra garota seria excitante e 27% das entrevistadas (a maioria) disseram que uma mulher saberia os pontos que são mais excitantes em outra. Em seguida, com 17% dos votos, elas acreditam que as preliminares e a transa podem ser mais prolongadas.
Pode-se depreender que rola uma abertura com essas garotas. “Assim, é possível e bem natural que uma mulher tenha prazer com outra, sem que isso determine que ela seja homossexual”, diz Walkiria Fernandes, sexóloga em Belo Horizonte (MG).
“O homem não deixa de ser atraente. Aliás, o sexo com um cara passa a ser até mais sedutor”, completa Carrion. Freud, o precursor da psicanálise, já teorizava essa ambiguidade sexual, em que não existe um único objeto de desejo. Talvez sua garota esteja querendo você e aquela outra gata dando sopa ali.
Não seja um coadjuvante
“Eu estava enrolada com um cara havia uns seis meses. A proposta de incluir outra garota na nossa cama partiu de mim. O moço se apavorou. A partir daquele dia, o relacionamento degringolou e ele pediu um tempo. Deu a desculpa que não estava preparado para assumir algo sério e foi embora. Mas eu sei que o motivo foi aquele pedido sexual”, diz Liliane Villas, 31 anos, assistente social.
No lugar desse camarada, qual seria sua reação? Ter uma mulher diferente no meio do sexo com a parceira está no imaginário da maioria dos homens. No entanto, quando isso vira realidade, pode ser um baque. Fique tranquilo e dê uma refletida sobre nossas sugestões. Mal não vai fazer. E talvez ajude você a curtir ainda mais sua parceira.
24% das garotas afirmam que já transaram com outra mulher
30% delas jamais transariam com outra mulher
42% das entrevistadas dizem que topariam um ménage à trois com outra mulher caso o parceiro propusesse a elas
Filmes com cenas quentes entre mulheres que merecem uma homenagem
Azul é a Cor Mais Quente (2013)
O amor pueril de Adèle (Adèle Exarchopoulos) e Emma (Léa Seydoux) e as inúmeras cenas de sexo arrebataram corações mundo afora.
Cisne Negro (2010)
O sexo oral entre Nina (Natalie Portman) e Lily (Mila Kunis) deixou muito marmanjo babando e tantas outras mulheres latejando.
Garotas selvagens (1998)
A versão com sete minutos de êxtase entre Kelly (Denise Richards) e Suzie (Neve Campbell) levantou a audiência deles e a curiosidade delas.
Divirta-se também
Antes de trazer outra mulher para a cama em que você dorme com sua parceira, dialogue com ela. Ninguém pode ser pego de surpresa – ou sua mulher vai se sentir coagida.
Você topou a aventura ou liberou sua gata para ciscar na grama da vizinha? Estabeleça limites, como vínculos emocionais e transas escondidas (não pode haver segredos entre vocês). “Esse cuidado é essencial para não mexer com o ciúme e a insegurança do casal”, alerta Carrion.
Se assustou com a proposta da gata? Faça cara de paisagem e, num primeiro momento, diga apenas que vai pensar no assunto. Praguejar as intenções da moça dá a impressão de que você é preconceituoso.
“Se você deu o ok, evite qualquer tipo de censura. O sexo gostoso não tem pudor”, completa o psiquiatra.
Cultive seu lado vouyer e aprecie as cenas sem moderação. Reaja se for o caso.
Não pergunte detalhes sobre as transas da sua parceira com outras mulheres. É invasão de privacidade! Sobre os outros caras com quem ela foi pra cama você quer abstrair, certo?
Não insista (ou implore) por outro convite a um ménage. A parceira pode ficar desconfortável e enciumada. A fonte pode secar e você ficar fora.
Nunca faça comparações. Não, não estamos falando sobre comparar sua gata com a outra mulher. E sim o que você fez de diferente da sua parceira com a outra moça durante a transa.
A boneca Barbie teve uma prostituta suíça como modelo
Barbie Fashion, na Rihappy, por 29,99 (//Divulgação)
Ruth Handler tinha razões bastante práticas para prestar atenção nas brincadeiras de Bárbara e Kenneth. Além de mãe, era uma importante executiva da Mattel, fabricante de brinquedos que criara ao lado do marido e que começava a se destacar no mercado. Enquanto os brinquedos do menino diziam subliminarmente que ele poderia ser o que quisesse — caubói, bombeiro, médico e astronauta —, os da menina eram limitados a um único e repetitivo papel social: dona de casa! Ao observar a filha vestindo figuras femininas com roupinhas de papel, Ruth começou a se questionar sobre o porquê dessa obsessão por bonecas em forma de bebê.
— Por que não temos um único protótipo que possa representar a vida de uma mulher adulta?
Numa viagem de férias à Suíça, Ruth se deparou com uma boneca curvilínea de 30cm de altura que correspondia às suas expectativas criativas. É provável que não soubesse naquele primeiro momento que estava diante de um brinquedo, digamos, hardcore. A boneca de chamava Bild Lilli e era baseada numa personagem dos quadrinhos, uma garota muito descolada para os anos 1950 que corria atrás de homens bem-sucedidos e fazia sexo por dinheiro. Era costume pendurar a boneca com as pernas abertas nos postos de gasolina e nos salões de barbeiro. Quando um homem dava uma Lilli de presente a uma mulher, estava dizendo nas entrelinhas que, em vez de um relacionamento sério, estava à procura de sexo e nada mais.
Ruth revirou os olhos e levou várias dessas bonecas para os designers da Mattel. O principal deles, Jack Ryan, ex-projetista de metralhadoras e mísseis teleguiados (?!), remodelou o corpo de Lilli e trabalhou no desenvolvimento de um plástico que pudesse baratear o produto. Ninguém sabia na época, mas logo viria à tona que Jack era um doido viciado em sexo que construiu uma masmorra erótica no porão da própria casa. Como diz M. F. Lord, autora de Forever Barbie: the unauthorized biography of a real doll (Para sempre Barbie: a biografia não-autorizada de uma boneca de verdade, inédito no Brasil), Jack Ryan tinha razões muito particulares para fazer com que Barbie se parecesse com um dos seus utensílios sexuais.
Ruth batizou a boneca em homenagem à filha e apresentou os protótipos na Toy Fair, em Nova York, a maior feira da indústria americana de brinquedos. Sucesso instantâneo? Muito pelo contrário. Ali estava uma mulher tentando vender uma ideia de mulher num mercado dominado por homens que só conseguiam ver os seios pontudos da boneca. A opinião geral era que não pegaria bem uma coisa dessas nas mãos de uma criança. Ruth resolveu dar uma última cartada. Contratou os serviços do Dr. Ernest Dichter, psicólogo especializado em padrões de consumo e pesquisas de mercado, uma moda que o capitalismo americano importou diretamente de Viena e dos ensinamentos do Dr. Freud.
Quando o especialista chamou várias duplas de mães e filhas para manipular a nova boneca, Ruth descobriu escandalizada que as mulheres adultas também desconfiavam daquele maldito par de seios. Sentiam-se rivalizadas pelo objeto (sexual?), mas deixaram escapar uma série de atos falhos que não passou despercebida pelo Dr. Dichter. O pior pesadelo para uma mãe americana não era a vindoura revolução sexual, mas sim ter uma filha incapaz de arranjar um marido, já que maridos, naquela época, eram itens indispensáveis de sobrevivência. Assim, a única vantagem que viam na boneca era sua elegância, algo que poderia inspirar muitas meninas desajeitadas a entrarem na corrida do casamento, uma corrida que começaria em breve e que não premiava as segundas colocadas.
Com o parecer do Dr. Dichter e o protótipo melhorado de Jack Ryan, Ruth Handler finalmente convenceu o marido e os colegas a embarcarem no projeto. Até os homens foram capazes de entender que a coisa renderia se fosse para prosseguir na doutrina do casamento. Não é por acaso que o clímax do primeiro comercial de TV mostra a Barbie vestida de noiva. E com o cabelo repentinamente pintado de preto! O que será que o Dr. Dichter quis sugerir com isso?
Boa parte das informações acima estão em Brinquedos que marcam época, série documental que recentemente estreou na Netflix. Nos quatro episódios disponíveis, é possível ver como a indústria dos brinquedos reflete a ideologia de cada época, servindo como um instrumento pedagógico muitíssimo mais poderoso que o sermão do padre ou o ensinamento direto dos pais. Dos G.I. Joe que ressuscitaram na Era Reagan aos Mestres do Universo que reacenderam a imaginação dos meninos, das action figures de Star Wars às bonecas que remodelaram o imaginário das meninas da classe média norte-americana, os brinquedos são capazes de fundamentar preconceitos ou promover pequenas revoluções culturais. Tudo porque um brinquedo não é apenas um pedaço de plástico com rodinhas ou articulações, mas uma ferramenta que materializa o MITO em idades de grande absorção intelectual. Boba Fett, He-man, o Comandante Cobra e a Barbie merecem atenção. Por incrível que pareça, revelam muito do que somos individualmente e do que queremos da vida em sociedade. (Na Revista VEJA de ontem)
Um suposto pai de santo para “tirar uma macumba” de Temer
O presidente Michel Temer recebeu um passe de um pai de santo durante a convenção nacional extraordinária de seu partido, que perdeu o P e voltou a se chamar MDB nesta terça-feira. Ao subir no palco do evento, o babalorixá Roberval Uzêda passou folhas de guiné em torno do presidente para “tirar uma macumba” feita com o objetivo que Temer morresse. Enquanto recebia o passe, o presidente abria os braços. Em seu discurso, quando alguém ergueu um outro galho de folhas em direção ao púlpito, Temer agradeceu e disse que as energias o revitalizavam. “Jogaram pesado contra o presidente. O trabalho que foi feito contra o doutor Michel foi para ele morrer”, afirmou o babalorixá na saída da convenção.
Uzêda disse aos repórteres que ele havia sido contratado pelo próprio presidente e pela primeira-dama, Marcela Temer. O presidente da MDB e líder do Governo no Senado, Romero Jucá, negou qualquer vinculação do casal presidencial com o suposto pai de santo. Quando indagado sobre esse vínculo, Jucá girou um dedo ao redor da orelha, um sinal para dizer que alguém é doido.
O pai de santo também afirmou que a saúde de Temer está debilitada por causa de um vodu feito contra ele e que bonecos de macumba do presidente, de representantes da cúpula do PMDB e do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) foram encontrados recentemente. “Fizeram um trabalho de vodu contra o presidente Temer. Por isso que ele teve a doença”. Temer passou por ao menos três procedimentos cirúrgicos nos últimos meses. Fez duas cirurgias no canal urinário e uma angioplastia, esta para desobstruir artérias do coração.
Uzêda é uma figura frequente no meio político. Foi candidato derrotado a deputado estadual no Rio de Janeiro pelo Partido Progressista na eleição de 2014. Em março de 2015 ele conseguiu entrar no Palácio do Planalto e tentou entregar uma carta para a então presidenta Dilma Rousseff (PT). No documento, ele dizia para a mandatária se proteger de alguns políticos, como Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente da Câmara que deu início ao seu processo de impeachment. É comum encontrá-lo nos corredores da Câmara.
Michel Temer chegou a cancelar sua ida ao evento de seu partido. Desmobilizou toda a equipe de cerimonial e segurança, mas, de surpresa, apareceu no encontro, discursou por cerca de dez minutos, pousou par algumas fotos e foi embora. (No ELPais, de hoje)