segunda-feira, 3 de outubro de 2011

NOS PALCOS DA NOVA JERUSALÉM...


Enfim os suburbanos, a classe média e a juventude alienada de New York, San Francisco, Carolina do Norte etc, etc., começam a sentir os bolsos vazios e as tripas roncando. Enquanto quem pagava a conta eram os párias do resto do mundo e havia Hot Dog, Coca Cola, Milk Shake e pó para manter a obesidade e a tranquilidade do rebanho tudo parecia estar muito bem. Saciados, deixaram-se mutilar e enrabar em silêncio pela gerontocracia capitalista durante décadas. Agora, de uma hora para outra, frágeis e indefesos como gafanhotos querem incendiar os negócios de Walt Street e enforcar o Leviatã travestido que há naturalmente em cada banqueiro. De um momento para outro passaram a gritar os antigos slogans do desolado terceiro mundo e se tornaram parecidos aos indigentes da América Latina, aos domesticados sul americanos, aos asiáticos, aos africanos e a todas as demais ralés planetárias. Excelente! Mas talvez agora seja tarde. A velharada capitalista teve tempo demais para engendrar a seu favor um acervo de leis, um acumulo de bens e de poder, um judiciário, centenas de presídios e uma polícia mais do que eficientes. E é a essa cambada de tiranos que pagamos para morar, para comer, para trepar, para respirar, para nos embriagar, para brincar de dirigir e para navegar pelos redemoínhos da sutil e delatora internet. Uma frase enviesada, um pio a mais, um gesto além do permitido e pronto: enquadrado na Lei de Segurânça Nacional como anti social, desordeiro, impatriota, vagabundo ou, o mais grave: terrorista.

O Sistema Financeiro Internacional está ruindo? Balela. Trata-se apenas de um acerto de contas entre banqueiros e seus testas de ferro, isto é, os governos. E a Grécia não é o Bode Espiatório, como se diz, é mais bem o Bode Emissário. Que declare bancarrota? Melhor! Blefar os gregos sabem fazer muito bem. Quem é que não se lembra do Cavalo de Tróia? E não foram eles (com seus filósofos) que enfiaram guela abaixo do mundo a tal Democracia e a tal República? Portanto, é justo que agora seja competência também deles facilitar a ruína e o afundamento (se for o caso) de toda essa cloaca.

NOS PALCOS DA NOVA JERUSALÉM...


Enfim os suburbanos, a classe média e a juventude alienada de New York, San Francisco, Carolina do Norte etc, etc., começam a sentir os bolsos vazios e as tripas roncando. Enquanto quem pagava a conta eram os párias do resto do mundo e havia Hot Dog, Coca Cola, Milk Shake e pó para manter a obesidade e a tranquilidade do rebanho tudo parecia estar muito bem. Saciados, deixaram-se mutilar e enrabar em silêncio pela gerontocracia capitalista durante décadas. Agora, de uma hora para outra, frágeis e indefesos como gafanhotos querem incendiar os negócios de Walt Street e enforcar o Leviatã travestido que há naturalmente em cada banqueiro. De um momento para outro passaram a gritar os antigos slogans do desolado terceiro mundo e se tornaram parecidos aos indigentes da América Latina, aos domesticados sul americanos, aos asiáticos, aos africanos e a todas as demais ralés planetárias. Excelente! Mas talvez agora seja tarde. A velharada capitalista teve tempo demais para engendrar a seu favor um acervo de leis, um acumulo de bens e de poder, um judiciário, centenas de presídios e uma polícia mais do que eficientes. E é a essa cambada de tiranos que pagamos para morar, para comer, para trepar, para respirar, para nos embriagar, para brincar de dirigir e para navegar pelos redemoínhos da sutil e delatora internet. Uma frase enviesada, um pio a mais, um gesto além do permitido e pronto: enquadrado na Lei de Segurânça Nacional como anti social, desordeiro, impatriota, vagabundo ou, o mais grave: terrorista.

O Sistema Financeiro Internacional está ruindo? Balela. Trata-se apenas de um acerto de contas entre banqueiros e seus testas de ferro, isto é, os governos. E a Grécia não é o Bode Espiatório, como se diz, é mais bem o Bode Emissário. Que declare bancarrota? Melhor! Blefar os gregos sabem fazer muito bem. Quem é que não se lembra do Cavalo de Tróia? E não foram eles (com seus filósofos) que enfiaram guela abaixo do mundo a tal Democracia e a tal República? Portanto, é justo que agora seja competência também deles facilitar a ruína e o afundamento (se for o caso) de toda essa cloaca.

sábado, 1 de outubro de 2011

E o Rock IN RIO?



E o Rock IN RIO? Pouco de Rock e muito de rio! E que tal o show de “sensualidade” das senhoritas? Antes da internet e de todos os vídeos pornôs essa performance fajuta de sedução até que perturbava os poucos neurônios e os bagos das plateias, mas agora... Qualquer punheteiro sabe que a telinha doméstica oferece mais, muito mais, e que não adianta (para justificar os altos e suspeitos cachês) ficar rebolando, contraindo as nádegas, abrindo as pernas, gemendo e fingindo-se de messalina no palco...

Brasília amanheceu eufórica. Hoje não faltará assunto para as donas de casa, para os velhinhos que passam o dia jogando damas em baixo dos ipês, para os tagarelas taxistas e nem para os pavões do Festival de Cinema que como o bolero de Ravel é sempre chato e sempre a mesma coisa: um advogado e professor universitário assassinou sua aluna e amante. Deu-lhe três tiros e, num gesto quase religioso, foi entregar o corpo morto à polícia. Crime bárbaro? Não, crime pós-moderno. São os tais crimes de amor. Para os de desamor não haveria estatísticas suficientes. Para onde vai a “alma” do morto?, perguntaram a Buda enquanto ele vagabundeava pelas estradas enlameadas e cheias de leprosos da Índia. Para o mesmo lugar que vai a chama de uma vela quando ela acaba - respondeu. Seria uma forma delicada do senhor Gautama de referir-se ao nada e ao beleléu?

E o Rock IN RIO?



E o Rock IN RIO? Pouco de Rock e muito de rio! E que tal o show de “sensualidade” das senhoritas? Antes da internet e de todos os vídeos pornôs essa performance fajuta de sedução até que perturbava os poucos neurônios e os bagos das plateias, mas agora... Qualquer punheteiro sabe que a telinha doméstica oferece mais, muito mais, e que não adianta (para justificar os altos e suspeitos cachês) ficar rebolando, contraindo as nádegas, abrindo as pernas, gemendo e fingindo-se de messalina no palco...

Brasília amanheceu eufórica. Hoje não faltará assunto para as donas de casa, para os velhinhos que passam o dia jogando damas em baixo dos ipês, para os tagarelas taxistas e nem para os pavões do Festival de Cinema que como o bolero de Ravel é sempre chato e sempre a mesma coisa: um advogado e professor universitário assassinou sua aluna e amante. Deu-lhe três tiros e, num gesto quase religioso, foi entregar o corpo morto à polícia. Crime bárbaro? Não, crime pós-moderno. São os tais crimes de amor. Para os de desamor não haveria estatísticas suficientes. Para onde vai a “alma” do morto?, perguntaram a Buda enquanto ele vagabundeava pelas estradas enlameadas e cheias de leprosos da Índia. Para o mesmo lugar que vai a chama de uma vela quando ela acaba - respondeu. Seria uma forma delicada do senhor Gautama de referir-se ao nada e ao beleléu?