"Anjo - Fase inicial da megera".
George Auriol
E os shows foram, como já se previa: melancólicos!
Melancólicos e inacreditáveis!
Apesar de que, o populacho sempre comparece... Com suas emoções descompensadas, com suas camisetas, bandeiras e slogans de cores diferentes, mas comparece...
Como é possível que esse círculo vicioso, esse tabuleiro de puzzle e essa pet continue sendo jogada?
Segurança...
Saúde...
Educação...
Trabalho e moradia...
Sempre & sempre a mesma pobreza e a mesma filosofia da miséria!
Não nego que há uma novidade: Agora, praticamente todos, resolveram bater na tecla da soberania... Soberania! Soberania para todos! Sim, mas isso já se ouve há, pelo menos, uns quinhentos anos. Desde quando os portugueses e os espanhóis lançavam por aí, seus ferozes cachorros sobre os povos nativos... A propósito, como seria possível "dar soberania a alguém?"
Nada revolucionário! Nada transcendente! Nada fora dessa cartilha de hipocrisias, de subdesenvolvimento e de transações endogâmicas...! Só a pobreza mental falando da pobreza física e gerando mais pobreza!
O Mendigo K, ali nas escadas rolantes da rodoviária (interditadas há uns 50 anos), discursava: Qualquer candidato que omita o problema do saneamento básico e das estradas de ferro, é um canalha! Sem saneamento básico e sem estradas de ferro qualquer tipo de soberania é inútil e impossível.
Queremos saneamento básico!
Queremos estradas de ferro!
E mais: todas as garantias de que, a partir de agora, o Estado passará a incluir na cesta básica, mensal, prioritariamente para os que passarem dos setenta, meia dúzia de baseados...
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