"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

E o Senhor?, continuaria dormindo... ou rindo???


Se um "ser" de outro planeta, de outra galáxia, de outra constelação ou de qualquer outro lugar do universo, pousasse na terra nestes dias e prestasse atenção ao que está acontecendo no Vaticano, não teria dúvidas de que havia aterrissado numa colônia manicomial ou, no mínimo, num pátio parecido ao do antigo hospício de Barbacena.
Que linguajar volátil e sem sentido! Estão falando de quê, de quem e para quem, afinal, aqueles homens vestidos de mulheres e com os tapa-carecas de judeus? Seria um simpósio geriátrico ou um conclave de dementes?

"Deus estava dormindo!"; "Deus estava naquela barca!"; estarei próximo em oração!, sejam plenamente dóceis à ação do Espírito Santo!, a igreja é um corpo vivo!, a igreja está no mundo apesar de não ser do mundo!, cumpriu-se o tempo de Deus!, o advento de novos céus e de novas terras!!!........”

-      O quê é isso? Quê loucura é essa? De onde provem esse palavreado e essa linguagem de bêbados? Onde está a fronteira entre a razão e o balbuciar delirante? Entre o Verbo e a verborragia? Qual a importância desse museu de metáforas? Desse exagero de esoterismos? Dessa cascata de signos metafísicos?... Dessa espécie de poesia transfigurada??? 
Ah., quantos séculos devem ter sido necessários para tornar a plebe cega, insensível e indiferente ao ridículo!!! Quanto tempo e sofismas devem ter sido usados para transformar o mundo nesta espécie de aldeia refratária às idéias e à dignidade! Ou, será que, como diria Elias Canetti: está se combatendo a dissimulação do inimigo com a própria dissimulação?
Enfim..., todo mundo sabe que a questão é física e não metafísica... e que é por de baixo das batinas de seda e por dentro das cuecas desses cínicos que está a única e verdadeira razão de todo esse lero-lero e de todo esse escarcéu... Só que os beatos e as beatas fingem que não sabem...

Vargas Vila, que viveu alguns anos próximo àquele museu de horrores, escreveu: “A virtude cristã é uma virtude de escravos. O cristianismo que prostituiu todas as artes, não conseguiu criar nenhuma. Toda a estatuária cristã não produziu uma Vênus de Milo e nem sequer uma Vitória de Samotracia. Toda a pintura cristã, desde Rafael até Puvis de Chavannes, não serve senão para fazer a humanidade sentir a ausência insubstituível de Fidias e de Polignoto. Os escravos e os monges que fundaram essa religião de escravos e de mendigos não se conformaram com ignorar a arte, senão que a castraram. E fazendo de Apolo, um Orígines miserável, e dedicando-se a contrafazer artistas, povoaram de eunucos as galerias de seus museus e o coro da Capela Sixtina. E o mundo, mergulhado no desastre, ante o naufrágio da beleza, espera. Espera o quê? A morte de Roma e a ressurreição de Atenas...”

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