"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A MALETA DE 1 MILHÃO DE REAIS...


E a maleta de 1 milhão de reais que o Ministério da Justiça está emprestando aos estados para detectar celulares em presídios!!?
Um milhão de reais!? Quem seria o astuto fabricante dessa engenhoca? Ainda estará solto? Se amanhã cada estado comprar uma, serão mais 27 milhões!!! Mas o japonês aqui da esquina me garantiu que com duas pilhas e meio metro de fios produz algo com a mesma eficiência e por 18 reais!!!
Maleta rastreadora de celulares de presos!!! Até nisso somos esotéricos! Será que uma sessão de espiritismo com os carcereiros não surtiria o mesmo efeito?... Ou então a conhecida oração ao Grande Santo Antônio: apóstolo cheio de bondade, que recebestes de Deus o poder especial de fazer achar as coisas perdidas, socorrei-me neste momento para que, por vosso auxílio, encontre os celulares que procuro. 
Também pode funcionar esta outra simpatia: pegue uma toalha, dê três nós e em seguida diga: amarro o rabo da macaca, e enquanto não achar os celulares que procuro, não desamarro o rabo. Tenha paciência que tudo dará certo...

E aí, alguma luz ínfima na obscuridade? 
Com as prisões e com os bandidos acontece mais ou menos a mesma coisa que com os manicômios e com os loucos: é sempre do lado de fora dos muros que estão os casos mais complexos e mais graves... E depois, ainda nos damos o luxo de seguir fazendo piadinhas depreciativas com os lusitanos...  
E  essa espécie de magnetismo animal lembra aqueles feiticeiros de aldeias que eram chamados pela comunidade para detectar o local mais próprio para se perfurar um poço: descalços, sem chapéu e de olhos fechados, com a aura típica dos profetas da salvação, aqueles lunáticos caminhavam de lá para cá por uma meia hora, tateando a terra, com uma forquilha de pessegueiro vergada entre os dedos e os lábios simulando alguma prece... No momento em que as mãos fatigadas do visionário começassem a tremer, pronto,!, era ali o local exato da nascente... 
Se estivesse a dois ou a cem metros de profundidade.., bom, isto era outro papo... E caso não se encontrasse água alguma, também dava no mesmo, já que tudo seria novamente debitado na contabilidade do acaso...

Um comentário:

  1. kkkkkkkkk!!!! Destaco: "Com as prisões e com os bandidos acontece mais ou menos a mesma coisa que com os manicômios e com os loucos: é sempre do lado de fora dos muros que estão os casos mais complexos e mais graves...". Adorei!!!

    ResponderExcluir