"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

PRONTO PARA O "REBOLEICHOM"?


E o rebolation? O rebolado? O reboleichom? Anatomia da picaretagem! Parece mais uma prova de que o projeto demiurgo de ir transformando-nos cada vez mais soturnos, desgraçados e piores está dando certo. É no mínimo estranha a coreografia dominante das últimas décadas de ir rebolando, rebolando, abrindo os esfíncteres e se agachando sobre o gargalo de uma garrafa. Coprofagia! Que porra é essa, mon frére? E eis que a cloaca arrombada se torna status ou até mesmo a essência
da humanidade! Póvera gente!!!
As cuícas e os tamborins já estão aquecidos.
O governador continua em cana, Lula declara que o Brasil é o que tem melhores condições para encontrar o Ponto G. Mas tudo é carnaval!!! E lá nave vá! – igualmente arrombada –.
Foi através do livro de James Geary que conheci a obra do lituano Samuel Hoffenstein. Nela nos deparamos com
aforismos tão oportunos como estes:

 

1. O poder nunca cumpre um mandato breve demais.

2. Onde há amos voluntários, há escravos voluntários.

3. Onde há homens em massa, há túmulos em massa.

4. Os bebês não têm cabelo; a cabeça dos velhos é igualmente lisa, entre o berço e o túmulo há um corte de cabelo e um barbear.

5. Não tema o átomo em fissão: o berço será mais esperto que o carro fúnebre; o homem nesta terra tem uma missão: sobreviver e continuar piorando.

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