"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

E na outra semana o Demiurgo teria voltado a dizer:


E te obrigarei a viver sob um regime e sob uma forma de governo que te pisoteará, que te humilhará, que te estrangulará ou que te aleijará para sempre. Passarás séculos rodopiando em seu interior e ao seu redor acreditando e jurando ser a forma mais justa e adequada de administrar o mundo, sempre mentindo, roubando, discursando, desviando fundos por debaixo dos panos, prevaricando, fazendo campanha, comprando ou vendendo votos entre a ralé, idolatrando bandeiras, selos, ícones, cidades, hinos, autoridades, leis etc. E te cumpliciarás com as seitas, com os exércitos, com todos os tipos de larápios e até mesmo com os professores, mas especialmente com uma categoria: a dos advogados. O terno e a gravata serão as senhas de teu bando, a marca patética e cômica de tua canalhice.

Ezio Flavio Bazzo

3 comentários:

  1. Este criador do mundo inferior não descansa, não? Ele bem que poderia nos dar uma trégua para recuperarmos uma parte de nossas esperanças.

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  2. na natureza existe alguma linha exatamente reta, um círculo perfeito, ou uma ínfima medida absoluta de grandeza...? as coisas têm identidade, igualdade ou mesmo uma correspondência no pensamento...? quantos mundos ainda se sustentam, um do lado do outro, enquanto não assumimos que tudo isso não passa de delírio humano? o mundo da educação, da religião, do governo, das celebridades, do fast-food cultural ainda estão de pé? pois bem, quanta dinamite e oradores-bombas ainda temos contra o orgulho e a arrogância humana? ô deuszinho safado. vaso ruim não quebra mesmo.

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  3. Sem dúvida alguma os advogados engravatados formam o pilar mestre dessa sociedade trapaceira e hipócrita em que vivemos. Essa conversa fiada de que advogados defendem o ideal de justiça, como pregava Von Ihering em seu "A Luta pelo Direito", é tão utópico e patético quanto a tese do Bom Selvagem de Rousseau.
    Os advogados são como hienas, sempre à espereita, esperando as sobras de uma carniça. Advogados são os "empresários da discórdia"; vivem de contendas, riem-se da cizânia, da intriga, lucram com a inflação das leis, dos regulamentos, respiram burocracias, cartorialismos, alimentam-se de papéis, carimbos, se refastelam no inchaço do Estado, vampirizam a máquina estatal, com sua opressão, com o crime e a traição.

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