terça-feira, 8 de setembro de 2026

7 de setembro... Desfiles & CAMPANHAs ELEITORAIS...



"Presume-se geralmente que o primeiro dever do soldado seja morrer pela pátria. Mas não é assim. O primeiro dever do soldado é fazer que o soldado inimigo morra pela dele..."

David Goldberg 


Os espetáculos de ontem foram novamente melancólicos:

Lá em São Paulo, nos arredores do MASP, um dos muitos candidatos, apontando para "os céus", promete ao rebanho que, se vencer, o Brasil será soberano. Tudo bem, mas citando a Bíblia, o Antigo Testamento e com bandeiras de Israel e bonecos do Trump sendo cultuados e agitados pelas massas? A que tipo de soberania estava se referindo o candidato?

Aqui em Brasília, ali na Esplanada dos Ministérios, outro candidato também menciona a soberania e, também olhando para "os céus" (com um pouco menos de convicção, é verdade), promete ao rebanho que, se reeleito, ninguém meterá o bico em nossas riquezas minerais e que o Brasil jamais será colônia de ninguém. Tudo bem. Tudo bem excelência, mas com essas sucatas de tanques, (ainda dos tempos da guerra com o Paraguay) desfilando pelo meio de uma multidão aloprada? Como defender-se? Cadê os mísseis e os drones? Onde estão os assessores persas?

Em síntese: nos dois bandos um discurso ilusório e vazio que não nos remete nem ao fascismo (como querem uns) e nem ao socialismo (como querem outros), mas sim ao teocratismo e ao milenarismo... 

Um horror de atrazo! Um lero lero patético, sub-urbano, litúrgico e hipnótico que, irônica e paradoxalmente, só descortina a melancolia de um porvir Sem soberania e Sem defesa... Um porvir ainda fantasmagórico de vaqueiros e de colonos exportadores de vacas e de soja para aplacar a perversa voracidade do império... Caralho!












segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Para começar bem o dia da INDEPENDÊNCA...






"... A educação é essencialmente um meio de arruinar as exceções em favor da regra. A padronização não apenas uniformiza conteúdo, mas uniformiza pessoas. Uma pessoa uniformizada aprendeu a não incomodar o sistema com a estranheza de sua singularidade. Aprendeu que caber é mais seguro que questionar. Aprendeu que a aceitação externa vale mais do que a certeza interna. E, o mais perturbador, é que a escola faz isso com boa intenção..."

























domingo, 6 de setembro de 2026

O preconceito religioso com as gargalhadas dos ministros... La vita è davvero buffa e meravigliosa!



 

A cidade ainda não se recuperou da fúria impotente que experimentou ao assistir cinco dos juízes da Suprema Corte rindo às gargalhadas e com um certo sarcasmo, depois do conflito que tiveram com um colega, por este ter tornado públicas as informações da Polícia Federal, sobre prevaricação/corrupção no referido órgão.

Se estão fazendo isso com um colega, - se ouve dizer por todos os lados -imaginem de que foram capazes quando decretaram a prisão dos 800 mil condenados que atualmente apodrecem atrás das grades por aí, nas nossas penitenciarias... (a propósito, muitos deles ainda sem um julgamento devido). Mas, não sejamos infantis: apesar da intriga, da bizarrice e do escândalo patético na Suprema Corte, a reação e o espanto da sociedade com as imagens dos ministros gargalhando, é beata, essencialmente moralista e religiosa, já que, todo mundo sabe, que há no mundo um preconceito bem antigo contra o riso... Ou não? Quem é que não lembra que na Alta Idade Média, os padres, com o argumento de que Cristo nunca havia dado uma risada, diabolizaram, reprimiram e baniram o riso dos templos e dos mosteiros? E que, naqueles tempos demenciais, ouve até uma guerra do riso entre cristãos e pagãos? E que, na melhor das hipóteses, alguns, poderiam até rir sozinhos, mas só se estivessem no deserto? Aliás, tente sair rindo por aí para ver o que te acontece! Se os padres não te acusam de ser o AntiCristo, e os psiquiatras ou os bombeiros não te mandam internar num manicômio. Onde, as sóbrias enfermeirazinhas logo depois de consultarem o CID 10, anotarão em teu prontuário: riso exagerado e sem causa aparente! E, pior: diz não professar nenhuma fé... 

Ah! e tudo pelo clic daquele fotógrafo e por aquela brecha entre uma cortina e outra!!! Apesar do moralismo vigente e do instinto sanguinário, o caso dos ministros é banal. Com todas as histórias e estórias que ouvem... se não gargalhassem, seriam carcereiros ainda mais perigosos... E depois, qual é o problema gargalhar? Quando, segundo o papiro de Leyde (século III), até o universo teria nascido de uma enorme gargalhada... Além do que, os próprios ministros sabem que como dizia J. Lederer: "aqueles risos não têm graça, são acanhados, miseráveis, são soluços invertidos, o resíduo dessecado das lágrimas que não mais conseguis derramar..." E depois, em momentos como estes, é  sempre importante lembrar também, do famoso e grande riso de Demócrito. "Não seria uma resposta apropriada? Se verdadeiramente nada tem sentido, o escárnio não sereia a única atitude razoável? O riso não é o único meio de nos fazer suportar a existência, a partir do momento em que nenhuma explicação parece convincente? O humor não é o valor supremo que permite aceitar sem compreender, agir sem desconfiar, assumir tudo sem levar nada a sério???" Portanto, viva a gargalhada, o escárnio, a sacanagem e o sarcasmo dos ministros, pois ela, seja pela razão que for, tem em si algo até de revolucionário: seja contra os padres da Alta Idade Média; contra Cristo que, mesmo tendo mil razões para gargalhar, nunca se atreveu a tanto; seja contra um colega ou, até mesmo contra si mesmos, quando, olhando para fora da janela, além da estátua de Têmis (a conselheira de Zeus e deusa da justiça) e o espectro dos 200 milhões de babacas, veem também a placa, direcionada para eles e indicando: STJ (SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA...)  Como conter-se? Nós também, como os ilustres Ministros, um belo dia, haveremos de gargalhar, e com todas nossas forças, de tudo isso!

 

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EM TEMPO: Leitura + do que necessária: História do riso e do escárnio (Georges Minois)

 









sábado, 5 de setembro de 2026

Os candidatos e as seis obras que eles nunca mencionam...





"Para ter certeza de estar publicando uma notícia inédita, basta inventá-la"

(Pitigrilli)






Nesses dias patéticos e monótonos, com todos esses discursos patéticos e monótonos de 'candidatos' (envenenando os meios de comunicação), gente que não sabe cozinhar um ovo e nem trocar uma lâmpada em casa prometendo que irá sanear o país, investir na educação, na saúde, no transporte, na 'segurança pública', nas condições republicanas de trabalho, controlar a quantidade de inseticida nos alimentos e de hormônio nos frangos e parar de exportar soja para os porcos gringos e asiáticos; obrigar as bibliotecas a funcionarem 24 horas por dia; zelar pelo uso de sabão e pela qualidade das águas que bebemos, bem como pela higiene dos cozinheiros e dos garçons, etc, etc, etc, e vigiar a manutenção dos aviões, bem como o abuso e o roubo descarado nas passagens... Que vão enxugar a quantidade patética de religiões e considerá-las como fake news; que vão exigir da polícia e de seus membros que sejam todos diplomados em antropologia e que falem, pelo menos, 4 idiomas; que os motéis sejam extensões das universidades e gratuitos para os alunos que mantiverem sua média sempre abaixo de 7 etc, etc, etc... ouvi o Mendigo K que demonstrava a um de seus colegas, por quê seria até escatológico, votar:

É indecente - dizia - votar num sujeito que, pelo que fala, não deve conhecer, minimamente, as seis obras que foram e que são fundamentais para nosso dia-a-dia e que significaram golpes fatais para a prepotência da espécie:

1. Copérnico, que elucidou que o sol é o centro do sistema planetário, e não a terra... 

2. Marx, que demonstrou que a exploração econômica é o principal cancro que corrói a vida das sociedade...E que os homens fazem sua própria história, mas não sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, ligadas e transmitidas pelo passado... 

3. Proudhon, que salientou que a propriedade é um roubo...

4. Darwin que deixou claro que não somos mais do que macacos caídos das árvores...

5. Freud, que aclarou que somos movidos mais pelo inconsciente do que pela razão... e

6. Thomas Hobbes que plagiando a um velho romano popularizou o provérbio de que o Homem é o lobo do homem...

E, retirando-se do boteco onde fazia esse discurso transcendente e onde todos o ouviam com muita atenção, concluiu: Mon semblable et mon frère, se você não tem nada disso na tua estante e se não tens nem ideia do que se trata... sinto muito, mas terás que passar o resto de tua existência sem entender nada, sentindo-se incompreendido, cacarejando e agitando inutilmente no ar tuas correntes...













quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Da corrupção... De ontem e de hoje... E dos protagonistas, sempre de mãos dadas...


Parafraseando a Walter Benjamim:"Os proprietários da indústria da política e do Estado entendem muito bem que é mais fácil garimpar o ouro dos cofres e dos bolsos dos homens do que dos rios..."



Sempre que se descortina uma nova história de corrupção, (e é uma atrás da outra...) os fodidos, os excluídos e os pobres mortais se agitam, se desesperam, perdem o sono, o ânimo e o interesse pelo viver e já nem querem mais levantar-se às cinco da manhã para irem em busca do pão de cada dia e do sustento. Ah! O sustento! E, o mais curioso, é que passam a vida inteira discutindo entre si e se perguntando, - se referindo aos corruptos -: Para que querem tanto dinheiro? 

E ninguém lhes dá uma resposta plausível e muito menos uma explicação razoável, para essa, como diria Nietzsche, Vontade de desonestidade. Por quê? Ora, porque no meio do lodaçal onde vivem, acostumados ao básico do básico, apenas para sobreviver, no máximo, com umas batatas fritas, não é possível imaginar e muito menos entender o luxo e o alucínio que há por detrás das soberbas barricadas onde se agitam os grandes larápios e donos do mundo. Barreiras que só são transponíveis através do dinheiro e, por conseguinte, da corrupção. (ou você aí, coroinha jubilado, acredita que é possível acumular algum tipo de riqueza sem ser través da corrupção?)

E passam a vida inteira inventando moralismos, rezando, lançando maldições contra esses grandes ladrões... e invocando a Deus ou a Lênin, eles que, cada um a sua maneira, prometeu-lhes que, um dia, (se fossem bonzinhos e pacientes), todos poderiam vir a mijar em urinóis de ouro e até ao som de Chéri Chéri Lady... (e, o pior: não é difícil perceber a paradoxal e melancólica identificação deles com os tais ladrões...)

Penso em Lohenstein: [...Sim, quando o Altíssimo vier colher do cemitério da igreja,/ Eu, uma caveira, tornar-me-ei um rosto angelical].

E eles, que nunca resistiram e que não resistem a uma maleta repleta de euros, fazem discursos indignados, beatos e subversivos nas praças, nos parlamentos e nas igrejas denunciando e associando a fome do planeta, a diarréia e a mortandade das crianças, à corrupção.... Também ao horror das populações destroçadas em acampamentos de refugiados; também aos milhões de aposentados tropeçando por aí alucinados para sobreviver, aos favelões que sobem pelas colinas do mundo inteiro, aos tiroteios que devastam as comunidades famintas, aos trilhões de escravos contemporâneos que sustentam todas as rapinas e luxúrias dos patrões, à proibição de comprar as blusinhas chinesas de 10 dólares, à fila para comprar ossos etc, etc, etc.... Mas toda essa choradeira é inútil... Não responde e não explica a pergunta fundamental e quase metafísica: para que os corruptos querem tanto dinheiro?

Talvez agora, com a IA, encontrem uma (pelo menos uma) das várias explicações para sua inquietação: Os corruptos de ontem e os de hoje, sempre de mãos dadas (explica-lhes a I.A), querem mais e mais dinheiro porque 1. a condição humana é deveras miserável e 2. porque, em Paris, existe uma coisa chamada Hotel Ritz, e em Milão, outra coisa chamada Hotel Bulgari. E, em Monaco, aquelas manhãs inesquecíveis e primaveris... 

https://www.youtube.com/shorts/1WvnI5_Iwgc

https://www.youtube.com/shorts/RdM_LzXZSp0