sábado, 31 de janeiro de 2026
A santa que chorava lágrimas de sangue, era pura farsa...
VOCÊ, como bom animista, bobalhão incurável e esotérico profissional, talvez até tenha ido em peregrinação, acendido velas e mandado pix para a trapaceira que lá na cidadezinha de Trevignano (não muito distante do Vaticano), inventou a balela da Santa que, de vez em quando, chorava lágrimas de sangue.
Alguns poucos escépticos até suspeitavam de que tudo não passava de uma farsa ilusionista e houve até quem levantou a hipótese de que se tratasse de um truque com tinta ou até com sangue de porco. Mas..., com medo de passar queimando no inferno, por toda a eternidade, seguiram fingindo e fazendo o jogo do embuste durante mais de uma década.
Nestes dias, finalmente, + ou - envergonhados, os doutores da Universidade de Roma, depois de uma singela investigação, desmascararam a trapaça e deixaram claro que não se tratava de choro, nem de lágrimas, nem de tinta, nem de sangue de porco, e muito menos de sangue da estátua de gesso... E que, na verdade, tratava-se de sangue da própria farsante, a vidente que havia inventado aquele teatro.
Agora, que tudo desmoronou, a igreja, também + ou - envergonhada por ter acobertado aquele fiasco e aquela bobagem neurótica durante tanto tempo, está (querendo tirar o cu da reta) proibindo qualquer tipo de peregrinações, rezas, visitas, e mentiras sobre milagres e etc, a respeito de Trevignano... Que miséria!
VIVA A UNIVERSIDADE DE ROMA!
Mas.., e agora, quem é que vai devolver os milhares de PIX enviados pelos beatos e pelos tolos à tal vidente e prestidigitadora???
Nós sabíamos que a ideia do psiquiatra Franco Basaglia de esvaziar os hospícios italianos e mandar os loucos para casa iria dar nisso... ma ormai (fratello mio), è davvero troppo tardi... (ver: a Instituição negada).
E o IBGE registra o aumento da escravidão...
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Putin, poeta! Sous le ciel de Paris...
Mc Bey
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Rajneesh, Trump e a deportação...
"O meu tempo é sempre agora. O mundo fica para trás. Estou nas nuvens. É perigoso mas não tenha medo, estou acordado. Não seja covarde, esse é o único obstáculo para conhecer a verdade. É necessário ousar para conhecer; é preciso entrar no perigo..."
- Nesta quinta-feira de janeiro a velhinha armênia parecia mais feliz do que todos os outros dias juntos. Até o mercado parecia ter mais luz. Estava sem o lenço de seda na cabeça, mas vestia um blusão laranja e levava ao pescoço aquele colar de contas com um medalhão e a foto do mestre que os discípulos de Bhagwan Shree Rajneesh (os chamados (sannyasins), usavam. Fiquei surpreso! Caralho! Que velha além de seu tempo... E lembrei que nos anos 80, todo mundo viu, Brasília era, depois de Poona e Bombaim, (na India), talvez o maior Ashram daquele genial guru indiano... Ali, junto à prateleira da bardana, ela ia falando, visivelmente emocionada, daquele período em que acompanhou aquele místico revolucionário pela Índia e por Oregon, nos Estados Unidos, que, segundo ela, era um verdadeiro sol que encorajava a flor a abrir-se
- Expulso da Índia, onde recebia até mais de vinte mil discípulos por ano - foi historiando - em 1981, mudou seu Ashram para o Oregon, nos EEUU, até que o ICE da época o deportou. Sem conseguir estabelecer-se em nenhum outro país (por pressão dos USA), voltou para Poona, onde permaneceu até morrer e onde foi incinerado numa fogueira por seus milhares de acólitos e discípulos de todo o mundo.
No meio de seu relato, ia intercalando trechos da obra genial de seu guru, aquele que - dizia - havia sido iluminado ainda com vinte anos, em uma experiência mística, sentado sob uma árvore no Jardim Bhanvartal, em Jabalpur...
Enquanto falava, ia me olhando profundamente nos olhos, apalpando seu colar de contas com a mão direita, e com a inconfundível fé de um sannyasin... E, antes de retirar-se me assegurou: Bazzo, lembre-se: está é a primavera chuvosa mais bela de todas as primaveras! (Primavera? Mas estamos em janeiro!). Com um certo cinismo tirou da bolsa e me presenteou com este pequeno livreto de seu mestre...
Minha quinta-feira estava ganha...






