Acreditem: é a função que cria o órgão!
Aqui na capital da República, nesta quinta-feira, não se fala em outra coisa a não ser no MESSIAS. Não no Messias que está preso e nem no Messias palestino que, (segundo a velhinha armênia), há uns dois mil anos, foi torturado, humilhado e crucificado pelo Império Romano, lá no Horto das Oliveiras. Me refiro ao Messias que pretendia ocupar uma vaga na SUPREMA CORTE, mas que foi rejeitado pelos ilustres senadores.
O que teria acontecido?
E por que esse bafafá todo?
Qual é a lógica dessa pantomima? A turma das rádios, das televisões e dos jornais escritos, não falam em outra coisa. É Messias pra cá e Messias pra lá! Como se se tratasse de um evento transcendente. Mas não aconteceu nada. Agora mesmo, aqui no restaurante onde escrevo, em menos de meia hora já passaram por entre as mesas, uns cinco mendigos, um mais desgraçado do que o outro. O que essa tal Suprema Corte poderia fazer por eles, que não fez por seus bisavós, avós, pais e parentes?
Todos em estado lastimável, em farrapos e com mau cheiro.
Um, trazia uma criança no colo e três de arrasto, que o seguiam. Um prato de comida! Uma moeda! Dinheiro para comprar leite, pelo amor de Deus!
Outro, de uns cinquenta anos, completamente descarnado, falando sozinho e com uma capa de plástico amarela sobre os ombros. Nem pedia nada, só estendia a mão, parecida a uma garra de crocodilo.
Depois passou outro. Só ossos e parecia embriagado, mas não estava.
Até um com os olhos de um azul intenso, como se tivesse pertencido ao Terceiro Reich.
Depois outro, este, com os olhos injetados de fúria, dizendo que estava em 'liberdade condicional' e que tinha família para criar e alimentar.
Depois uma moça de uns 30 anos, com sinais evidentes de psicopatia e de estar medicada. Não pronunciava nenhuma palavra, só estendia a mão, às vezes uma e às vezes as duas aos clientes, enquanto emitia um resmungo.
E, por fim, uma velhinha esquelética e simpática conhecida por todos e que sempre leva atrás de si meia dúzia de guapecas.
Os garçons se agitavam, mas, como o restaurante ocupa de forma irregular uma área pública, reprimiam seus instintos mais primitivos.
Nenhum pio sobre o Master, nem sobre os Messias. Nem o do Calvário, nem o da Papuda e nem o candidato à SUPREMA CORTE...
Era a Idade Média! O horror de uma civilização narcisista e despirocada, cuja única preocupação não vai além das próprias tripas...

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ResponderExcluirEsqueçamos o Messias e foquemos no Ferreiro!
ResponderExcluirSe ao menos trepacemos mais! E aqui enfatizo às mulheres se permitirem um boa tarde ou boa noite( ja repararam que nessa cidadezinha bsb essa saudaçao é quase vista como ofensa!!? Os idiotas raramente à respondem...impressionante o CAGAÇO do tal brasiliense...e oh que nasci aqui nesse curral, enfim) e depois abrirem 1/2 grau suas pernas e descobrirem que ainda vale a pena viver.
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