[...Che i dodici dei, oltre a Diana e a Giove, i migliori e i più grandi, maledicano chiunque osi

quinta-feira, 8 de março de 2018

MARCHA DAS MULHERES...

Não foram muito pontuais, mas as 18 horas O Terreiro do Paço já contava com uma centena delas, inconfundíveis, com cartazes, bandeiras, megafones, flores, tatuagens, apitos, tambores e gritos. Muitos gritos. Afinal, hoje é dia das mulheres. E dia da grande marcha internacional. O enfoque foi bem mais social do que genital e de gênero. Acusavam a justiça de ser misógina, machista, fascista e etc. Denunciavam a violência e reivindicavam casa, trabalho e igualdade  de direitos. Não se falou, pelo menos em voz alta, em empoderamento. Talvez tenham, finalmente, compreendido que essa história de 'empoderamento' é uma idiotice na qual os homens vieram babacamente investindo durante dois mil anos até dar na merda que todos conhecemos...  E que a grande jogada delas, deve ser exatamente o contrário, isto é: lutar pelo desempoderamento!  (já que o poder prostitui e é sempre psicopatológico!)
Conforme ia anoitecendo ia aumentando o vento gelado que chegava do Tejo... Confesso que foi até emocionante ver, bem no inicio da passeata, uma menina de uns 17 anos, extremamente afetuosa e delicada  com o signo feminista pintado com batom, no rosto e gritando num megafone: SOMOS FEMINISTAS E VAMOS MUDAR O MUNDO!
Virei minha câmera em sua direção e ela repetiu, num tom ainda mais alto e provocativo: SOMOS FEMINISTAS E VAMOS MUDAR O MUNDO!!!
Movido por sentimentos iguais aos de meu cachorro senti vontade de pega-la no colo... Mas... quanto à sua fala, eu, que venho ouvindo esse grito há pelo menos uns 60 anos aí pela América Latina, tive dificuldade para acreditar. A policia estava por lá, mas fingindo indiferença. Seguiram fazendo barulho, muito barulho, até um prédio da justiça. Nas janelas as donas de casa espiavam com um sentimento ambíguo. Depois caminharam por mais uma meia hora até se reunirem na Praça do Rossio onde ficaram um bom tempo compartilhando o microfone. Falaram espanholas, italianas, portuguesas, uma alemã e até uma brasileira. E todas concluíam suas falas afirmando em bom tom: não somos nem submissas e nem passivas!!! 
O mais curioso é que sem se darem conta, se aglomeraram ao redor e quase aos pés de um monumento que há no centro da Praça, em homenagem a D. Pedro IV e que esse monumento (ver foto abaixo) tem o formato quase descarado de um grande falo... 
Não dá para fugir: Freud, o pai e o inconsciente estão sempre presentes...
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Obs: Foi uma pena não estarem presentes as moças  ucranianas do  grupo FEMEN
















2 comentários:

  1. BAZZO, Adivinho por trás dessas carinhas quase infantis que simulam cólera e soberania enquanto gritam sem muita convicção: NÃO É NÃO! um único problema: o pudor e o desconforto em abrir as pernas.
    Ora!, só que neste caso, trata-se de um problema existencial e já que como são praticamente todas "irmãs em Cristo", ao invés de destilarem esse ódio contra nós, pobres bobalhões, deveriam queixar-se ao CRIADOR. Saber com ele por quê a xota não foi instalada em outro lugar? Num lugar, digamos, mais acessível como os ombros ou o umbigo, por exemplo. Talvez até nem precisem ir tão longe, o próprio DARWIN, que dedicou sua vida às tartarugas de Galápagos poderia esclarecer-lhes o assunto...

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  2. Bazzo, aí em Portugal foi bem melhor que aqui. Esse dia da mulher equivale ao dia da criança. E o dia do homem? Afinal a diferença não seria apenas o orgão de reprodução? Estamos de saco cheio desta história. Dia da mulher... que porra é essa? Teríamos que ter Dia do Homem também. Afinal existem homens ma-ra-vi=lho-sos!

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