"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

E já que falei de cemitérios...


"Arrête: c'est ici l'empire de la mort!"
(numa catacumba de Paris)






4 comentários:

  1. Se por um lado as regras da sedução, da elegância, da higiene sugerem o ocultamento de nossas entranhas (catarro, merda, peidos, remela, urina, corrimento, chulé, hálito, suor e mesmo o sono), por outro, a morte expõe abertamente ao mundo toda nossa imundície, inclusive, com uma espécie de ironia. Por isso, morrer é cair vertiginosamente na mais indesejável de todas as situações, já que o morto configura na íntegra o perfil do idiota, do mentecapto e daquele que não pode nem menear a cabeça para servir, nem levantar os punhos para rebelar-se. Uma estátua, pelo menos, é feita de material que não perece e que não fede, enquanto o morto, logo cobre-se de vermes e produz uma asquerosa carniça... - Necrocídio página 49

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  2. Onde você comprou o livro?

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  3. Disponível para aquisição na loja. Gratuitamente no Livros on-line.

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  4. O Fim é amanhã, depois de uma devastadora guerra nuclear? Ou seria o Fim dos Tempos semana que vem, depois do impacto em cheio contra Terra de um meteorito de 100 km? Ou será dentro de mil anos, quando estiver exaurida a Terra de seus recursos, pela tentativa do mundo em atingir um padrão norte americano de consumo? Quem sabe bem antes, pelo aumento explosivo da temperatura média do planeta, onde poucos graus bastam para iniciar uma catástrofe humanitária?
    Como tudo no universo, nosso estado de coisas acabará um dia, por modificar-se, atendendo aos ditames da "moda" energético-material do momento e retornado todos os átomos que nos compõem a seu velho e simples estado mineral. Como toda matéria e evento que existe, somos passageiros" (Neste caso, mesmo o cobrador e o motorneiro!)
    Viraremos depois o quê? Uma sopa de Quarks, rodeada de elétrons inertes e sem movimento? Ou alguma espécie de raio veloz a cruzar a galáxia na velocidade da luz? Não faz diferença! O que importa é que ACABAREMOS, inexoravelmente, todos e cada um; todas as espécies e todas as coisas vivas que conhecemos ou venham a viver sobre a Terra. O Fim, não é uma hipótese, é a mais perfeita das certezas cósmicas. O Apocalipse é o destino de todos os seres deste planeta.
    Como o enfrentaremos? Como nos prepararemos? Como o aceitaremos? Como o postergaremos, se pudermos? São questões que já desafiam e desafiarão as gerações vindouras por muito tempo.
    O fim é algo importante para nós? A resposta é que não só é importante, como é FUNDAMENTAL! E porque seria algo importante? Porque, como seres vivos, mantermo-nos neste estado é nossa "lei maior", nosso impulso mais básico. Nada mais faz mais sentido do que isto. Nada mais faz sentido depois disto - mortos deixamos de fazer sentido ou diferença - acabamos e acaba conosco uma era no planeta - a era dos seres vivos, complexos, civilizados.
    Diante desta certeza do Fim dos Tempos, deverá nascer em nós o desespero e o desânimo? Deveríamos parar agora de lutar, já que nossa laboriosa construção está mesmo fadada ao fracasso? Como enfrentar a certeza de que senão nossos filhos, netos ou netos de nossos netos, mas todos seus descendentes um dia desaparecerão, não deixando ninguém em seu lugar?
    A resposta está num valor muito grande à vida que nos resta, seja lá de que tamanho for! Podemos nos imaginar como um doente terminal, porém com saúde, destinado a perecer em um ano ou menos, de uma hora para outra, mas gozando de toda a saúde neste entremeio.
    Que quereremos então? Quereremos aproveitar cada minuto de nossas vidas! Queremos amar tudo que pudermos amar e o tempo todo. Quereremos fazer tudo que tínhamos medos (bobos) de fazer, quereremos experimentar intensamente a vida que nos resta.
    Quereremos explorar todas as possibilidades de realização e prazer que estiverem ao nosso alcance.
    Quereremos ir a lugares aonde nunca fomos, comprar coisas que nunca nos permitimos, elogiar pessoas que admiramos, passar horas de mão dadas como nosso afeto, ou meramente conversando enquanto o dia se põe e admirarmos juntos o seu mistério. Quereremos ser felizes agora! Quereremos valorizar cada pequena coisa de nosso cotidiano. Quereremos ajudar, partilhar, estar junto dos outros seres e fazer tudo aquilo que nos faz sentir humanos e bons.
    É esta nossa resposta ao duro fim inexorável de nossas vidas! Viver muito, intensamente, para o bem, e para a vida, até o ultimo dia de cada um que de nós restar! Este é talvez o cerne da "Religação Primordial" do homem com a vida e que substitua todas as religiões arcaicas como nós as conhecemos. Fonte: ORIGEM & DESTINO – Terra Blog O Universo, a Vida, o Homem, seu Espírito e seu Futuro.
    Blog criado por walano55 em 2006. Não está mais disponível.

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