terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Estas palavras do velho Sobral Pinto deveriam estar esculpidas nas colunas das faculdades de direito, bem como nas paredes da OAB... O resto é vigarice e trapaça acadêmica!


“O primeiro e mais fundamental dever do advogado é ser o juiz inicial da causa que lhe levam para patrocinar. Incumbe-lhe, antes de tudo, examinar minuciosamente a hipótese para ver se ela é realmente defensável em face dos preceitos da justiça. Só depois de que eu me convenço de que a justiça está com a parte que me procura é que me ponho à sua disposição”. (...)
“A advocacia não se destina à defesa de quaisquer interesses. Não basta a amizade ou honorários de vulto para que um advogado se sinta justificado diante de sua consciência pelo patrocínio de uma causa. O advogado não é, assim, um técnico às ordens desta ou daquela pessoa que se dispõe a comparecer à Justiça. O advogado é, necessariamente, uma consciência escrupulosa ao serviço tão só dos interesses da justiça, incumbindo-lhe, por isto, aconselhar àquelas partes que o procuram a que não discutam aqueles casos nos quais não lhes assiste nenhuma razão”. 

Um comentário:

  1. João Roberto Buzato21 de janeiro de 2016 15:43

    O escritor Antonio Carlos Villaça, no seu livro "Saltimbancos da Porciuncula", conta que, embora com grandes e nobres causas, Sobral Pinto era um advogado pobre.

    A base de manutenção do seu escritório era o serviço de administração e assistência jurídica a um rico casal de judeus. Falecendo o marido Sobral continuou prestando seus serviços jurídicos a viúva.

    Seu maior sonho, desde os bancos da faculdade, era ser Ministro do Supremo. Nas eleições presidenciais deu seu apoiou manifesto a candidatura de Juscelino.

    Eleito e surgindo uma vaga no Supremo, Juscelino enviou a eminência parda do seu governo,o poeta Augusto Frederico Schimdt,fazer o convite ao grande advogado.

    Sobral polidamente recusou o convite alegando que aceitá-lo podia parecer pagamento por seu apoio à candidatura de Juscelino.

    Onde observamos tal envergadura moral nos homens públicos de hoje?

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