"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Exaltação à pólvora - A beleza dos fogos de "artifício"...

Ou, como diria Abilio Forjaz de Sampaio: - Ah, eu nunca poderei vir a ser um Nero! 
E Nero que incendiou Roma não é bem maior do que São Francisco de Assis? Incendiar uma cidade é bom, mas incendiar o mundo? Incendiar o mundo, ó gentes? Que grande obra para um caricaturista! A lama a não querer morrer, a fugir do braseiro... Nessa hora, pensa, quanta sinceridade não haveria... no egoísmo do salvamento. Que de crimes essa última hora não conteria. E o fogo, o fogo enorme, lambendo tudo, triturando tudo, por entre o rir das labaredas até que a terra desfeita em cinza, como um bando enorme de andorinhas, voasse pelo espaço através dos séculos.



Filipinas,  (ontem) foto: SRT/AFP







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