"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

domingo, 11 de agosto de 2013

Vai um drone aí? Ou: o mundo inteiro como uma paródia de Guantánamo...

Você aí, com sua pobre pistola clandestina de doze tiros enfiada nas cuecas e que continua fazendo a pantomima de libertário e de revolucionário, e que não quer, de maneira nenhuma acreditar que está tudo absolutamente tudo dominado pelo imperialismo, pela escória e pelo dinheiro, preste atenção. Um drone pode despedaçar-te a qualquer momento, mesmo que estejas com um escapulário ou com um patuá no pescoço, seja na saída do sindicato, da igreja, do motel, do trabalho, na mesa de um boteco, se pavoneando diante do computador ou até mesmo na privada. 
Enquanto o mundo ficou fazendo poesia, discutindo questões de gênero, rebolando nos fandangos, tomando cachaça, preparando a volta de cristo, discutindo critica literária, se é mais nobre ser ateu ou panteísta, brincando de facebook, refletindo sobre a cesta básica, sobre a reforma política, sobre os médicos cubanos, se o Renan fica ou se sai, se o Sarney morre ou continua vivo, se a eutanásia e a maconha devem ser legalizadas ou não, se o Brizola e o Ulisses ressuscitarão, se os presídios têm vagas para os mensaleiros, se fecham ou se ampliam o inferno de Guantánamo, se a Dilma caiu um ponto ou subiu dois etc., os gringos se fecharam nos laboratórios e nas fábricas e engendraram essa máquina invisível, mortal e imbativel que lhes garantirá mais dois séculos no trono planetário. Com esse abutre sem sangue e sem coração retiram do cenário e do tabuleiro do mundo, sem grandes alardes, a quem bem entenderem, seja lá nos desertos e cafundós do Afganistão, lá no porto de Áden ou aqui no meio do fumegante cerrado. 
Independente dos argumentos e dos protocolos ideológicos ou dos sacramentos humanitários de cada um, observem como há algo de verdadeiramente demoníaco nessa máquina. Desculpem, disse demoníaco apenas por vício de linguagem, quis dizer algo de verdadeiramente divino nessa geringonça.  Sim, de divino,  uma vez que a história tem nos demonstrado que até em termos de guerras e de chacinas, "deus" esteve sempre do lado dos mais ricos, dos mais sujos e dos mais poderosos...

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