"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sexta-feira, 15 de março de 2013

Lástima grande que no sea verdad tanto cinismo...

Publicaram a lista dos setenta escritores brasileiros que irão participar, em Frankfurt, da Feira do Livro. Não, não estou exagerando, são setenta nomes mesmo. Setenta! Seriamos, misteriosamente, um dos países mais cultos e mais eruditos do planeta? Um reduto de genialidades das letras? Duvido que você, leitor, tenha condições de citar uma única frase de um desses vivaldinos e notórios personagens... Especialistas em tudo o que é  escorregadio, suas obras, até hoje, pelo que sei, não alteraram uma vírgula da podridão e do imaginário nacional... Mas estarão todos lá, com suas caras patibulares, numa espécie de capitólio tupiniquim, bebendo cerveja e comendo salsichões, com suas "obras" revolucionárias empilhadas nas estantes... e isto é o que verdadeiramente importa, não é verdade?
Não tenho ideia, mas a China deve enviar cinco ou seis, os EEUU, uns quatro, a Argentina uns três, a Europa inteira, uns vinte ou trinta... A própria Alemanha, terra de Schopenhauer e de Nordau, não mais que uma meia dúzia... Nós, estamos enviando setenta.  Segundo o Diretor de plantão da FBN - quem está organizando essa ludibriação - o Brasil dispõe de uns 10 milhões de reais para essa farra... Dez milhões!, camaradas sem-teto e companheiros mendigos da América latina!!! Ah, como não lembrar das incursões megalomaníacas do Idi Amin Dada? 
Frankfurt! Não longe dali, Nietzsche passou bons anos de sua vida... Quê diria o velho filólogo de todo esse mercado de superficialidades? Dessa gente que passou a vida inteira construindo lendas e inverdades sobre si mesma e depois turvando as águas para dar ao tolos uma impressão de profundidade?

***

E o papa ítalo-argentino? Pelo que sei do resultado dessa fusão, a igreja católica nunca esteve tão perto de seu fim, como agora... Se o novo pontífice tiver uma atuação parecida com a do também ítalo-argentino José Gariga, não sobrará pedra sobre pedra do trono de Pedro. Oxalá!
José Gariga? Quem já teve noticias do projeto anarquista da Colônia Cecilia, no Paraná, deve lembrar-se desse personagem. Chegado de Buenos Aires todo simpático e todo instruído, depois de ter conquistado a confiança da comunidade, num determinado momento, após as principais colheitas, surrupiou todas as economias da colonada anarquista e desapareceu do mapa. E isto aconteceu lá por 1890... e até hoje não se teve notícias do "hermano"... 
E foi precisamente esse golpe de gatunagem e de traição que detonou a prostração moral da turma e o desmoronamento completo da idealizada e idílica Colônia... 

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