"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A ARTE DE FUCINHAR SOBRE AS PRÓPRIAS PEGADAS...

Sinto um prazer especial em voltar a folhear aqueles livros que li há algum tempo e reler aquelas palavras, frases, parágrafos ou páginas inteiras que sublinhei, rabisquei, coloquei entre aspas ou ao lado das quais plantei uma imensa interjeição. Fiz isso ontem a noite com as 997 páginas do CAHIERS (1957-1972) de Cioran e selecionei estes despretensiosos pensamentos:



-A diferença entre o teórico da religião e o crente é mais ou menos como a que existe entre o psiquiatra e o louco.
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-Eu tremo de horror quando ouço alguém dizer minha mulher. Sou um sujeito metafisicamente celibatário.
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-A situação do cético é menos confortável que a do demônio.
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-Todo mundo me pergunta: Que fazes atualmente? Quando sairá um novo livro? – É incrível a que ponto a necessidade de publicar se incorporou aos costumes. E somos obrigados a tal se não quisermos passar por palermas. Mas é necessário não ceder.
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-A desaparição dos animais, ou melhor, seu aniquilamento, é um ato de uma gravidade sem precedentes. Seus verdugos invadiram literalmente a paisagem e não existe mais lugar a não ser para eles. Que tristeza de ver um homem lá onde a gente poderia contemplar um cavalo!

Um comentário:

  1. O Cioran talvez seja o maior pensador da História. E o Bazzo o maior Discípulo desse Grande Mestre...

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