[...Che i dodici dei, oltre a Diana e a Giove, i migliori e i più grandi, maledicano chiunque osi

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Psicanálise na rua. O que diria Freud e seus arcebispos??? (1)


"... O carvão se ri da cinza, sem saber que lhe espera a mesma sorte..."
Provérbio dos nômades da etnia Masai






Brasília já protagonizou coisas que, contadas, parecem inverossímeis, inconcebíveis e até delirantes. 
A mais curiosa e transcendente dos últimos trinta anos é a que descobri hoje, e inclusive junto à única estátua do Zumbi que há na cidade: um grupo de psicólogos praticando PSICANÁLISE DE RUA!, Gratuita e em frente ao maldito CONIC, esse agrupamento de edifícios que lá pelo fim da madrugada, acolhe as faunas mais variadas tanto da urbe como do universo suburbano. 
Independente do que podem pensar os discípulos fatigados de Freud e de Lacan, achei o máximo. Enfim, um ensaio de libertação e de desacralização da velha e sofisticada religião talmudica... 
Mas, e o setting analítico e o manejo clinico? E a configuração? E o cenário? Me perguntava um doutor pela Paris VII e com quinze anos de análise pessoal. 
E o sigilo?, me perguntava outra senhora que investiu sua vida decorando os Cadernos de Lacan e que teve que vender um apartamento para poder pagar sua análise didática. Enquanto estávamos lá, ao lado da estátua de Zumbi e do cartaz que indicava que ali se podia fazer psicanálise gratuita, chegaram dois ou três "pacientes", vindos dos lados da rodoviária e da boca do metrô e ocuparam timidamente as cadeiras em frente aos analistas e começaram a falar daquilo que até então não haviam podido contar a ninguém. E os profissionais, naquela espécie de oráculo a céu aberto, os ouviam atentamente, sem dizer nada, apenas os ouviam, sabendo que a tarefa de ouvir e a escuta analítica é essencial e que pode fazer um bem imenso a quem fala, e não apenas aos burgueses, lá no divã, mas também ali, no meio da rua, aos pobres e fodidos que já não têm mais nem uma pedra onde apoiar a cabeça...
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Observação: Ao lado da bolsa de uma das psicólogas havia três livros cujos títulos pude anotar:
1. Os filhos de Freud estão cansados (Catherine Clément)
2. Les trois metiers impossibles (M. Fain; E. Enriquez; M. Cifali e J. Cournut)
3.  La isquierda Freudiana (Paul A. Robinson)




4 comentários:

  1. https://www.youtube.com/watch?v=dgIL0NpQkrw

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  2. https://revistacult.uol.com.br/home/coletivo-de-psicanalistas-realiza-atendimentos-gratuitos-em-sp/

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  3. http://psicanalisedemocracia.com.br/2017/07/clinica-aberta-de-psicanalise/

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  4. https://www.topia.com.ar/editorial/libros/la-izquierda-de-freud

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