"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sábado, 5 de dezembro de 2015

Do ópio, da cachaça, da marijuana e do elixir paregórico...

Quem é que já não está de saco cheio com essa comédia da legalização ou não da maconha. Da cannabis. Da marijuana. Ou, como se diz em esperanto: marihuano? (com circunflexo no h)? De saco cheio com todo o teatro que vem se fazendo ao redor dessa ervinha vagabunda e fedorenta que cresce por todos os lados e em qualquer despenhadeiro como a artemísia e que perto da cachaça ou da vodka, tanto em embriagues como em toxidez é quase uma piada? Conheço um fumador habitual que, depois de umas boas tragadas, até afirma que os presentes que os três reis magos  - aqueles persas astrólogos e vagabundos que teriam visitado a Jesus, recém nascido numa estrebaria de Belém -  levaram ao  bebê não foi mirra, incenso e ouro, como relata Matheus, mas ouro, tintura de ópio e, ao invés de mirra, folhas de canabis...
Depois da velha Hollanda, dos EEUU e do Uruguay, agora é o Canada que está em pleno onanismo sobre este assunto, como se ele representasse o supra-sumo da existência. 
E é curioso lembrar que já se fez comédia parecida quando o ocidente descobriu a Rauwolfia Serpentina, através da qual os indianos levitavam, engendraram seu bhagavad gita, sua teologia delirante, e construíram templos místicos e suntuosos não apenas a Brama e a Vixhnu, mas para mais de 200 mil outras divindades...  Mais tarde, com o preconceito desfeito, o ocidente usou a própria R. Serpentina para produzir medicamentos como a morfina e até mesmo o elixir paregórico (tintura de ópio) que nossas avós, nem tão ignorantes como se pensava, nos enfiavam umas gotinhas goela abaixo para acalmar nossas insônias, nossas cólicas e dores...

2 comentários:

  1. eitcha, ao bagulho é doido rss rss. Mendigo K.

    ResponderExcluir
  2. Alcool, maconha, ópio... baita perda de tempo. Levei mais pouco mais que vinte anos para perceber que "Certos organismos nascem destinados a tornarem-se presas das drogas. Exigem um dispositivo de correção sem o qual não são capazes de entrar em contato com o mundo exterior. Flutuam, vegetam entre o cão e o lobo. O mundo continua a ser para eles um fantasma até que uma substância venha a dar-lhe corpo. É possível que esses infelizes passem toda a vida sem jamais acharem remédio. É possível também que o remédio que descobrem os mate..." (J. Cocteu). Graças a mim, abandonei esses vícios sem precisar de uma religião, de psiquiatra ou qualquer outra bobagem "demasiada humana".

    ResponderExcluir