"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O poder inquestionável da mentira e das lágrimas...

A cada novo massacre que acontece nos EEUU, vem lá o Obama (ou qualquer outro que esteja de plantão) com a mesma choradeira de sempre jurando que vai tomar providências, acionar os sábios da república, mudar o mundo etc. etc... Vai nada! Se tivesse bagos para tal, já teria fechado Guantánamo como prometeu tantas vezes... Duvido que tenha culhões para desativar as fábricas de armas que, além de serem uma espécie de fetiche para aquele povo, são também quem mantém praticamente a economia inteira daquele país... Se a morte de crianças comovesse verdadeiramente alguém, já teriam desativado as guerras, os Mc Donald's e inclusive fechado a Coca Cola no planeta inteiro... Só demagogia... Sentimentalismo eleitoreiro... Dialética para manter as massas cumprindo horários, engordando como antas e apostando num porvir de pura ficção. E nem deu tempo para a fumaça baixar para que os jornalistas já começassem indagar aos psicólogos e aos astrólogos: quais as razões que levam um adolescente a tamanha violência? As respostas, todo mundo sabe, são sempre as mais rasteiras e as mais óbvias e engendradas sempre através do prisma da submissão e da alienação de algum oráculo...  
E por falar em desgraças, e o Haiti, que depois daquela hecatombe e de todo aquele teatro humanista ainda continua sob os escombros? Quando é que as almas bondosas do mundo vão, finalmente, recolher os detritos e as ossadas daquela gente, mexer nas ruínas e lançar algum oxigênio sobre aquela barbárie? E quando, um desses corais que cacarejam por aí terá estômago para ir até lá cantarolar uma dessas musiquinhas babacas de natal? Depois do próximo terremoto? Aguardam um tsunami? Apostam num incêndio? No bacilo de Koch ou na cólera? Nas previsões dos maias? Para que serviu a pantomima do Dalai Lama, do Papa, dos Sheiks do petróleo, das madames misericordiosas, da afetação dos diplomatas e dos chefes de estado de todas as cínicas e disfarçadas monarquias que compõem o planeta? Para nada! Eis aí a demagogia globalizada! O proselitismo facínora! As láureas fictícias! A palavra fraudada! O caráter insosso e o narcisismo vexatório da espécie...

3 comentários:

  1. As palavras-pedradas de Ezio Flavio Bazzo atingem a todos nós! Aplaudo!!!!

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  2. Só a lucidez pode cortar a cabeça desse mundo hipócrita. Ezio Flavio bomba "H" Bazzo. É isso aí!

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  3. Ézio, infelizmente, você tem absoluta razão quando escreve sobre a "essência humana"... Tese de muita observação e estudo, dos mais sábios aos estudiosos mais simples, todos sempre chegam ao mesmo dilema: - Ser HUMANO, é isso? Pois é, a descoberta é um choque para mim, talvez para você, e para mais alguns; que assistimos a decadência da nossa espécie, presos na nossa insignificância perante a maioria. Observamos que os valores, os quais costumamos adjetivá-los de "humanos" só servem como ferramenta ou pretexto para manipulação, por meio de: regras de condutas elaboradas em Leis para impor um determinado comportamento; religiões para pacificar e iludir as massas; trabalho para manter o povo ocupado e aumentar os lucros de uma minoria; multiplicação da espécie para aumentar o número de "miseráveis/ escravos"; em fim, valores morais para pensarmos que somos um povo civilizado, e a mídia entra na casa da maioria "que acha que pensa", impondo padrões comportamentais e pregando o consumismo exacerbado que enriquecerá cada vez mais os seus donos. E se um dia "um dos todos poderosos" descobrir que o que você "é", é mais valioso do que você "tem", e que justamente por isso, você nunca irá se render à essa hipocrisia, você será exilado, excretado, expurgado... Até que suma...

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