Flechas de todas as cores e tamanhos estão sendo lançadas contra o Frei Gilson depois que ele, citando a Bíblia, declarou que "Deus fez a mulher para ser auxiliar do homem". O declarante, para defender-se dos mísseis e dos tacapes, já citou várias vezes a fonte: Genesis, Capítulo II, versículo 18.
É natural que no auge de uma matança absurda de mulheres; logo depois daquele Conselheiro do governo Trump ter falado a merda que falou a respeito das mulheres brasileiras, no meio de uma guerra estúpida entre sexos, e da falência da heterossexualidade, é natural que não apenas as mulheres fiquem indignadas com a fala do frei celibatário. Mas, o que é mais uma idiotice, é! Trata-se de mais uma bobagem! Como pretender interpretar anedotas do Criacionismo através de sociologismos? E, depois, a possibilidade das traduções que os gregos (bêbados) fizeram dos textos em hebraico, estarem absolutamente falsificadas, é enorme. Auxiliar! Qual é o problema se esses dois náufragos tenham sido engendrados para que UM auxilie o OUTRO nesse mar revolto e nesta imensa enfermaria que é o mundo?
E depois, o que se vê, na realidade, é que a grande maioria dos homens (dos que conheço) mesmo contra os desígnios celestes, é que são auxiliares de suas companheiras, mães, tias, filhas, amantes etc, e até mesmo sem reclamar... Qual é então, o problema, no fato de que a escravidão e as algemas sejam compartilhadas? Principalmente para aqueles que acreditam na declaração de Aristoteles de que 'a mulher é um macho imperfeito'?
Puro teatro! Pura pantomima! Teatralidade!
Puras balelas linguisticas! Papo furado de gente despirocada. Fruto e confusão de exegetas delirantes! Parábolas bíblicas e parábolas sociológicas mal interpretadas! Traduções de meia dúzia de livros sagrados feitas por bebuns vingativos! Fake news! Pretextos para justificar outros desvarios...
Portanto: Viva o desvario do frei Gilson (ele que deve ter três ou quatro auxiliares em sua paróquia), e Viva o desvario das auxiliares que idealizam enquadrá-lo.
Toda polêmica é importante num mundo cada dia mais monótono, patético e medíocre.

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