"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

História das lágrimas...

"A lágrima é água que não seca, água salgada porque vem de um oceano sem praias, que é o desespero... " (Coelho Neto)






As olimpíadas nos serviram principalmente para duas coisas: 1. para confirmar que a mediocridade está definitivamente globalizada, e 2. para tentar entender o papel e o significado das lágrimas. 
Quase todo mundo derramou uma ou duas por lá: tanto os vencedores, como os perdedores, como a platéia, as bisavós em casa, os bêbados nos botecos, os treinadores, os incentivadores, os governantes, os repórteres, os puxa-sacos, as amantes e até as camareiras que por pouco não foram "desvirginadas" pelos boxeadores do Marrocos e da Namíbia. Enfim, os mais variados tipos de vivaldinos entrincheirados atrás das bolas, se não choraram pelo menos ensaiaram derramar uma ou outra gota naqueles tablados que custaram o ôlho da cara (e às vezes até o ôlho do cu de muita gente!). Ah!, mas deixará um legado! cacarejam em coro os vivaldinos. Sim, deixará um legado! E lá se vai mais una furtiva lacrima... Essa água salgada que - como diz o bigodudo Coelho Neto - "vem de um oceano sem praias que é o desespero..."


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