"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

domingo, 27 de março de 2016

Em defesa de Judas Ou: o sábado de aleluia e os pedagogos da violência...

Entre todas as idiotices que os espanhóis e portugueses católicos trouxeram para a América latina está, além da "farra do boi", esta outra conhecida por "malhação de Judas", que acontece todos os anos, no chamado sábado de Aleluia. ALELUIA!  Aleluia!!!
Ontem mesmo, não faltaram idiotas  de todos os pedigree (mulheres, crianças, velhos e etc) por aí dando pauladas, queimando, enforcando, se excitando e até explodindo com dinamite a bonecos com cara de políticos e outros desafetos...
(e atenção: uns chegaram até crucificá-los!). 
É interessante e curioso que esse tipo de desvario e de violência não cause espanto e nem indignação a ninguém, mesmo aos nossos  beatos "pedagogos" e àqueles outros farsantes que ficam diariamente por aí fingindo horror diante do barbarismo dos militantes do Estado islâmico e, claro, de nosso cotidiano agressivo, irracional e quase em "guerra civil..."
E depois, mesmo que na anedota judaica Judas tenha realmente resolvido negociar ou "entregar" o "mestre" por umas míseras moedas, de onde advém essa secular e interminável sede de vingança da beataria universal contra esse pobre negociante? Quando Judas será, enfim, compreendido e perdoado por esses trouxas? Onde está a tão badalada compaixão cristã?



Um comentário:

  1. Bazzo
    Você sabe, e muito bem que, segundo Dèrrida, só se perdoa o imperdoável

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