"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sábado, 14 de novembro de 2015

O BATACLAN (Bataclã) DE PARIS...

 Só se perdoa o imperdoável, pois o perdoável já está perdoado.” 

Jacques Derrida


Além do horror natural, duas palavras me intrigaram no contexto da chacina ocorrida ontem na França: o nome da casa noturna e a promessa do presidente da República de que esse ato é imperdoável.
Especula-se que talvez os terroristas tenham escolhido para uma de suas chacinas a casa noturna Bataclan, exatamente por aquilo que seu nome significa: puteiro, cabaré, casa da luz vermelha, lugar de infiéis e de vícios carnais e etc. Pelo menos assim o traduziu o xarope Jorge Amado em um de seus livros. A Bataclan que já existiu aqui em Brasília e aquela famosa do Rio (Galeria Alasca) o comprovam. Mas são tantos os puteiros com outros nomes!
Já a respeito da frase do Sr. presidente, se se acredita naquilo que diz Jacques Derrida, que só se perdoa o imperdoável, os terroristas podem ficar tranquilos que a curto prazo obterão o perdão de todos.
Mas o que mais me intriga nisso tudo é o seguinte paradoxo: dizem que para o muçulmano que matar ou morrer para defender sua fé, está garantido no paraíso o prêmio de sete ou oito virgens. Tudo bem, mas depois do estresse que devem passar antes e depois dos ataques e de ainda se explodirem com dinamite, como é que conseguem chegar ao paraíso estressados e aos pedaços e ainda dar "conta do recado", se eu, pelo simples fato de ir ao banco buscar meu extrato já fico broxa por, pelo menos, uma semana?
Enfim, apesar de tudo, nada de elucubrações mirabolantes e de ilusões, pois como nos lembra a velha portuguesa Agustina Bessa-Luíz: a competição é só civilizatória enquanto estímulo, como pretexto de abater a concorrência. Em outras palavras, é uma sutil contribuição para com a barbárie...



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