"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Gostaria de ser um crocodilo...


Guimarães Rosa, o autor daquelas 568 páginas pra lá de chatas e conhecidas por Grande Sertão Veredas tem uma frase que é o máximo, pelo seu significado sócio-tropical: "Gostaria de ser um crocodilo para viver no rio São Francisco"... 
Além disso, esteve em Brasília lá por 1958, quando isto aqui já era o inferno às avessas e escreveu para seus familiares esse parágrafo bucólico:

"Em começo de junho estive em Brasília, pela segunda vez lá passei uns dias. O clima da nova capital é simplesmente delicioso, tanto no inverno quanto no verão. E os trabalhos de construção se adiantam num ritmo e entusiasmo inacreditáveis: parece coisa de russos ou de norte-americanos"... "Mas eu acordava cada manhã para assistir ao nascer do sol e ver um enorme tucano colorido, belíssimo, que vinha, pelo relógio, às 6 hs 15’, comer frutinhas, na copa da alta árvore pegada à casa, uma tucaneira’, como por lá dizem. As chegadas e saídas desse tucano foram uma das cenas mais bonitas e inesquecíveis de minha vida".

3 comentários:

  1. Bazzo , na faculdade falei que esse livro do guimarães era uma leitura chata e os professores quiseram me linchar.

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  2. Tão chato quanto o Suassuna!

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  3. DEve ter se hospedado aqui em Brasília por conta do Estado ou de seu conterrâneo JK. Daí sua bajulação de "que os trabalhos de construção se adiantam num ritmo e entusiasmo inacreditáveis: parece coisa de russos ou de norte-americanos"...
    Inclusive a literatura deveria ser produzida no interior dos bordéis...

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