"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

terça-feira, 2 de março de 2010

AS CONVULSÕES PODEROSAS DA TERRA...


Numa tentativa de livrar-se de seus incômodos parasitas a terra se agita e sacoleja derrubando tudo, o mar vem em seu auxilio buscar os destroços e, se for o caso, o fogo se encarrega do resto. O terremoto de Lisboa em mil setecentos e tanto, foi exatamente assim. Aliás, a reconstrução daquela cidade foi bancada exclusivamente com dinheiro do então Brasil Colônia. É evidente que foi um erro ter abandonado as cavernas e as tendas dos beduínos. Os prédios e os arranha-céus (como a Torre de Babel) são os sintomas de uma pretensão miserável e os terráqueos têm que entender que se a terra, como dizia Blake, é um paraíso, o é para si mesma! Pela qualidade das nossas construções aqui em Brasília, uma convulsão de quatro graus derrubaria tudo. Os lunáticos voltaram a armazenar comida, a falar em Anti-Cristo e em “fim de mundo”. Passei meia hora ouvindo um deles dissertar-me sobre o cinturão de prótons e sobre a felicidade que virá depois da “transcendência”. Povera gente! Enfim, com tantos sinistros e com tantas mortes por todos os lados, é bom ir pensando logo num epitáfio. Sempre tive uma simpatia especial pelo de Dorothy Parker: “Desculpem o meu pó”!

http://www.youtube.com/watch?v=f3hCCTRYcz0&feature=related

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