"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

terça-feira, 8 de março de 2011

Imaginem então se o Rio Jordão fosse aqui?

Centenas de almas receberam o batismo nesta segunda de carnaval aqui nos arredores da Ermida Don Bosco, às margens do Lago Paranoá. Don Bosco, todos sabem, foi aquele padre delirante italiano que disseminou a idiotice de que exatamente aqui seria o lugar onde brotaria mel com morangos e chantili. Enquanto a turba carnavalesca chacoalhava as banhas e o rabo com seus respectivos esfíncteres por aí, três ou quatro homens de óculos escuros mergulhavam os beatos nas águas insalubres aqui da República e os retiravam em segundos já com Cristo no coração e salvos. Claro que não havia nenhuma relação real com os rituais do Rio Jordão, mas não eram poucos os que cochichavam idilicamente sobre aquele esgoto que corre entre Israel e a Jordânia e onde, dizem, até o mandachuva teria sido batizado. O governador estava lá, sorridente, condescendente, dizendo sim a tudo e, como bom baiano, balançando afirmativamente o crânio para todos os lados. Apesar de dizer-se comunista, é unanime a ideia de que tem muito mais jeito e perfil para ser um panteísta. A cidade acalmou-se nestes dias. Meio mundo colocou os pés na estrada e claro, é grande o risco de virem a fazer parte daquelas estatísticas de jamantas desgovernadas... Aliás, por sorte, tudo está desgovernado. Os operários passaram esses dias reformando a reforma do Palácio Alvorada que custou, lembram quanto? 100 milhões. E recordem que o tal Palácio é praticamente um barracão com quatro imensas paredes de vidro e, mais, que não penduraram nenhum Picasso na ante sala do Duce. Mas hoje é carnaval... Relax!!! Muita Alegria Pessoal!!!!

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