quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

E por mais incrível e surrealista que pareça, Hitler ainda continua pautando o mundo editorial, a justiça e a mídia...



(No endereço abaixo pode-se ver uma matéria de jornal sobre o assunto) 

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/02/tj-rj-proibe-venda-e-divulgacao-de-mein-kampf-autobiografia-de-hitler.html



O medo aos animais...

[... como então não voltar-se para a poesia? Ela tem - como a vida - a desculpa de não provar absolutamente nada...] E.M.Cioran


Se não bastasse os ratos, as pulgas, os ácaros, os carrapatos, os piolhos, as baratas, os percevejos, os mosquitos, o Zika e etc., agora são os escorpiões que invadem a capital federal. Na semana passada até os funcionários do Congresso Nacional, enclausurados em seus ternos e em suas gravatas, estavam apavorados com a infestação por lá desses bichos, parentes dos caranguejos e das aranhas... 
Como diziam os fanáticos ecologistas dos anos 60: o preço de nossa estupidez com relação à natureza será muito alto. E será mesmo!
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Na mitologia grega, a deusa Ártemis, depois de ter sido ameaçada de estupro pelo caçador Orion, mandou um escorpião picar-lhe os pés. Como prêmio (ao escorpião) pelo serviço prestado, e por culpa, a respeito da morte de Orion, a deusa transformou os dois em uma constelação...  (Observem como a culpa e a repressão sexual já andavam por lá... Y asi se van los dias...)


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A camisinha & Philip Milton Roth...


Sempre que se aproximam as festas dionisíacas do carnaval o Ministério da Saúde entra em cena com sua distribuição de "camisinhas", como se todo mundo estivesse esperando essa data para sair por aí na maior trepação. Entendo a justificativa dos doutores e das donas de casa, mas sinto que há algo demasiadamente tupiniquim nesse teatro e neste protocolo samaritano. Inclusive, porque neste ano, o ano dos mosquitos, é de suma importância lembrar aos foliões que, além da camisinha, também não podem esquecer de untar as nádegas com repelente...  
E já que falei em trepação, cito abaixo o parágrafo que sublinhei recentemente num dos livros do escritor mais respeitado da contemporaneidade: Philip Roth:
"Quando dois cachorros trepam, parece haver pureza. Eis ali, pensamos, uma foda pura, entre animais. Mas, se pudéssemos conversar com eles, provavelmente iríamos acabar constatando que até mesmo entre os cães existem, em forma canina, essas distorções malucas do anseio, do enrabichamento, da possessividade, até mesmo do amor..."

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Enquanto a ONU se distrai com reuniões onanistas...


Morte a crédito...

A instituição que todos os anos, no máximo até o final do mês de janeiro, costuma enviar-me um boleto para ser pago impreterivelmente até dia tal, "em qualquer agência bancária", comunicou-me este ano que, por já ter completado ou passado dos 65, não tenho mais obrigação de pagar anuidade alguma. Ao ouvir a notícia tive um sentimento ambíguo: em parte de alívio (pelo dinheiro) em parte de horror (pela oficialização da senectude). Como defesa, aproveitei a tarde ensolarada para voltar a ler Morte a crédito, esse estupendo livro de Céline que, seguramente, mesmo os jovens, iludidos de que serão eternos, gostariam de lê-lo.