quinta-feira, 26 de março de 2026

E Brasília continua uma festa! Mas por que o Aurélio não deu importância à palavra laceada???




Minha correspondente acaba de enviar-me a notícia publicada num jornal local sobre um conflito acontecido ontem à noite aqui na cidade, (num dos tais bairros nobres????) entre um deputado federal, sua assessora e uma 'profissional do sexo'.

Tudo teria acontecido num desses restaurantes onde por 7 centímetros de carne, uma colher de purê e meia cenoura se tem que pagar 480 reais. Diz a notícia que o deputado, abordou uma dessas prostitutas chiques que, nas noites de quarta-feira, adoram ciscar ao redor dos três poderes e que estava caçando por lá. Minutos depois da abordagem do excelentíssimo parlamentar, por questões de preço, surgiu um conflito entre eles. Uma ida à alcova com aquela beldade flutuava entre 1000 e 3000 reais. Como o Dom Juan entendeu que havia plusvalia demais naquele valor, já que o STF, horas antes, havia cortado os penduricalhos, e como a moça se mantinha resiliente, não demorou muito para que a discussão saísse de controle, com ela o mandando 'arrumar os dentes', e ele a chamando de baranga.

Até aí, + ou - normal.

Mas, com a discussão se prolongando e saindo de controle, a assessora achou conveniente intervir, primeiro, lançando um copo de cerveja na tal 'pistoleira' e, em seguida, indignada, acossando a seu chefe: Deputado, você vai seguir perdendo tempo com puta? De buceta laceada?

A polícia apareceu, etc, etc, etc.

Buceta laceada!? Laceada? Que bizarro! Nunca me deparei com uma frase tão impactante destas. Corri ao dicionário. Nada! Exatamente na página 1000, do Aurélio, pode-se ver: 

- laceira, 

-laceração, -

-lacedemônio, -

-lacerante, 

- lacha, e até lacerdinha, mas nenhuma menção a laceada.

Apelei para a IA e para o google: laceada, - diz o Google - é o particípio do verbo lacear. Palavra que antigamente se usava para referir-se a algo que havia recebido laços. E que agora, na pós modernidade, se usa para designar, vestimentas, sapatos, roupas, chapéus e etc, que com o uso foi se alargando e se afrouxando...

Ah, bom! 

Quem é que não gostaria de ter uma assessora dessas?








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