terça-feira, 27 de janeiro de 2026

A TEATRALIDADE ALUCINÓGENA... A tal maconha... O circo, a estupidez, a pobreza mental e a incompetência...



 [...Che vecchio sospettoso!

Si litiga, si piange e si minaccia...

Con questo vecchio avaro, brontolone!

Oh, che casa! oh, que casa in confusione!]

Berta, a camareira 

(Cesare Sterbini, IN: Il barbiere di Siviglia p. 40)







Depois de anos se masturbando sobre esse assunto, eis que os experts do ESTADO voltam a se reunir na próxima quarta-feira para decidir o destino da tal CANABIS, de seu uso MEDICINAL e moral, in natura ou castrada geneticamente, com seus derivados. Uma vergonha. Um assunto que já poderia ter sido resolvido há décadas e em cinco minutos, por um jardineiro, por um auxiliar de enfermagem ou mesmo por um desses adolescentes que perambulam pela rodoviária com marcas de cassetete nos joelhos (e, consequentemente, esvaziado a metade das cadeias), tem ocupado, até hoje, um monte de especialistas, (químicos, antropólogos, neurologistas, historiadores, pastores, psicólogos, delegados, advogados, jornalistas, professorinhas, carcereiros, influencers, psiquiatras, freiras, pais de santo, orientadores de noivos, teólogos e etc, etc), e outros pavões beatos e hipocondríacos de todos os matizes, gente que têm pânico da subjetividade, que nunca, sequer, se aproximou de um baseado... e que seguem fazendo proselitismo barato, por aí, afirmando que as tais folhinhas da maconha são, realmente como ironizou Carlos Castanheda: uma Erva-do-diabo e que, por tabela, o Canabidiol seria uma poção satânica. Caralho! Que atraso! Que animismo! Que vergonha! Que dificuldade para gozar! Gente tapada que se descobrisse que o arroz integral é alucinógeno, faria de tudo para proibi-lo... Ah! O que seria de Brasília sem o aroma da erva que, à noite, dispara das janelas dos cortiços, das mansões, das alcovas das meninas solitárias, das enfermarias, dos templos, dos ministérios, das ambulâncias, dos motéis e até dos cemitérios? Aromoterapia! A flagrância das folhas, das flores e das sementes...
Espero que os responsáveis por doentes que poderiam há muito, estar se beneficiando com o uso dessa droga, aproveitem para perceber o grau de  prepotência, de irresponsabilidade e de tirania do Estado...
E que se aproveite essa nova sessão circense para produzir, pelo menos, uma minuta que oriente as donas de casa a substituírem os vasos de gerânios em suas varandas e jardins, por vasos de cannabis e para tornar obrigação do SUS e dos órgãos de saúde, o fornecimento gratuito de meia dúzia de baseados mensais, às pessoas com mais de sessenta/setenta/oitenta anos.

 




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