"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O crash e os cacarás


É natural que aqueles que venderam suas vacas e suas cabras para investirem na BOVESPA estejam desolados com o fantasma do crash. Mas agora é a vez de levantar a cabeça e vender os filhos e as córneas para investir no dólar e no ouro. Quando estes também ruírem, paciência, pois a Bolsa já deverá estar novamente atraente. Nada de desespero. "Nossos bancos estão sólidos" , jurou o ministro. E depois, aqui entre nós, se a crise fizer diminuir o número de carros e de celulares nas ruas e o número das garrafas de vinho ordinário nas prateleiras dos supermercados, a redenção já estará feita. Sempre que me falam em economia (essa espécie de astrologia mafiosa) penso naquele sujeito que, por acreditar que os cachorros nos vêem como superiores e os gatos como inferiores preferia os porcos que nos tratam como iguais.


Ezio Flavio Bazzo

Um comentário:

  1. como bem os porcos da "revolução dos bichos" de orwel diziam: "todos são iguais. porém, alguns são mais iguais que outros". assim me lembrei do crash e os avestruzes! quanta omelete será que foi feita com seus gigantes e caríssimos ovos depois daquela bufônica falência em série?

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