sábado, 27 de agosto de 2016

Enquanto isso, lá no HOSPÍCIO: O curioso ato falho (lapsus linguae) do ministro...

O senado: imoral ou hospício? Ou um hospício imoral?


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"Devorar ou ser devorado, eis aí a lei da selva. Diagnosticar ou ser diagnosticado, eis aí a lei dos homens..."
T. Szasz
(Le péché second)

Ontem, nos penúltimos atos da novela do impeachment uma senadora acusa o Senado de ser um lugar IMORAL. Mais tarde, o próprio presidente daquela casa se refere a ela (a casa) como sendo um HOSPÍCIO. Qual deles, afinal, estaria com a razão? Ou a impressão/intenção dos dois seria a exatamente a mesma: falar de um hospício imoral? Lembro que já passaram por lá outros homens ilustres e até mais libertinos que os atuais que a chamaram inclusive de lupanar. O que é um lupanar? Originalmente (do latim) um covil de lobas mas, com a evolução da linguagem, simplesmente puteiro. Pompéia, todos se lembram, estava muito bem servida desses antros. Curiosamente, tanto o senado como os lupanares tiveram suas origens e seus aposentos na velha Roma. Um bom pretexto para voltar a ler AS MISÉRIAS DO PROCESSO PENAL, também compiladas por um italiano com um sobrenome até inspirador: Carnelutti. (E por quê não, ouvindo La reginella campagnola?)

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Notícias da Índia, essa nossa irmã gêmea...


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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

ATENÇÃO: as vantagens obtidas através do nepotismo e do teste do sofá quase sempre acabam levando as pessoas à síndrome do impostor...







Por Thaís Sabino (@thaissabino)

“Eu não mereço isso (…) não sou bom o bastante (…) vão descobrir que eu sou uma fraude”. Se frases como essas rodeiam a sua vida, você tem dificuldade em reconhecer o mérito de suas conquistas e teme que sua “falta de talento” seja descoberta a qualquer momento, pode estar sofrendo de um transtorno que atinge mais de 70% da população mundial: a Síndrome do Impostor. Os sintomas foram identificados pela primeira vez em 1978.
A dificuldade em creditar o sucesso a habilidades e competência não é considerada oficialmente uma doença psicológica, mas já é tema de estudo de psicólogos e educadores.  A Síndrome do Impostor atinge principalmente pessoas bem-sucedidas, a maioria mulheres, e já foi identificada em figuras famosas como as atrizes Emma Watson e Kate Winslet, que deram declarações à imprensa sobre não se sentirem merecedoras do sucesso e carreira que conquistaram.
“Eu continuo achando que as pessoas vão descobrir que não sou talentosa, que não sou tão boa. Que foi tudo uma grande farsa”, declarou a atriz Michelle Pfeifer em 2002. Jodie Foster afirmou ao programa 60 Minutes que por anos teve medo de ser obrigada a devolver o Oscar de melhor atriz pelo filme Acusados (1988). Meryl Streep, Renée Zellweger, Chuck Lorre, Denzel Washington, a lista vai longe, e não inclui apenas artistas, mas a diretora da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, também enfrenta o problema.
Os sintomas podem ser momentâneos, em situações de mudança e estresse, ou contínuos, segundo o livro Os Pensamentos Secretos das Mulheres de Sucesso, escrito pela psicóloga Valerie Young. O tempo agrava o sentimento de culpa pelas conquistas e um círculo vicioso se estabelece. Pessoas que sofrem Síndrome do Impostor se esforçam para desenvolver tarefas de uma forma cada vez melhor para não serem descobertas como fraude, se preocupam com cada detalhe e possuem autocobrança elevada. Os bons resultados levam ao sucesso e aumentam o sentimento de farsa.
Promoções são vistas como sorte, atribuídas à aparência ou qualquer outra possibilidade que não esteja relacionada à capacidade intelectual e merecimento. Um comportamento comum é não mostrar confiança demais por medo da reação das outras pessoas. Quem sofre de Síndrome do Impostor se convence que não é inteligente o suficiente, portanto não merece sucesso. Entre os sintomas, estão perfeccionismo, ansiedade e insônia, segundo Young.

Como superar
Existem diferentes linhas de terapias psicológicas que amenizam o problema. O tratamento tem foco em diminuir a necessidade de perfeição, fazer o paciente entender e aceitar o merecimento do sucesso, acabar com a necessidade de a pessoa se comparar a outras, e ajudar na expressão de sentimentos. O empreendedor russo Kyle Eschenroede recebeu mais de 600 mensagens após compartilhar um depoimento sobre como enfrentou o transtorno, de pessoas de todo mundo relatando experiências com a Síndrome.
Eschenroede fez uma lista de dicas para ajudar na rotina de quem tem Síndrome do Impostor, entre elas, lembrar que “estar errado não faz da pessoa uma farsa”, repetir “é Síndrome do Impostor” quando as coisas apertarem, lembrar habilidades e talentos, e manter um arquivo com coisas boas e elogios recebidos: “sempre que alguém escreve que eu ajudei em algo, eu copio e guardo na minha pasta. Quando me sinto uma fraude, leio histórias de pessoas que eu ajudei”, contou.

Irina Shayk... Diz que não é chegada em ostras, mas que gosta de caviar...

Indagada por um repórter se já havia, alguma vez, sentido tesão por mulheres, ela respondeu: "Amo os homens, os diamantes e o caviar. Sou russa".





quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A linguagem dos terremotos...

"Vocês querem desperdiçar todas as vossas melhores energias nesta eterna e inútil admiração do passado, da qual vocês só podem sair fatalmente exaustos, pisados e humilhados?"
Filippo Marinetti

Escavações "arqueológicas" por todos os lados. A mim, pelo menos, elas remetem mais aos terremotos do que às descobertas de antigas culturas. Cultura? Detesto esta palavra! Ela é a máscara de todos os instintos criminosos da espécie. Quer institucionalizar um transtorno, o mau caráter ou um instinto perverso da espécie? Inclua-os nas cartilhas da cultura. E não foram poucos os terremotos que abalaram esta cidade. Confesso que em algum lugar de meu ser habita uma secreta e estranha simpatia por esses abalos. De madrugada, em segundos, quando todos esses porcos estão roncando, peidando, rezando ou trepando, tudo vem abaixo. As torres e as paredes despencam. O chão se abre. Os telhados soterram os penicos cheios e os barris de vinho na penumbra das adegas. A poeira, os gritos, a desgraça materializada e o alarme cortante e fúnebre das sirenes. E todo mundo instintivamente gritando por um deus, por um pai, por qualquer fantoche do além, e eles, sadicamente, se calam. Silenciam. Assistem a turba em desespero com deboche. Gozam ao ver uma velhinha só de anáguas sendo retirada debaixo de um bloco de concreto de duas toneladas, uma menininha de 4 anos sendo removida pelas escavadeiras junto aos escombros, os cães do corpo de bombeiros farejando gemidos. Todo aquele horror parece aumentar ainda mais a sanguinária paixão dos demiurgos. E gargalham dos pobres sobreviventes que, de joelhos, cobertos de poeira e mutilados, ainda se agitam freneticamente para enviar-lhes mensagens de louvor e de agradecimentos: Santo Dio! Grazie Signore! Hosana nas alturas! Grazie tante per avermi dato la vita! Per avermi fato malle! Grazie Santa Regina!
Bah! Que miséria e que submissão abominável! (Roma, 2014)