quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Fanáticos protestam contra a possibilidade de aborto... (vejam na pichação da escultura como é o imaginário dessa gente)




O direito ou não de abortar - Assistimos há no mínimo meio século essa discussão e essa verborréia infame, e o pior, capitaneada sempre por uma casta de políticos, de padres, de freiras, de pastores ou de jornalistas que entre bocejos e cólicas tentam tornar seus transtornos e neuroses pessoas, em leis. 
Aconteceu algo bem parecido, apesar da época ser outra, com a masturbação, considerada por ícones da igreja católica (Tomás de Aquino, por exemplo) e por outros energúmenos de então como um pecado mais grave que o incesto e pela medicina eclesiástica, como uma imoralidade, uma vez que "os espermatozoides eliminados na ejaculação seriam algo como bebês em miniatura".
Tanto a respeito do aborto quanto a respeito da masturbação, é evidente que cada um, mulheres e homens, devem fazer o que bem entendem. A não ser que se esteja querendo, disfarçados de éticos e de virtuosos, permanecer com um pé nas superstições da caverna e outro na embriaguez da inocência. 
E se os deuses se estressarem e se incomodarem com isso, eles que tomem por lá as suas xaropadas...



Beethoven - Sucesso como compositor, fracasso como amante...

Na época em que Beethoven estava mergulhado em sofrimentos e em tristezas tanto por sua surdez como por sua hipocondria, ( + ou - 1801)  apaixonou-se por Bruna, uma menina de 15 anos, sobrinha de uma de suas alunas. Tentou casar-se com ela, mas ela preferiu casar-se com um arquivista do Kartnertor Theater, um medíocre autor de balet. Foi a ela que dedicou seu famoso Claro de lua.
Em outra ocasião, agora em 1809, em Viena, Beethoven se apaixona por Therese, 39 anos, filha de seu médico. Pensa em casar-se com ela, mas ela o rejeita... (ver Pazienti Illustrissimi, p.8 e 12, de L. Sterpellone. Antonio Delfino Editore, Roma, 1985.

Saber disso, é fundamental para entender sua Simphony No. 9.
Enfim: apesar do tesão e da música, a vida é um circo!



Se o Rio pegar fogo salvaremos o fogo... (imagens de ontem)