"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

terça-feira, 17 de abril de 2018

Ideologia de gênero... (?)


"Cada um de nós é, sob uma perspectiva cósmica, 

precioso. Se um humano discorda de você, deixe-o viver. 

Em cem bilhões de galáxias, você não vai achar outro". 

Carl Sagan


Mudança de sexo em galos e galinhas

Quando a galinha deixa de botar e passa a cobrir as outras galinhas, como faz o galo, podendo galar as fêmeas, não é um comportamento comum, porém é observado por alguns criadores do setor avícola, podendo ocorrer também em outras espécies de animais.
Há registros também de casos em que o galo assume a postura da galinha, e passam a chocar os ovos e a cuidar dos filhotes. E da mesma forma do macho, a fêmea também chega a ter o comportamento do galo, podendo apresentar o que chamamos de falsa cópula, ou seja, quando pratica a monta em outras galinhas.
Em alguns casos também podem ocorrer alterações fisiológicas nas galinhascomo por exemplo, aumento da crista e da barbela, provocado pelo crescimento da gônada direita após o colapso do ovário funcional esquerdo, em decorrência de algum motivo como a incidência de tumores e cistos. O órgão direito que estava adormecido, pode começar a se desenvolver na forma de testículos e secretar hormônios ligados a características masculinas. Assim, a produção dos hormônios masculinos pode fazer com que a fêmea mude o comportamento e haja como um macho.
Porém, essa mudança que ocorre no sexo não é completa, visto que, a ave modificada não gera espermatozoides e dessa forma não fertiliza os ovos.




Como os galos perderam o pénis

O galo perdeu o seu pénis ao longo da evolução, assim como os machos de outras dez mil espécies de aves que têm pénis rudimentares ou não têm de todo. Agora, os cientistas conseguiram perceber o que se passa a nível do desenvolvimento embrionário do Gallus gallus: há uma morte celular programada que não permite que o seu pénis cresça. O artigo com a descoberta feita por uma equipa de investigadores do Instituto Médico Howard Hughes, em Maryland, nos Estados Unidos, foi publicado na revista Current Biology desta semana.
Apenas os machos de 3% de todas as espécies de aves desenvolvem um pénis capaz de penetrar na cloaca das fêmeas das suas espécies. Nesse grupo de espécies estão o pato, o ganso ou o cisne. Nas outras, a reprodução dá-se através do contacto entre as cloacas dos machos e das fêmeas.


Martin Cohn e a sua equipa foram tentar perceber o que acontecia durante o desenvolvimento destas aves. Para isso compararam os embriões dos galos com os dos patos-bravos durante o seu desenvolvimento.
“A regulação e o balanço entre a proliferação das células e a morte celular é essencial para controlar o crescimento e o desenvolvimento”, explica o cientista em comunicado. “Demasiadas divisões celulares e pouca morte celular podem levar ao crescimento em excesso ou desregulado, como no caso do cancro. Se o balanço vai na direcção contrária e há uma deficiência celular ou excesso de morte celular, então isso pode resultar no subdesenvolvimento ou até na ausência de um órgão.”
Quando olharam para o desenvolvimento das duas aves, verificaram que no início, o desenvolvimento do pénis acontecia normalmente nos galos. Mas a partir de uma dada altura esse crescimento parava e o órgão tornava-se rudimentar.
A equipa descobriu que este fenómeno era causado por um gene que se activava na ponta do futuro pénis do embrião do galo, o que não acontecia no pato-bravo. O gene, chamado Bmp4, codifica para uma proteína que leva à morte celular não deixando o órgão crescer.
“A nossa descoberta mostra que a redução do pénis durante a evolução das aves ocorre pela activação de um mecanismo normal que resulta no programa de morte celular, mas que aqui aparece num local novo, a ponta do pénis emergente”, explica Martin Cohn. Os cientistas experimentaram ainda impedir a expressão deste gene naquela região do embrião do galo e verificaram que os pénis cresciam normalmente nos embriões mutados.
A equipa não sabe qual a razão para este fenómeno ter surgido durante a evolução. O pénis é talvez o órgão com mais variações e com as formas mais bizarras entre os animais do reino animal. O gene Bmp4 é muito usado na formação dos órgãos e estruturas durante o desenvolvimento embrionário, e poderá ter aparecido aqui por acaso, não se obtendo nenhuma função objectiva. Mas a equipa sugere um resultado benéfico a nível destas espécies de aves em que os machos não têm pénis: como a fecundação se dá sem penetração, as fêmeas acabam por ter um maior controlo na escolha dos seus parceiros.

Um comentário:

  1. http://guiagaysaopaulo.com.br/noticias/famosos/homem-alega-que-remedio-contra-dor-o-tornou-gay

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