"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sábado, 10 de março de 2018

E as portuguesas continuam em cólera...

[Em uma sociedade sustentada pela mentira, qualquer expressão de verdade é vista como loucura...]
Emma Goldman

Emma goldman, Lucce Fabri e outras anarquistas famosas ficariam orgulhosas ao verem milhares de mulheres portuguesas marchando novamente pelas ruas de Lisboa, agora, empunhando cravos vermelhos como numa nostalgia de abril... Depois das jovens de quinta-feira, agora são mulheres mais sóbrias, a maioria acima dos 60 mas com uma energia admirável... (Onde estariam seus  velhos?) As acompanhei desde a Estação do Rossio até a Praça Municipal. Grande parte das regiões portuguesas estavam representadas. Suas cantorias e slogans batiam sempre nas mesmas teclas: igualdade de direitos, saúde para as mulheres, fim do tráfico de mulheres e da violência doméstica. Uma curiosidade: os trajes das que representavam Évora, e pode-se conferir nas fotos abaixo, faziam lembrar de imediato das mulheres nepalesas e das que vivem nas regiões dos Andes bolivianos/peruanos...  Estavam representadas as chinesas portuguesas, as angolanas, as brasileiras, e etc e as discursantes não esqueceram de citar as mulheres da Síria e outras exiladas que perambulam pelo mundo. Apesar de não terem mencionado as mulheres ciganas... Foi uma festa!
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Em tempo: pela furia das mulheres daqui, os senhores portugueses devem estar há muito tempo no sal, isto é: em abstinência.Ou aderem ao celibato ou então se contentam com as poluções noturnas... (me dizia uma militante de Sintra)




































3 comentários:

  1. https://elpais.com/cultura/2018/03/10/actualidad/1520700484_402565.html?autoplay=1

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  2. A desgraça do tempo e da "Terceira Idade"....
    "Todos os inimigos podem ser vencidos"
    (...menos a velhice) - FC e EFB

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  3. «A Humanidade é medíocre. A maioria das mulheres não é nem superior nem inferior à maioria dos homens. Ambos são iguais. Ambos merecem o mesmo desprezo». Valentine de Saint-Point em Manifesto della Donna Futurista, 1912.

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