"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Da prefeita de Raposa, de coveiros, da compra de caixões e de Marx...

A simpática prefeita do município de Raposa, no Maranhão, está sendo investigada e fustigada por adversários políticos pela compra de uma quantidade exagerada e super-faturada de caixões de defunto. Que projeto transcendente e extraordinário!  Mais do que adequado para estes dias pré-carnavalescos!
Independente dos propósitos da moça, das questões burocráticas e dos preços dos caixões, o assunto merece uma reflexão existencialista, principalmente por tratar-se de assunto tabu e tão problemático como o é a morte e porque a prefeita, tão jovem e tão elegante, foi eleita pelo Partido Comunista do Brasil (PCDB). Ainda existe? 
A população, naturalmente na penúria, supersticiosa e ainda com um imaginário da Idade Media, está apavorada. Mas o quê diria Marx e Engels dessa aquisição? - perguntou-me o mendigo K. 
Por falar em Marx e em caixões, exibo abaixo algumas das fotos feitas lá no cemitério de Highgate (Londres) onde o velho Marx desintegrou-se no meio das raízes e virou pó. 
Independente das intenções da prefeita, dos caixões, da plusvalia e do destino do maranhão inteiro vale a pena traduzir a frase que está em baixo relevo em sua lápide, nem que seja apenas para fins folcloricos.
 Delas (das fotos) não há nenhum Direito Autoral.
























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