terça-feira, 18 de julho de 2017

Os doutores, a ânsia de imortalidade e as vacas... (Afinal: quem é mais doutor do que o outro?)... E a opinião das vacas?

Da Bíblia falsificada e censurada & de Sade...

Hoje, terça-feira, um dia estupendo de sol, quase todo mundo tossindo e assoando o nariz aí pelos ministérios ou pelos mercados, deparei-me novamente com o mendigo K. Estava numa parada de taxis, meio eufórico, batendo papo com um grupo de taxistas, aqueles conhecidos e decadentes velhinhos que passam o resto da vida coçando a barriga e jogando dominó enquanto aguardam clientes e esperam Godot. Continuava com o casacão verde dos soldados russos, aqueles que, como já disse, se pode comprar nas feiras hippies ou nos mercados de pulgas por pequenas bagatelas e, com o livro do Luiz Buñuel nas mãos. Obrigou-me a escutar mais este texto (páginas 289, 290) onde Buñuel fala sobre um de seus filmes: "Numa cena do filme um velho diz para seu filho uma passagem que, para mim, é a mais bela de Bíblia, muito superior ao Cântico dos cânticos. Encontra-se no Livro da sapiência, ou da sabedoria, livro que não figura em todas as edições, pelo contrário (II,1 a 7). O autor destas linhas admiráveis as coloca na boca dos ímpios. Senão seriam impronunciáveis. Basta colocar entre parênteses as primeiras palavras e ler": 
(Disseram pois os ímpios no desvario dos seus pensamentos): O tempo de nossa vida é curto e cheio de tédio, e não há nenhum bem a esperar depois da morte, e também não se conhece quem tenha voltado dos infernos.
Pois do nada somos nascidos e depois desta vida seremos como se nunca tivéramos sido. Pois a respiração de nossos narizes não passa de fumaça; e a razão é como faísca para mover o nosso coração.
Apagada ela será e nosso corpo reduzido a cinza e o espírito se dissipará como um ar sutil.
E a nossa vida se desvanecerá como uma nuvem que passa e se dissipará como um nevoeiro que á afugentado pelos raios de sol e oprimido pelo seu calor.
E o nosso nome com o tempo ficará sepultado no esquecimento, e ninguém se lembrará de nossas obras
Pois nossa vida é a passagem de uma sombra, e não há regresso depois da morte. Pois lacrada, ninguém retorna dela.
Vinde portanto, e gozemos dos bens presentes e apressemo-nos a usar das criaturas como na mocidade.
Enchamo-nos de vinho precioso e de perfume, e não deixemos passar a flor da primavera.
Coroemo-nos de rosas antes que murchem; não haja prado algum em que a nossa intemperança não se manifeste.
Nenhum de nós falte às nossas orgias. Deixemos em toda a parte sinais de alegria, porque esta é a parte que nos toca e esta é a nossa sorte.)
Interrompeu a leitura, olhou para os velhinhos taxistas estupefatos e concluiu:
"Palavra alguma a modificar nessa remota profissão de ateísmo. Pensar-se-ia estar ouvindo a mais bela página do Divino Marquês..."
Jogou o livro para o alto, tirou três ou quatro amêndoas chilenas do bolso interno do casaco e explodiu numa gargalhada.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Do porvir de uma ilusão...

Com o frio que está fazendo aqui na cidade, a mendigada desapareceu. Os que não morreram por aí nas tocas dos esgotos ou nas esplanadas do Niemeyer... pegaram uma carona para seus estados de origem ou foram recolhidos por uma beata ou outra para algum albergue, algum asilo, alguma garagem abandonada, onde permanecem tomando leite quente com canela como crianças pródigas, ansiosos e em busca de algum raio de sol, enrolados em trapos e em cobertores, batendo os queixos e esperando pela volta do verão... O mendigo K foi uma exceção. O encontrei na parte inferior da rodoviária no meio da polui
ção dos ônibus e do burburinho dos frequentadores insanos daquele local. Estava enfiado dentro de um casacão daqueles dos soldados russos que se pode comprar nas feiras hippies por uma bagatela. Ao me ver fez logo uma pergunta, com ar de desafio: Quê dia é hoje? Como não lhe respondi, voltou a perguntar: Em que mês estamos? Como também não lhe respondi agregou: não quer responder ou já está demente?  Quantos anos você tem? Estava com o livro de  Luis Buñuel (O último suspiro) aberto entre as mãos e convidou-me a  ouvir um texto que, segundo ele estava na página 9, a respeito da memória. Antes de começar a leitura do parágrafo que estava sublinhado com letra vermelha, bradou, dirigindo-se mais para a turba do que para mim: este é um livro que ninguém pode deixar de ler. O texto tratava da memória, da demência e da amnésia da mãe de Buñuel. Começou a leitura, verdadeiramente emocionado: "Nos dez últimos anos de sua vida, minha mãe, pouco a pouco, perdeu a memória. Quando ia vê-la em Saragoça, onde ela morava com meus irmãos, acontecia que lhe déssemos uma revista, que ela folheava cuidadosamente da primeira à última página. Após o que, tomávamos a revista de suas mãos, para oferecer-lhe uma outra, que, em realidade, era a mesma. Ela se punha novamente a folhear com o mesmo interesse. Chegou ao ponto de já não reconhecer seus filhos, de já não saber quem éramos nós, quem era ela. Eu entrava, beijava-a, passava algum tempo a seu lado - sua saúde física se mantinha intacta, ela se mostrava até bastante ágil para sua idade -, depois tornava a sair, retornava imediatamente, me recebia com o mesmo sorriso, pedia que me sentasse, como se me estivesse vendo pela primeira vez, já não sabendo, aliás, nem mais meu nome..."
Fez uma súbita interrupção e perguntou-me agressivamente: quer maior desgraça do que esta?
Voltou a abrir o livro na mesma página e concluiu: quer angústia maior do que  esta? estar vivo, mas já não reconhecer-se a si mesmo, já não saber quem se é?
Nossa memória é nossa coerência, nossa razão, nossa ação, nosso sentimento. Sem ela, não somos nada..."
Concluiu a leitura e desapareceu no meio da fumaceira que escapava do motor de uma daquelas velhas geringonças...

domingo, 16 de julho de 2017

Nicaragua: XXIII Encontro do foro de São Paulo como extensão do Vaticano... Apesar do cristianismo e das esquerdas terem pauperizado e esgotado o mundo por onde passaram, continuam na ativa e vigorosas. Em total desamparo, os rebanhos seguem necessitando de um substituto do pai, de um chefe e de um messias...


"As idéias não têm nenhum poder sobre aqueles que não comeram, e menos ainda, sobre aqueles que acabam de comer. A fome e a saciação são duas formas iguais de bestialidade..." Vargas Vila



Nicaragua, capital de la izquierda latinoamericana

MANAGUA.–Desde hoy y hasta el 19 de julio próximo, Nicaragua será la capital de la izquierda y las fuerzas progresistas de América Latina y el Caribe que se reunirán aquí para celebrar el XXIII Encuentro del Foro de Sao Paulo.
Nacido del genio del líder de la Revolución Cubana Fidel Castro y el brasileño Luiz Inácio Lula da Silva, el foro lleva el nombre de la ciudad donde sesionó por primera vez en 1990 y acumula más de un cuarto de siglo de historia. Se mantiene como un referente en el análisis de la coyuntura internacional y la búsqueda de alternativas al pensamiento único neoliberal.
La última década del siglo pasado estuvo marcada por la caída del campo socialista y la desintegración de la Unión Soviética, que hicieron pensar a algunos en el «fin de la historia» y la incontestabilidad de la hegemonía capitalista. En esa etapa se lanzó también el llamado Consenso de Washington, una expresión programática del neoliberalismo al que se sumó con ímpetu la derecha regional.
La cita de Sao Paulo, por el contrario, sirvió para reagrupar a las fuerzas de izquierda y trazar un camino en las nuevas circunstancias. Los más de 20 encuentros que se han llevado a cabo desde entonces y el protagonismo del foro en las últimas décadas de transformaciones en América Latina, demuestran que aquel esfuerzo inicial no fue en vano.
Los debates en los encuentros del Foro de Sao Paulo son una expresión del mosaico de organizaciones, movimientos sociales y partidos latinoamericanos y caribeños. La unidad dentro de la diversidad es uno de las máximas que conduce sus actividades.
Los miembros latinoamericanos tienen voz y voto, sin embargo, a las discusiones asisten también partidos y movimientos sociales de izquierda de otras regiones del mundo como Europa, Asia y África, quienes también estarán presentes en esta XXIII edición.
La cita nicaragüense no deja pasar la oportunidad de recordar  el centenario de la Revolución de Octubre y el aniversario 50 de la caída en combate del Che. El programa recoge conferencias y debates para abordar ambos acontecimientos.
LA GLOBALIZACIÓN NEOLIBEAL NO HA MUERTO
Los documentos bases de esta edición del Foro de Sao Paulo están encabezados por una frase contundente: «La globalización neoliberal no ha muerto».
Su análisis reconoce la existencia de una contraofensiva de la derecha y los centros de poder mundial contra las experiencias progresistas en la región, cuyo propósito es borrar las transformaciones de la última década.
La continua arremetida contra Venezuela, así como los intentos de desacreditar a líderes de izquierda con alto impacto simbólico como el expresidente Lula o la exmandataria argentina Cristina Fernández, evidencian la articulación de una estrategia que trasciende las fronteras de un solo país.
A diferencia de los encuentros iniciales, en el que únicamente el Partido Comunista de Cuba estaba en el poder, en la actualidad son varios los miembros que presiden el gobierno o forman parte de él, de ahí que los debates se hayan ampliado.
La única preocupación no es el camino para lograr los cambios, sino las formas de proteger las experiencias actuales en países como Venezuela, Nicaragua, Bolivia, Ecuador y Cuba.
Los documentos bases señalan con preocupación el uso de los medios de comunicación, casi todos en manos de las élites, como armas políticas contra los gobiernos de izquierda.
«La sociedad está siendo enajenada por los medios de comunicación al servicio de la derecha política y empresaria local y mundial, hoy atenta contra las instituciones del Estado, alimenta la animadversión contra la política, los políticos, las instituciones del Estado, nómbrese Parlamento, Congreso e instancias de procuración de justicia», apunta el documento.
Añade que es desde estas mismas instancias que se corrompen los servicios públicos y se diseñan los golpes de Estado blandos que se han visto en los últimos años.
«Este fenómeno es una oportunidad para las fuerzas revolucionarias, de izquierda y progresistas, que, partiendo de nuestros análisis, debemos enfrentarlas», refieren. «No debemos partir del contexto económico sino del contexto político para dar respuestas creativas frente a las izquierdas reaccionarias y las derechas antisistémicas a las cuales debemos absorber y responder».
CONSENSO DE NUESTRA AMÉRICA
La reunión en Nicaragua estará acompañada por el primer documento programático que se emite desde el Foro de Sao Paulo, bajo el nombre de Consenso de Nuestra América.
Un borrador fue terminado en la sesión de trabajo celebrada en Managua a comienzos de este año. Este se llevó a consultas en toda la región y debe ser aprobado en el encuentro por los partidos miembros.
El documento está dedicado al Comandante en Jefe Fidel Castro y es una respuesta a la ofensiva imperial. En él se encuentran los principios y propósitos que inspiran a las fuerzas progresistas, así como el diagnóstico de la realidad a transformar, los sujetos y el proyecto por el cual se lucha.
El Consenso de Nuestra América rechaza que exista un fin del ciclo progresista y llama a no lamentar los reveses sufridos en el plano político o electoral, como ocurrió en Argentina y Brasil.
«Es el momento de ser autocríticos y constructivos y aprender de nuestros aciertos y errores», señala. «A pesar de reveses temporales y la agresividad del capitalismo contemporáneo, nuestra lucha por el poder no se detiene».
El Consenso parte de asumir que se ha modificado la correlación de fuerzas en la región, y que se vive un momento de desaceleración y desacumulación política y social.
Pero la esencia del documento está muy lejos del derrotismo y dedica el grueso de sus páginas a una síntesis de los pasos a seguir en los frentes económico, político y social, como guía para los movimientos de izquierda y progresistas, sin pretender crear fórmulas inamovibles y respetando las diferencias de cada país.
«Nuestro horizonte es una sociedad que se proponga eliminar la brecha cada vez más grande entre ricos y pobres y superar las desigualdades de género, etnia y edad», apunta.
Entre las acciones a seguir en la esfera económica mencionan la necesidad de fortalecer el papel de la inversión estatal, así como la propiedad social sobre los principales recursos económicos sin excluir el papel de los sectores privados, tanto nacionales como extranjeros, siempre que estén «bajo la orientación de un plan de desarrollo nacional».
En el orden social mencionan la necesidad de una distribución más equitativa de las riquezas como signo distintivo de la izquierda. «Las políticas fiscales deben orientarse y concebirse bajo el principio de que no existe desarrollo genuino sin la mayor inclusión social posible, la igualdad de oportunidades y el acceso de todos los ciudadanos y ciudadanas a los bienes y servicios socialmente producidos, según el aporte de cada cual».
En tal sentido, el papel del Estado es insustituible para garantizar a todos los ciudadanos el disfrute de los derechos humanos que son universales, indivisibles e interdependientes, añade.
El texto llama a fortalecer la consolidación del poder popular y a profundas transformaciones en materia comunicacional con el objetivo de evitar «los procesos de concentración de la información, los medios y la cultura».
El Consenso de Nuestra América insiste en la consolidación del Sueño de una Patria Grande, única e indisoluble, según los ideales de los próceres latinoamericanos y caribeños. «Nuestro proyecto debe proponer modelos que promuevan y estimulen la integración regional no subordinada, sino liberadora».
EL APORTE NICARAGÜENSE
El XXIII encuentro del Foro de Sao Paulo concluirá en Managua justo el día que se celebra el aniversario 38 de la Revolución Sandinista, que derrocó a una de las dictaduras más violentas del continente e inició un camino de transformaciones en beneficio de las mayorías en Nicaragua.
El modelo de «reconciliación y unidad nacional» que lleva adelante el gobierno sandinista será uno de sus principales aportes a los debates, así como un documento anexo sobre la consolidación del poder popular.
Tras una cruenta guerra civil financiada por Estados Unidos hasta principios de los 90 y un paréntesis neoliberal que se extendió por 16 años, el regreso del sandinismo al poder marcó una nueva etapa para Nicaragua.
Durante la última década, el país ha registrado una de las tasas de crecimiento económico más altas de América Latina y llevó la cobertura de electricidad a la población del 50 % al 95 %.
Se espera que este 2017 el programa social Plan Techo alcance a 200 000 familias, garantizándoles una vivienda digna.
Se lleva adelante un programa de rescate para la antigua Managua, a orillas del lago Xolotlán, que antiguamente se utilizaba como depósito de aguas negras, y la mejoría en infraestructura vial es notable.
A pesar de su cercanía al triángulo centroamericano, donde se registran las mayores tasas de asesinatos y criminalidad del mundo, la seguridad ciudadana en Nicaragua es de las mejores en la región.
Los logros nicaragüenses han sido reconocidos por distintos organismos internacionales como Naciones Unidas, la Cepal y la Unicef, pero quizá el medidor más efectivo sea el respaldo popular.
En las elecciones de noviembre del año pasado, el FSLN se alzó con un triunfo contundente. El Presidente Daniel Ortega y su fórmula vicepresidencial, la compañera Rosario Murillo, obtuvieron el 72% de los votos, dejando en bancarrota a la vieja partidocracia y consolidando el proceso de cambio sandinista.





Como diria minha bisavó: povera gente!

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Como diria minha bisavó: Não se pode mais confiar em ninguém e em nada...

"La historia nos ha quitado la razón, a nosotros y a todos los que pensaban como nosotros..." Engels


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Usuário reclama de maconha vencida e denuncia traficante para a PM em Minas (Correio Braziliense de hoje)





Insatisfeito com a qualidade da maconha comprada em Cataguases, na Zona da Mata mineira, um homem ligou para a Polícia Militar e denunciou o traficante, que acabou detido pela corporação na última terça-feira.
Segundo a PM, o comprador da droga resolveu denunciar o tráfico nas imediações de um posto de saúde da cidade pelo 190 após comprar a droga que ele considerou vencida e de má qualidade.
Na denúncia feita por telefone, o comprador afirmou que o traficante estava oferecendo cigarros de maconha para os transeuntes já prontos para uso e embalados em um plástico transparente. 
Já conhecendo o homem apontado pelo denunciante, os militares foram ao local e não encontraram o vendedor de drogas no ponto informado, mas aumentaram o rastreamento e conseguiram localizá-lo em um beco próximo.
Ele ficou nervoso com a situação e acabou flagrado com um cigarro de maconha, R$ 85 em dinheiro e um celular, o que para a Polícia Militar caracterizava a venda da droga no varejo. Segundo a corporação, o homem começou a se contradizer quanto à procedência do material e não soube explicar o que faria com a maconha.
Os policiais fizeram mais levantamentos e descobriram uma ocorrência de tráfico em que o jovem de 19 anos já tinha sido preso. Ainda segundo a PM, o pai dele foi chamado no local e reprovou a atitude do filho.

Neurologia. Sacks. O homem que confundiu sua mulher com um chapéu...






O Projeto de uma psicologia para neurologos escrito por S. Freud em 1895 é, (data vênia) para os trabalhos recentemente publicados por Olivier Sacks, sobre neurologia, mais ou menos o que é a máquina de escrever dos anos 70 para os computadores de hoje. Não leu nada? Não conhece nada de Sacks? Nunca ouviu dizer, por exemplo, que a música pode desencadear convulsões em algumas pessoas e até mesmo uma crise epiléptica? (epilepsia musicogênica). Seus professores silenciaram sobre estes assuntos? Não leu O homem que confundiu sua mulher com um chapéu? Nem Alucinações musicais? Nunca leu nada sobre aquela senhora que sempre que ouvia música napolitana tinha uma ataque? Quanta ignorância!

terça-feira, 11 de julho de 2017

E as senadoras tocam o terror no senado (pero, sin perder la ternura...)

A população, principalmente a feminina, ficou emocionalmente excitada com a atitude das senadoras hoje de manhã, lá no Congresso Nacional. Com aquelas que soberbamente (mas sem perder a ternura) ocuparam a cadeira do Presidente da casa, almoçaram e beberam sobre  a mesa senhorial enquanto riam para as câmeras como se quisessem lembrar aos singelos eleitores que  aquele festim era a amostra do que deve ser uma Ação Direta de Empoderamento
O velho senador e presidente daquela casa, só Freud saberia o porquê, vacilou, recuou e simbolicamente, mandou apagar as luzes... Só faltou alguém colocar na radiola algum rasqueado do Julio Jaramillo (ouça abaixo).
Apagar as luzes? Uma simpática cortesã que costumo encontrar diariamente, lá pelas 19:00 horas, ali na esquina da catedral, me perguntava com certa malignidade: que fantasia deve ter atravessado a mente daquele velhote para ter mandado apagar as luzes? Não respondi, mas, também malignamente, fiz uma associação com as manifestações das feministas ucranianas que para protestar costumam tirar a roupa e colocar as tetas para fora, mesmo quando está nevando. 
E se as nobres senadoras tivessem, naquela media-luz, feito um top-less? Ou se tivessem subido na mesa, recitado um poema de Safo (Ilha de Lesbos) e feito um strip? Como reagiria a torcida, que bufava por lá, sem saber exatamente como as coisas acabariam? 
Mas não aconteceu absolutamente nada. Todas permaneceram com os joelhos bem juntos, e com suas roupinhas prêt-a-porter bem abotoadas, apenas lançando de vez em quando e fugazmente um ou outro olhar de sedução juvenil para as câmeras. A frustração foi geral...





A suruba no vaticano e a hóstia sem glútem...

"Apesar de doloroso, seria belo o espetáculo de um porco de joelhos diante de uma estrela... Isto é... com as quatro  extremidades absortas de adoração..." (em Horário reflexivo, volume 26, página XIX)
Vargas Vila


Depois da suruba entre padres, cardeais & etc, que na semana passada foi desbaratada nas dependências sagradas do Vaticano, (drogas, travestismos, uso de baby-doll, meia-calças e de otras cositas más pelos assessores do Papa), agora o próprio Papa argentino surpreende o mundo com uma circular que proíbe aos beatos a ingestão de hóstias sem glúten. Diante destas repetidas e surrealistas idiotices, gostaria imensamente de poder entrevistar além do Ministro da Saúde, algum representante do "purgatório", do "paraíso" até mesmo do "inferno". Não resta dúvidas de que, a estas alturas, entidades universais de todas as seitas devem estar apavoradas e as gargalhadas com essa demência e com essa estupidez.
Não é possível que dos oito bilhões de terrestres não surja alguém com culhões (ou mesmo sem) que possa mudar o rumo desta espécie animista, envenenada por crendices, suicida e miserável...

segunda-feira, 10 de julho de 2017

A doutrina dos frutos da árvore envenenada...


Para ouvir a música clicar no canto esquerdo da faixa...





Ouvindo a leitura do parecer que pede investigação contra Michel Temer lá na CCJ, feita por S. Zveitter, além do blá-blá-blá, gostei imensamente da menção à doutrina dos frutos da árvore envenenada. Esta metáfora tem tudo a ver com nossa história, com a realidade caótica com que somos obrigados a conviver todos os dias e inclusive com a própria CCJ...
Um pouco mais tarde, na fala de um dos ilustres advogados, outra relíquia do direito: "in dubio pro rebanho"... (No caso de dúvida a razão é do rebanho) Eis aí um dos pilares da desgraça civilizatória. E la nave va...

O paraíso dos alcoólatras... E a Síndrome de Korsakof...


"É necessário estar sempre bêbado. Tudo se reduz a isso;  eis o único problema. Para não sentirdes o fardo horrível do tempo que vos abate e voz faz perder para a terra, é preciso que vos embriagueis sem cessar. 
Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor. Contanto que vos embriagueis...
E, se algumas vezes, nos degraus de um palácio, na verde relva de um fosso, na desolada solidão de vosso quarto, despertardes, com a embriagues já atenuada ou desaparecida, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são; e o vento e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio hão de vos responder: É a hora da embriagues! Para não serdes os martirizados escravos do tempo, embriagai-vos sem tréguas! De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor..."
Charles Baudelaire






Se você é chegado numa cana, numa vodka, numa tequila e até mesmo num absinto 54% de álcool, não deixe de visitar, pelo menos aos finais de semana, uma adega que fica ali perto da Feira do Paraguay. Parece mais uma galeria de arte daquelas vidrarias de Murano, nas ilhas venezianas. O investimento que os fabricantes de bebidas alcoólicas têm feito no designer e nas cores das garrafas é quase um desafio à confraria dos Alcoólicos Anônimos, aos abstêmios e ao Ministério da Saúde. Claro que os preços são equivalentes. Há, por exemplo, (e você pode confirmar indo lá ver ou observando as fotos abaixo) garrafas de cachaça (Velho Barreiro) que custam uma fortuna: R$ 212.000,00 (Duzentos e doze mil reais). E os clientes, não são só novos ricos, como se pensa, são de todos os pedegrees, e em muitos deles, para quem conhece, já é possível identificar alguns sinais da Síndrome de Korsakof... 
E todos saem eufóricos para o estacionamento com suas sacolas repletas sem serem importunados pelos guardas e vigias que estão lá em pé, a serviço dos patrones e quase congelados. Bem diferente do que acontece com os condenados da terra quando são flagrados por aí com um cachimbo e uma mísera pedra de crack. Uma pergunta da costureira da esquina: Por que a "sociedade" finge  preocupar-se tanto em "preservar os neuronios" dos mendigos e não dá a mínima importância à decomposição do fígado das elites?

















sábado, 8 de julho de 2017

Hamburgo e a memória dos Campos : "Um prisioneiro honrado não deve viver mais de três meses, do contrário é um ladrão"

A frase que dá título a este post é de um oficial de Hitler, um dos tais SS, ao visitar a ala de prisioneiros ciganos em Dachau. Como pouca gente sabe, os ciganos, como os judeus, também passaram aos milhares por situações miseráveis e quase inacreditáveis nos Campos de Concentração nazis: Auschwitz, Dachau, Buchenwald, Treblinka... Diferentemente dos judeus que iam para as câmaras de gás e para o crematório resignados e em silêncio, os ciganos faziam o maior escarcéu, gritavam e se desesperavam. Nas memórias de Rudolf Hess existe este tenebroso relato, resgatado por Bart McDowell, em seu livro: Los gitanos"Muito antes da guerra, - relata o SS - se costumava confinar os ciganos como parte das campanhas contra os elementos anti-sociais. Apesar de que, para mim, em Auschwitz, os ciganos foram meus prisioneiros prediletos. Gostavam de brincar, inclusive durante o trabalho, ao qual nunca levavam a sério. Jamais vi uma expressão de ira ou de ódio no rosto de um cigano. Se íamos em seu campo, frequentemente se punham a tocar seus instrumentos musicais, ou bem, deixavam que seus filhinhos dançassem... Quando se lhes falava, respondiam com sinceridade e abertamente... Em julho de 1942, o Reichsfuhrer SS (Henrich Himmler) visitou o campo de ciganos... Viu os que estavam doentes e as crianças com seus corpinhos consumidos... uma lenta putrefação do corpo em vida... viu tudo e ordenou que os destruísse... Em agosto de 1944, sobravam uns 4000 ciganos, e estes teriam que acabar nas câmaras de gás. Até esse momento, não tinham nem idéia do  que os esperava. Se Deram conta por primeira vez do que estava ocorrendo quando se encaminharam, barracão por barracão, até o crematório. Não foi fácil levá-los até as câmaras de gás... Schwarzhuber (outro oficial de acampamento) me disse que foi mais difícil do que qualquer dos aniquilamentos anteriores de judeus, e que a ele lhe foi particularmente difícil, uma vez que conhecia praticamente um por um . E que eram tão ingênuos como crianças..."

Bibliografia necessária:
1. Bart MacDowell - Los gitanos, Ediciones Nauta S.A. Barcelona, 1978
2.  Jean- François  Steiner - Treblinka, Circulo do livro S.A, São Paulo 1975
3. Paul Berben - Dachau, Ediciones Felmar, Madrid, 1977
4. Stefan Kanfer - La marca del gitano (el holocausto de los gitanos y la huella imborrable de los campos alemanes), Ultramar Editores, Madrid 1979
5. Christian Bernadac - L'holocauste oublié (le massacre des tsiganes), Éditions France-Empire, Paris 1979




quinta-feira, 6 de julho de 2017

O corpo, esse desconhecido...

Meninas de apenas 11 anos procuram cirurgia íntima



Por Da Redação
access_time 4 jul 2017, 16h27 - Publicado em 4 jul 2017, 16h08 

Meninas com idade entre 11 e 13 anos têm procurado cirurgiões plásticos na Inglaterra em busca de cirurgias íntimas conhecidas como labioplastia. (IStock/Getty Images)
cirurgia íntima feminina ou labioplastia, que reduz ou altera os lábios vaginais, já é tendência em cirurgias plásticas em todo o mundo. Tanto que este ano, pela primeira vez, o procedimento foi incluído no relatório anual da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, com um aumento de 39% nos casos em relação a 2015. No Brasil, um levantamento realizado pela Dall’Ago & Manfrim Cirurgia Plástica mostrou que a procura pela cirurgia íntima feminina cresceu 250% em um ano. Já no Reino Unido, o número de mulheres submetidas a labioplastia aumentou dez vezes entre 2003 e 2013.

Aumento entre pré-adolescentes e adolescentes

É também no Reino Unido que essa “moda” chegou às crianças. Especialistas afirmaram à rede britânica BBC que meninas de apenas 11 anos têm procurado o procedimento. Registros do Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês) mostraram que entre 2015 e 2016, cerca de 200 mulheres com menos de 18 anos fizeram labioplastia. Dessas, 150 (75%) tinham menos de 15 anos. O dado chamou a atenção e gerou críticas entre especialistas locais.
“Estou vendo meninas de apenas 11, 12, 12 anos, acreditando que há algo errado com sua vulva – que ela tem o formato errado, o tamanho errado, e realmente expressando nojo sobre ela. Sua percepção é que seus pequenos lábios deveriam ser invisíveis, quase como uma Barbie, mas a realidade é que há muita variação. É muito normal que os lábios se projetem.”, disse a médica Paquita de Zulueta à BBC.

Pornografia e mídias sociais

Especialistas acreditam que o aumento da procura de procedimentos íntimos por meninas tão jovens esteja relacionado ao sexting -troca de imagens de nudez pelo smartphone -, às famosas “nudes” nas mídias sociais e ao acesso à pornografiana internet, que faz com que elas tenham uma percepção irreal sobre a aparência de sua região íntima.

Riscos

O problema da labioplastia em meninas tão jovens é que, além dos riscos associados a qualquer procedimento cirúrgico, na adolescência, o corpo ainda está em desenvolvimento. Isso significa que, nessa faixa etária, é normal que os pequenos lábios pareçam salientes, simplesmente porque eles crescem primeiro. Mas, mais tarde, isso tende a se normalizar e o procedimento terá sido em vão ou, pior ainda, causar um problema real, como cicatrizes ou assimetria no local.

Quando a cirurgia é indicada

Oficialmente, a NHS recomenda que o procedimento não seja realizado em meninas com menos de 18 anos, exceto em casos de deformidades ou grandeimpacto físico ou psicológico para a paciente e alega que todas as adolescentes submetidas à labioplastia o fizeram por questões de saúde.
Naomi Crouch, ginecologista especializada em adolescentes afirmou que  “é muito difícil acreditar que existem 150 meninas com alguma anormalidade médica que justifique a necessidade de uma operação íntima”. Ela acredita que as jovens estejam exagerando ao relatar o abalo do problema à sua autoestima ou seu real impacto na prática de esportes, por exemplo.
“Elas estão conscientes de que são mais propensas a conseguirem a operação se disserem que [o problema] está interferindo no sexo, esporte…”, afirmou a especialista.

Impacto na autoestima

Apesar das críticas, o cirurgião britânico Miles Berry defendeu a operação. “Isso pode mudar as pessoas profundamente, o sentimento que elas têm sobre si mesmas, sua confiança e autoestima. Eu vi pacientes com idade entre 16 e 21 anos que nunca tinham tido um namorado porque elas estavam preocupadas demais sobre isso [a aparência de seus genitais].”, afirmou à BBC.
Na Inglaterra, a maioria das labioplastias ainda é feita por mulheres com mais de 18 anos, em procedimentos particulares. Segundo a cirurgiã plástica Heloise Dall’Agno, as cirurgias da região íntima feminina são rápidas, pouco dolorosas e com repouso pós-operatório médio de sete dias. (Texto publicado na Revista VEJA, 06-07-2017)

quarta-feira, 5 de julho de 2017

HISTÓRIA DAS MALAS...E dos malas...


Para ouvir a música clicar no canto esquerdo da faixa...



Observe como:“um homem sentado sobre uma mala na beira da estrada parece um expulso do mundo...”
D.S.


Nos últimos meses, nesta espécie de Ano Internacional da Corrupção, a mala, depois do dinheiro, foi o objeto mais badalado. O homem da mala. O meio milhão da mala. O crime da mala... 
 Quem é que, corrupto ou não, não tem alguma história afetiva ou de horror relacionada a uma mala.
A primeira mala. De madeira, de alumínio, de couro ou de papelão... Com chave, sem chave, com alça ou apenas com uma corda para ser transportada. Com uma etiqueta de uma aldeia dos confins do mundo ou apenas com um sinal feito com um canivete. A mala da emigração, a do exílio, a que afundou no último naufrágio. A que ficou no balcão da delegacia ou do lupanar... As que se perderam num trem que ia para Treblinka... A mala do dia em que foi expulso de casa. A mala que ficou na secretaria do hospício. A mala que se foi numa caravana de ciganos. A mala de retirante equilibrada na cabeça, a mala como travesseiro num beco do Marrocos, a mala que era a maior prova de que estava sendo banido da terra... A mala da moça que ia em direção ao bordel ou a de sua irmã mais nova que ia internar-se num convento... A mala do sujeito que pensou que Pasárgada e babilônia eram a mesma coisa... A mala onde foram enfiadas as bagatelas do morto para serem levadas a uma instituição de caridade... A mala sobre o guarda-roupa, dentro da qual apodreciam fotos seculares, segredos, um violino e suas partituras. Qual seria, afinal, a origem dessa peça que faz parte do inconsciente de absolutamente todos, mesmo daqueles que nunca se atreveram a cair no mundo?...
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Nota: enviada por um correspondente anônimo:  "A mala do velho palhaço desempregado que não encontra mais emprego nos "modernos" circos, a insustentável leveza da mala de Kundera, a mala de Proust, quando saiu em busca do seu tempo perdido, a mala remendada do mendigo que não foi aceito como hóspede na Casa Branca, a mala de Mário Quintana, que ficou esquecida, em um desses hotéis baratos, no qual morava, com suas poesias inéditas, a mala de Gian Genet, ao sair do presídio, de Olga Benário ao ser deportada para Alemanha, as malas repletas de esperanças, das mães da praça de maio, em reencontrar seus hijos, a mala de todos nós, que estamos de breve passagem, neste pequeno e insignificante planeta, esperando a qualquer momento o retorno para o nada de onde viemos.."

terça-feira, 4 de julho de 2017

A PROPAGANDA e os discípulos de Goebbels...

"Somos máquinas de sobrevivência, automatas programados às cegas com a finalidade de preservar as egoístas moléculas conhecidas com o nome de gens..."
Richard Dawkins

Apesar de nosso cotidiano ser um circo publicitário e um festival de propagandas e de campanhas cretinas para isto e para aquilo, procurando antes de tudo vender, mas também domesticar, doutrinar, "corrigir" a moral e os costumes etc, as noticias do cotidiano demonstram que toda essa parafernália milionária não tem servido para nada. Vejam as estatísticas dos estupros, por exemplo. Dos homicídios. Das surras em mulheres e em crianças. Dos assaltos em residências. Do uso de Crack. Da venda de produtos estragados. Do uso de peixeiras. Do banho de veneno nos pimentões. Do uso de camisinhas. Do consumo de colesterol. Da economia de água e de energia. Da qualidade das escolas. Da pureza da cocaína. Da briga entre torcedores. Do uso do cerol. Da crença no além. Da pedofilia. Da zoofilia. Da barberagem no volante. E por falar em volante, só nesta semana, por exemplo, a policia daqui registrou mais de 300 sujeitos dirigindo bêbados. Literalmente bêbados, babando nos joelhos. Muitos em carros de 200 cavalos, propriedade da mamãe, outros em suas próprias caminhonetes com motores de caminhão e etc... Achar que isto é apenas irresponsabilidade desses motoristas é um simplismo de ignorantes. É importante compreender a importância do álcool no psiquismo desses sujeitos, levar em conta as teorias que estão lá no livro do Richard Dawkins: O gene egoísta e também o quanto o automóvel pode estar sendo usado velhacamente por eles como um instrumento para viabilizar algum homicídio ou até mesmo para dissimular o suicídio... 
Ao invés do Estado seguir com a lenga-lenga inútil de que álcool e volante não combinam, ao invés de seguir com essa idiotice insalubre do bafômetro, e dos professores de publicidade continuarem obsessivamente citando  a Joseph Goebbels em suas prédicas (como exemplo de um gênio da propaganda de massas), seria bem mais econômico e pragmático começar a construir rodovias de uso restrito para aqueles que estão com a carteira vencida e para aqueles que "acham um barato" dirigir cheirados ou embriagados... 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Enquanto isso... o sol das 17:40...























Como dizia Napoleão: da honradez à desfaçatez é só um passo...


"Mostre-me todos os crimes com que você tem de lidar e eu sou capaz de lhe mostrar que, por detrás de muitos deles existe uma ausência de razão. Ou seja: sou capaz de lhe mostrar que, no fundo de toda loucura, há a virtualidade de um crime e, por conseguinte, justificação de meu poder..."
Citado por Michel Foucault





A população que vive longe de Brasília, perdida nos cafundós da pátria, está novamente indignada com a política, agora com o caso do Deputado carioca Celso Jacob que, apesar de estar trancafiado na penitenciária aqui da cidade por prestidigitação e por 'impulsos incontrolados com relação a dinheiro' continua frequentando a Câmara e seu gabinete só voltando ao presídio para repousar. Realmente, é uma situação esdrúxula e pouco convencional, mas não muito diferente daquela das moças e das senhoras que trabalham lá durante o dia e que à noite voltam para suas antigas profissões; daquela dos padres e pastores que batem ponto lá e que horas depois voltam para suas paróquias ou templos para continuar engambelando seus crentes; daquela dos advogados que descem da tribuna do Congresso para subir à tribuna de seus escritórios privados para ali orientar seus delinquentes a como safar-se da lei etc, etc. 
Enfim, é importante notar que o Sr. Jacob que vem  todos os dias e religiosamente dos pátios inóspitos da Papuda para os confortáveis gabinetes do Congresso Nacional para exercer seu mandato, - conquistado legitimamente pela vontade cidadã e popular -, não se difere em nada de seus colegas e que está sendo vítima de preconceito e até mesmo de bandidofobia.