"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Que tal um mundo de eunucos?


Não sei se foi só em Portugal, mas num dia desses comemoraram o dia do preservativo. Aqui e ali se via mocinhas simpáticas e brincalhonas exibindo desenhos do dito cujo e aquelas borrachas fedorentas para "enfaixar a cobra" com o mesmo pudor e medo que se tivessem transportando uma serpente naja. 
Apesar do atual teatro de liberação e de modernismo, nunca o pobre membro foi tão temido como na atualidade. No futuro, nós que fomos treinados para ouvir o non-dit (o não dito), nem precisamos ser adivinhos para prever que não faltarão ideólogos e principalmente ideólogas de uma circuncisão absolutamente radical e até mesmo do eunuquismo... E la nave va!
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Em tempo: volto a insistir que os homens estão cada vez mais submissos e "femininos" e as mulheres cada vez mais tiranas e "masculinas". Estou num elevador: entra um casal gringo. Ela me cumprimenta com um vozerão transbordando agressividade e testosterona, Ele parece estar trêmulo e assustado, a voz não lhe sai direito, tem medo de alguma coisa como se desejasse voltar para o berço. E lá no café da manhã a cena se reproduz com quase todos os casais de todas as nacionalidades. Elas que decidem o que se vai comer. Se um ovo ou um croissant, se café com leite o café puro. Se se vai tomar um taxi ou um comboio. Se se vai navegar no Tejo ou comprar porcarias num shopping qualquer... E olham para todos os lados com soberba, e assoam o nariz quase sobre a xicara dos outros, e arrumam as tetas dentro de seus soutiens, e enfiam, sem cerimônias, meio pastel de Belém por sobre o batom e mastigam como umas porcas... enquanto eles estão lá, no canto da mesa, com os olhinhos cravados na xícara, reprimidos, se cagando de medo, os dedos trêmulos e só de vez em quando se lhes ouve algum murmurio, quase implorando uma teta... Que porra é essa? E o mais curioso, é que, todo mundo sabe que daqui a pouco essa soberba artificial vai se transformar numa choradeira histérica, com pedidos de misericórdia, com o teatro da coitadinha desamparada e vítima do mundo... E que por outro, essa  submissão artificial dele na primeira oportunidade se transformará em brutalidade, e que de coitadinho se converterá num brutamonte ou, usando uma expressão de Tolstoi, num autêntico homem do Antigo Testamento... 
E que então, o ciclo se concluiu novamente e que tudo estará pronto para reiniciar...  E assim, até que a morte os liberte!!!
Bah! Que miséria! E tudo indica que nas próximas gerações, se a pedagogia materna seguir a mesma, assistiremos uma transmutação não apenas nos hormônios e nos genitais mas também no cérebro desses pobres idiotas. E a vingança estará consumada!




Um comentário:

  1. http://www.otempo.com.br/interessa/sa%C3%BAde-e-ci%C3%AAncia/brasil-%C3%A9-o-pa%C3%ADs-mais-depressivo-da-am%C3%A9rica-latina-revela-oms-1.1439246

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