"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

domingo, 19 de fevereiro de 2017

E nós que sempre as desejamos tanto...

"Em certas ocasiões, se as palavras e a insignificância desaparecessem da vida, só ficaria em pé o espanto..."  
Raul Brandão

Uma pesquisa que ainda gostaria imensamente de realizar seria a do papel que as mulheres daqui tiveram nas navegações portuguesas, naquele período em que os portugueses mais corajosamente que qualquer outro povo se lançavam ao mar com seus anzóis e com suas precárias caravelas e iam dominando tudo...  
Eram elas que comandavam o timão das caravelas? 
Esta curiosidade nasceu-me hoje, domingo, ao registrar que as mulheres aqui estão cada vez mais 'independentes', decididas, tiranas, intolerantes e duras, enquanto que os homens, mais e mais ambíguos, bonzinhos e submissos. 
Exemplos: 1. No Mercado da Ribeira (que é uma maravilha e que fica ali no Cais do Sodré) entrei numa loja de quinquilharias comendo umas avelãs que havia comprado num quiosque ao lado. A dona da loja dirigiu-se a mim como uma fera não para informar-me que ali não se podia comer, mas para proibir-me literalmente de seguir mastigando. 
2. Comprando uma chaleira para chá com estilo magrebino, perguntei, também a dona, isto já em outro ambiente, se  a chaleira era produzida em Portugal e ela, como se tivesse se sentido ofendida, também com estupidez e soberba contestou-me que ali todos os produtos eram genuinamente portugueses. 
3. Numa estação de metrô ao  recarregar meu cartão semanal, completada a operação perguntei à senhora que me havia auxiliado, onde estava meu cartão? ao que ela respondeu com profundo mau humor e histerismo: O cartão está onde o senhor o colocou!
Caralho! que porra é essa? Assim não há ereção que resista!
Tomei o primeiro trem que apareceu e viajei sem destino por horas refletindo se seria isso o tal empoderamento, que as "feministas" insistem em clamar pelo mundo a fora?
Por coincidência ou não, por colaboração do destino ou não, por uma distorção intencional de minha parte ou ainda por sutilezas do idioma e do insconsciente, entrou uma moça no vagão onde eu estava, (parecida com aquelas que Cristovam Colombo mentia ter visto no Caribe), levando uma cestinha vermelha pendurada ao braço e oferecendo bolinhos de carne com batata e grelos... Grelos?Me interessei, pero... no mucho!

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